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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Klabin vende Bacell a grupo asiático.
RGM International, de Cingapura, desembolsa US$ 91,2 milhões pelo controle da empresa. A Klabin anunciou ontem a venda de sua participação acionária de 81,7% do capital da Klabin Bacell ao grupo RGM International PTE, de Cingapura, por US$ 91,2 milhões. A operação também vai abranger a transferência dos direitos e obrigações relacionados à aquisição, pela Klabin, das ações da Norcell, associação da empresa com a Copene no ramo florestal. A liquidação do negócio deve ocorrer no final de setembro.
A empresa também afirmou ter encerrado o programa de venda de ativos, que faz parte do plano de reestruturação da empresa, iniciado há 18 meses. A Klabin levantou US$ 835,9 milhões com a venda de subsidiárias, bem acima dos US$ 300 milhões previstos em novembro do ano passado.
Em maio, ela passou o controle da Riocell para a Aracruz Celulose, por US$ 610,5 milhões. No início do mês, vendeu sua participação de 50% nas joint ventures Klabin Kimberly e KCK Tissue, da Argentina, para a norte-americana Kimberly-Clark por US$ 134,4 milhões.
Com essas vendas, a geração de caixa anual da Klabin deverá ser de R$ 1 bilhão. Já a capacidade de faturamento cairá de US$ 1 bilhão para US$ 750 milhões por ano, disse o diretor geral da empresa, Miguel Sampol, que descartou a venda de outros ativos, como a Celucat, fabricante de envelopes e embalagens no Brasil e Argentina.
De acordo com o executivo, o endividamento líquido da empresa no final do terceiro trimestre será de R$ 600 milhões (enquanto o endividamento bruto ficará em R$ 1 bilhão), bem inferior à dívida de R$ 2,8 bilhões registrada no final do ano passado. No início de julho, o endividamento era de R$ 1,04 bilhão. Cerca de metade do endividamento bruto está em moeda estrangeira, principalmente em operações de trade finance, com vencimento entre 2004 e 2009. Uma parte "significativa" desses recursos vieram do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Além de colocar as finanças em ordem, o plano de reestruturação dá fôlego para a Klabin realizar novos investimentos, principalmente no aumento da capacidade de produção de papéis, embala-gens, madeira e kraftliner, principais focos da empresa. A empresa não descarta voltar a negociar novos empréstimos para tocar seus planos de expansão. O objetivo da Klabin é o aumento de capacidade de produção de papéis e papelão para embalagens das atuais 1,6 milhão de toneladas anuais para 2 milhões de toneladas nos próximos cinco anos.
"Apesar de rentável, o setor de celulose é sujeito à grande volatilidade no mercado internacional. A Klabin quer exportar produtos de maior valor agregado", disse Sampol. O diretor geral da empresa, entretanto, não quis detalhar o plano de investimentos nem informar qual percentual da produção deverá ser destinado às exportações. Nos próximos 12 meses, as exportações da Klabin deverão atingir US$ 270 milhões. No início deste mês, a empresa começou a exportar papel cartão para a China. O primeiro embarque foi de 20 mil toneladas.
Até o final do ano, a Klabin pretende ser responsável por 6% de todo o kraftliner negociado internacionalmente - atualmente num patamar de 8 milhões de toneladas anuais (das 25 milhões de toneladas produzidas globalmente). A empresa estima que vai fabricar entre 40 mil e 42 mil toneladas do produto mensalmente.
As 1,2 milhão de toneladas de celulose de fibra virgem produzidas anualmente pela Klabin garantem a auto-suficiência da matéria-prima para a fabricação de seus itens. "À medida em que aumentarmos nossa produção de papéis, vamos investir também em nossos negócios de celulose", afirmou.
RGM ingressa no Brasil
A compra da Bacell marca a entrada da RGM International no mercado brasileiro. A empresa asiática possui operações em Cingapura, Indonésia, China, Hong Kong, Filipinas, Sumatra, Malásia e Finlândia, nos ramos florestais, papel e de celulose. Os ativos da RGM estão estimados em US$ 6 bilhões. O grupo controla a Riau Andalan Pulp and Paper (Riaupulp), em Sumatra, que possui capacidade de produção de 2 milhões de toneladas de celulose por ano. Controla também a Asia Pacific Resources International Holdings Limited, em Cingapura, a Asian Agri Abadi, nas Filipinas e Indonésia e a PEC-Tech, empresa de engenharia e infra-estrutura.
A operação de venda da Bacell foi intermediada pelos bancos Unibanco e UBS Warburg, além da Demarest & Almeida Advogados.
