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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Cenibra investe US$ 1 bi para dobrar a produção.
A Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra) , uma das maiores produtoras mundiais de celulose branqueada de fibra curta de eucalipto, utilizada na fabricação de papéis, com unidade em Belo Oriente, Minas Gerais, está negociando um empréstimo de US$ 600 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Japan Bank for International Cooperation (JBIC) para realizar 60% dos investimentos necessários para ampliação da produção, nos próximos sete anos.
A meta é dobrar a atual capacidade de 940 mil toneladas por ano, com investimentos de US$ 1 bilhão, sobretudo no aumento da oferta de madeira de eucalipto. "Precisamos garantir a nossa permanência no negócio e continuar fazendo parte do grupo de principais produtores de celulose branqueada de eucalipto do mundo. O Brasil tem o menor custo do mundo, mas não há florestas disponíveis. Vamos investir a maior parte dos recursos na formação de florestas de eucaliptos porque importar madeira não é viável economicamente", afirmou o presidente da empresa, Fernando Henrique da Fonseca, durante as comemorações dos 30 anos de implantação da Cenibra no Brasil.
O executivo explicou que, enquanto a madeira brasileira é produzida em sete anos, na Europa, o ciclo é de 30 anos. "Vamos continuar investindo na ampliação da produção, utilizando esse diferencial competitivo", disse. A empresa está completando, este ano, investimentos de US$ 250 milhões que permitem à companhia ampliar a produção anual de 820 mil toneladas para 940 mil, a partir de abril de 2004. Ele explicou que, além dos empréstimos do BNDES e do JBIC, a alocação dos recursos dependem também da aprovação dos acionistas, o que deve ocorrer até o fim do ano.
Segundo Fonseca, a empresa comercializa a quase totalidade da produção para o mercado externo e há expectativas quanto ao crescimento do mercado internacional de papel. Sobretudo na China, país onde estão sendo feitos grandes investimentos na implantação de fábricas para a produção de papel.
Este ano, a expectativa é de que Cenibra tenha uma produção próxima à do ano passado: 865 mil toneladas e venda de somente 55 mil toneladas para o mercado interno. Pouco menos da metade, 333 mil toneladas são destinadas para o Japão. Com esse resultado, a previsão é de que o faturamento da empresa, em 2004, repita o do ano passado, de US$ 332 milhões, com o mercado nacional representando menos de 10% desse total.
A companhia tem 1,8 mil empregados próprios e 4,7 mil terceirizados. As japonesas Oji Paper, com 39%, a Itochu, com 26%, o JBIC, com 16% e a Nippon Paper, com 6%, além de outras 12 empresas também japonesas, que detém 13%, têm o controle acionário da Japan Brazil Paper and Pulp (JBP) que, por sua vez, possui 100% da companhia de Belo Oriente. A Cenibra foi criada em 1973, com participação de 51,48% da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) detendo 51,48% e o sócio japonês 48,52%. Em 2001, a JBP adquiriu a participação acionária que a CVRD tinha na Cenibra, passando a deter integralmente o capital da empresa.
Carlos Eduardo Cherem
Fonte:Gazeta Mercantil
15/set/03
A meta é dobrar a atual capacidade de 940 mil toneladas por ano, com investimentos de US$ 1 bilhão, sobretudo no aumento da oferta de madeira de eucalipto. "Precisamos garantir a nossa permanência no negócio e continuar fazendo parte do grupo de principais produtores de celulose branqueada de eucalipto do mundo. O Brasil tem o menor custo do mundo, mas não há florestas disponíveis. Vamos investir a maior parte dos recursos na formação de florestas de eucaliptos porque importar madeira não é viável economicamente", afirmou o presidente da empresa, Fernando Henrique da Fonseca, durante as comemorações dos 30 anos de implantação da Cenibra no Brasil.
O executivo explicou que, enquanto a madeira brasileira é produzida em sete anos, na Europa, o ciclo é de 30 anos. "Vamos continuar investindo na ampliação da produção, utilizando esse diferencial competitivo", disse. A empresa está completando, este ano, investimentos de US$ 250 milhões que permitem à companhia ampliar a produção anual de 820 mil toneladas para 940 mil, a partir de abril de 2004. Ele explicou que, além dos empréstimos do BNDES e do JBIC, a alocação dos recursos dependem também da aprovação dos acionistas, o que deve ocorrer até o fim do ano.
Segundo Fonseca, a empresa comercializa a quase totalidade da produção para o mercado externo e há expectativas quanto ao crescimento do mercado internacional de papel. Sobretudo na China, país onde estão sendo feitos grandes investimentos na implantação de fábricas para a produção de papel.
Este ano, a expectativa é de que Cenibra tenha uma produção próxima à do ano passado: 865 mil toneladas e venda de somente 55 mil toneladas para o mercado interno. Pouco menos da metade, 333 mil toneladas são destinadas para o Japão. Com esse resultado, a previsão é de que o faturamento da empresa, em 2004, repita o do ano passado, de US$ 332 milhões, com o mercado nacional representando menos de 10% desse total.
A companhia tem 1,8 mil empregados próprios e 4,7 mil terceirizados. As japonesas Oji Paper, com 39%, a Itochu, com 26%, o JBIC, com 16% e a Nippon Paper, com 6%, além de outras 12 empresas também japonesas, que detém 13%, têm o controle acionário da Japan Brazil Paper and Pulp (JBP) que, por sua vez, possui 100% da companhia de Belo Oriente. A Cenibra foi criada em 1973, com participação de 51,48% da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) detendo 51,48% e o sócio japonês 48,52%. Em 2001, a JBP adquiriu a participação acionária que a CVRD tinha na Cenibra, passando a deter integralmente o capital da empresa.
Carlos Eduardo Cherem
Fonte:Gazeta Mercantil
15/set/03
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