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REVISTA DA MADEIRA - EDIÇÃO N°68 - DEZEMBRO DE 2002

Mercado-Europa

Mercado-Europa

Apesar de que muitos pases estarem competindo em um mercado global, a concentrao que est acontecendo atualmente mundialmente na indstria d a impresso de que o mundo est encolhendo e ficando menor a cada dia.

Uma das principais razes para isso que as regras econmicas que se aplicam as serrarias so muito parecidas de um pas para o outro.Particularmente quando se fala de pases onde espcies diferentes de pinus foram plantadas.

Radiata, Taeda, Elliotis, Pinaster e outras espcies de Pinus esto crescendo mais rpido ou mais lentamente dependendo do pas onde foram plantados, mas no fim eles so responsveis por 50% a 75% do custo total de produo das serrarias aonde so processados.

Obviamente, este um dado impossvel de se esquecer quando trata-se de gerenciar uma serraria para manter o lucro ou melhorar o processo para aument-lo.

s vezes voc pode ouvir pessoas dizendo que a melhor maneira de gerar lucro aumentando os volumes produzidos.Essa teoria s pode levar a espalhar os custos fixos, o que est longe de ser uma verdade gerencial universal e um gerador de lucros.

Procurar por novas fontes de lucro somente na direo de volumes maiores pode ser extremamente perigoso para a empresa, bem como para a indstria como um todo.

A verdadeira chave para o lucro a melhoria dos fatores de converso da matria-prima.Aumentar o que geralmente chamado de fator de recuperao ou retorno no foco principal em serrarias de pinus, simplesmente porque a matria prima representa mais do que 50% do custo, enquanto custos fixos no passam de 20%, no geral.



A nica vantagem que o aumento de volume pode trazer no gerenciamento da serraria ajudar a diminuir custos fixos por meio de espalh-los em um nmero maior de metros cbicos.Porm, h duas limitaes:

1 limite: o investimento para produzir mais to alto, que custos fixos por metro cbico no diminuem por causa de maiores custos de depreciao.

2 limite: o fato de comprar mais toras causa impactos no preo, o que as vezes ultrapassa todas as vantagens que foram perigosamente previstas.



H alguns exemplos na Europa de serrarias que se depararam com esse tipo de problema. Consequentemente, temos que admitir que se o volume necessrio para atingir o incio de novas tecnologias, volumes simplesmente nunca so o foco principal para o lucro em uma serraria de pinus.

Muito mais importante do que a idia do quanto, em valores, pode ser criado por metro cbico ou dlar ou matria prima que compramos.Claro que a questo do nvel de produo importante bem como a questo do custo de mo-de-obra por metro cbico produzido, mas s vir numa segunda parte da anlise, e no como um parmetro que justifique todo tipo de investimento.

A questo do fator de converso apresenta dois aspectos principais: um o fator de converso em valor.Claro que no fim, todas as questes de converso resultam no valor que a serraria capaz de contabilizar do seu suprimento de matria prima.No obstante, e s para uma melhor compreenso, vamos segregar os dois aspectos.

A converso em volume significa que a serraria tem que lutar para sempre obter o volume mximo que possa conseguir de cada tora.Cada tora um caso individual em serraria de pinus, com seu formato especfico, dimetro, ovalidade, curvatura, afilamento e todos os tipos de defeitos resultantes do modo como foi preparada na floresta.Cada tora em individual, quando posicionada nas mquinas de corte, serra-fita, picador, serra circular ou outras, est numa posio que no ser a mesma que a posio das toras anteriores ou seguintes.

Consequentemente, cada tora individual s atinge seu volume de produtos serrados se for otimizada de acordo com suas caractersticas geomtricas prprias e sua prpria posio quando colocada na mquina.

Separar as toras em um separador no ajuda muito para se conseguir o mximo de cada tora, mesmo que algumas razes organizacionais possam ser aceitas para que se separe pelo to chamado dimetro.Alm disso, investir dinheiro em um separador de toras no justificvel pela otimizao de volume de toras quando se trata de espcies de pinus.

O segundo aspecto trata do fator de converso em valor.Em outras palavras, o padro de serragem que selecionado pode no ser o melhor no tocante a converso de volume, mas o quando se trata do valor total que pode-se obter dos diferentes produtos a serem cortados.

As tecnologias que foram desenvolvidas para solucionar esta otimizao de valor esto um pouco mais sofisticadas agora do que aquelas que dedicam-se to somente converso de volume, mas elas existem e funcionam perfeitamente hoje no mundo todo.

O Plano de Previso de Otimizao de corte desenvolvido pela Ciris Engenharia uma das descobertas mais interessantes para serrarias de pinus.

Na maior parte do mundo , citando a Amrica do Norte, sul da Europa, parte da Amrica do Sul, Nova Zelndia, Austrlia, estas tcnicas so empregadas hoje com sucesso.

Na verdade, onde quer que as toras no sejam perfeitamente cilndricas, retas e circulares, a otimizao individual a nica resposta certa para aumentar a converso de fator. E melhorias na converso de fator a chave para melhorar lucros em serrarias de pinus.

Esses aspectos so de extrema importncia, porm no muito simples averiguar o problema claramente para selecionar os parmetros certos e ento encontrar as solues corretas.Cada empresa pode estar procurando pelo mesmo objetivo global, mas o caminho para chegar l ir variar bastante de uma serraria para outra.

por isso que a engenharia to importante nesse sentido.Uma compreenso completa das toras que esto para ser cortadas, um conhecimento preciso das tecnologias que podem ser aplicadas so necessrios para continuar essa atualizao das serrarias.

Como destaques, serrarias de pinus no mundo todo tm muito em comum, mas provavelmente o objetivo principal para elas hoje aumentar seu fator de converso em volume e valor.Este objetivo est intrinsicamente relacionado com o aumento do lucro.H maneiras de aumentar o fator de converso, no entanto cada serraria deve encontrar uma soluo personalizada, de acordo com seu planejamento econmico, comercial e tcnico.A engenharia comprovadamente a melhor maneira hoje de compreender o problema, comparar solues e implementar novos sistemas que precisam ser personalizados para cada serraria.



Jean-Pierre OLGIATI, engenheiro, diretor-presidente da Ciris Engenharia (Frana)

Maio/2003