A Bacell, localizada no pólo petroquímico de Camaçari (BA), produz 120 mil toneladas por ano de celulose solúvel, voltada para as indústrias têxtil e alimentícia. É a única fabricante deste tipo de produto no País. De acordo com a Klabin, quase toda a produção é voltada para o mercado externo.
Patrícia Nakamura
Fonte: Gazeta
21/ago/03
A empresa também afirmou ter encerrado o programa de venda de ativos, que faz parte do plano de reestruturação da empresa, iniciado há 18 meses. A Klabin levantou US$ 835,9 milhões com a venda de subsidiárias, bem acima dos US$ 300 milhões previstos em novembro do ano passado.
Em maio, ela passou o controle da Riocell para a Aracruz Celulose, por US$ 610,5 milhões. No início do mês, vendeu sua participação de 50% nas joint ventures Klabin Kimberly e KCK Tissue, da Argentina, para a norte-americana Kimberly-Clark por US$ 134,4 milhões.
Com essas vendas, a geração de caixa anual da Klabin deverá ser de R$ 1 bilhão. Já a capacidade de faturamento cairá de US$ 1 bilhão para US$ 750 milhões por ano, disse o diretor geral da empresa, Miguel Sampol, que descartou a venda de outros ativos, como a Celucat, fabricante de envelopes e embalagens no Brasil e Argentina.
De acordo com o executivo, o endividamento líquido da empresa no final do terceiro trimestre será de R$ 600 milhões (enquanto o endividamento bruto ficará em R$ 1 bilhão), bem inferior à dívida de R$ 2,8 bilhões registrada no final do ano passado. No início de julho, o endividamento era de R$ 1,04 bilhão. Cerca de metade do endividamento bruto está em moeda estrangeira, principalmente em operações de trade finance, com vencimento entre 2004 e 2009. Uma parte "significativa" desses recursos vieram do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Além de colocar as finanças em ordem, o plano de reestruturação dá fôlego para a Klabin realizar novos investimentos, principalmente no aumento da capacidade de produção de papéis, embala-gens, madeira e kraftliner, principais focos da empresa. A empresa não descarta voltar a negociar novos empréstimos para tocar seus planos de expansão. O objetivo da Klabin é o aumento de capacidade de produção de papéis e papelão para embalagens das atuais 1,6 milhão de toneladas anuais para 2 milhões de toneladas nos próximos cinco anos.
"Apesar de rentável, o setor de celulose é sujeito à grande volatilidade no mercado internacional. A Klabin quer exportar produtos de maior valor agregado", disse Sampol. O diretor geral da empresa, entretanto, não quis detalhar o plano de investimentos nem informar qual percentual da produção deverá ser destinado às exportações. Nos próximos 12 meses, as exportações da Klabin deverão atingir US$ 270 milhões. No início deste mês, a empresa começou a exportar papel cartão para a China. O primeiro embarque foi de 20 mil toneladas.
Até o final do ano, a Klabin pretende ser responsável por 6% de todo o kraftliner negociado internacionalmente - atualmente num patamar de 8 milhões de toneladas anuais (das 25 milhões de toneladas produzidas globalmente). A empresa estima que vai fabricar entre 40 mil e 42 mil toneladas do produto mensalmente.
As 1,2 milhão de toneladas de celulose de fibra virgem produzidas anualmente pela Klabin garantem a auto-suficiência da matéria-prima para a fabricação de seus itens. "À medida em que aumentarmos nossa produção de papéis, vamos investir também em nossos negócios de celulose", afirmou.
RGM ingressa no Brasil
A compra da Bacell marca a entrada da RGM International no mercado brasileiro. A empresa asiática possui operações em Cingapura, Indonésia, China, Hong Kong, Filipinas, Sumatra, Malásia e Finlândia, nos ramos florestais, papel e de celulose. Os ativos da RGM estão estimados em US$ 6 bilhões. O grupo controla a Riau Andalan Pulp and Paper (Riaupulp), em Sumatra, que possui capacidade de produção de 2 milhões de toneladas de celulose por ano. Controla também a Asia Pacific Resources International Holdings Limited, em Cingapura, a Asian Agri Abadi, nas Filipinas e Indonésia e a PEC-Tech, empresa de engenharia e infra-estrutura.
A operação de venda da Bacell foi intermediada pelos bancos Unibanco e UBS Warburg, além da Demarest & Almeida Advogados.
A Bacell, localizada no pólo petroquímico de Camaçari (BA), produz 120 mil toneladas por ano de celulose solúvel, voltada para as indústrias têxtil e alimentícia. É a única fabricante deste tipo de produto no País. De acordo com a Klabin, quase toda a produção é voltada para o mercado externo.
Patrícia Nakamura
Fonte: Gazeta
21/ago/03
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