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REVISTA DA MADEIRA - EDIÇÃO N°68 - DEZEMBRO DE 2002

Meio ambiente

Meio ambiente

Esta uma questo que tem sido muito abordada no meio florestal, pois alguns especialistas consideram o Pinus como espcie propulsora de contaminao biolgica ou seja, invasora. Por outro lado, esta teoria muito contestada por outros que tm no Pinus uma opo de suprimento para o setor industrial madeireiro da regio sul. Estes ltimos ainda defendem o lado ambiental da espcie, considerando que a mesma uma alternativa para a indstria madeireira de espcies tropicais, muitas delas ameaadas de extino.

No Estado do Paran, foi realizado um trabalho da pesquisadora Silvia Renate Ziller UFPR, enfocando o Pinus como invasora, o qual considerou especialmente a regio da estepe gramneo lenhosa do segundo planalto do Paran, e fez um diagnstico ambiental da rea com enfoque contaminao biolgica. O estudo indica que a escolha de espcies a serem utilizadas para a produo florestal, a posio e a forma do povoamento no relevo, o tipo de vegetao e de uso e a ocupao das reas circundantes so fatores chave para a determinao da suscetibilidade de um ambiente contaminao biolgica. A autora no contra o plantio de Pinus desde que seja feito o manejo adequado. Portanto seguem-se algumas recomendaes deste trabalho:

Utilizar espcies que, comprovadamente, no apresentam elevada capacidade de invaso, tais como Eucalyptus spp. e Grevillea robusta, no plantio de rvores para cintures de proteo como quebra-ventos.

Estabelecer faixas de quebra-vento ao redor de povoamentos florestais de Pinus spp., preferencialmente com uma espcie de crescimento mais rpido como Eucalyptus spp., a fim de reduzir a disseminao de sementes. Na maior parte dos casos, trs fileiras de rvores de outra espcie seriam suficientes para reduzir significativamente a disperso, em especial na direo dos ventos predominantes.

Evitar corte raso em povoamentos florestais na poca das queimadas a fim de reduzir o potencial dos processos erosivos atravs de exposio dos solos, e/ou trabalhar com povoamentos multineos a fim de evitar a denudao total dos solos e conseqente eroso acelerada em pocas de corte. Evitar a prtica da queima aps o corte raso dos povoamentos florestais, pela mesma razo.

Utilizar mapas de direo de vertentes e outros recursos de geoprocessamento para planejar a alocao de novas reas produtivas e, especialmente, de povoamentos florestais com espcies do gnero Pinus, visando diminuir circunstancialmente o problema de disperso de sementes tanto por vias anemocricas como pelo fluxo dos cursos dgua da regio.

Planejar e trabalhar a forma dos povoamentos florestais considerando a posio no relevo referente altitude, cursos dgua, com e direo dos ventos. Por exemplo, um plantio localizado ao longo de toda uma encosta, desde o topo at abeira de um rio, substituindo a floresta ciliar, poderia ter como soluo mais plausvel o seguinte:

posicionar os povoamentos em meias encostas, a fim de evitar os ventos mais fortes e manter distncia dos cursos dgua, com manuteno e/ou recuperao da Floresta Ombrfila Mista Aluvial, que funcionaria como faixa de proteo disperso fluvial;

realizar os plantios em forma trapezoidal, de modo que os dois lados angulados do trapzio fiquem expostos um nordeste e outro para noroeste, direes predominantes dos ventos ao longo do ano. Assim, os prprios povoamentos limitariam a disperso de sementes ao seu prprio interior ;

contornar os povoamentos de Pinus spp. com trs linhas de rvores de uma espcie que no apresente

tendncia contaminao biolgica na regio, tambm visando minimizar a disperso de sementes. Eucalyptus spp. e Grevillea robusta tem sido tradicionalmente empregados como quebra-ventos na regio, no havendo at o presente sinais de disperso natural.

Maio/2003