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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Setor de base florestal melhora logística.
A indústria de base florestal - madeira, móveis, papel e celulose - deve fechar este ano com US$ 5,6 bilhões em exportações. Isso representa mais de 8% de total exportado pelo Brasil em todos os segmentos econômicos. Mas o setor está ainda mais otimista, e o projeta que em 2010 o volume de negócios internacionais será de US$ 11 bilhões. Esses números mostram que o setor vai ‘muito bem, obrigado’, porém, os méritos foram conseguidos sem nenhum apoio governamental.
E essa é a principal bronca de quem atua no segmento, diz o presidente do conselho administrativo da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Madeira (Abpmex), Roque Aquilino Zatti. Segundo ele, o setor gera hoje um milhão de empregos diretos e mais de três milhões de indiretos, e ainda sofre com algumas limitações que dificultam o crescimento. Um deles é a logística, que inclusive é tema de um seminário que terminou anteontem, no Cietep em Curitiba.
De acordo com Zatti o governo ainda cobra ICMS sobre o frete dos produtos exportados. Ele comentou que no Chile, por exemplo, o governo oferece um incentivo de 8% para as exportações, e isso acaba sendo creditado nas negociações internas naquele país. "E o ICMS, associado ao pedágio e outras despesas acabam encarecendo o produto e tornando ele pouco competitivo", disse. Outra reclamação da categoria é quanto a burocracia na fiscalização para embarque em portos, assim como, a falta de pontos adequados para o armazenamento.
A falta de incentivos ao plantio também desagrada o setor. Roque Zatti afirmou que existem apenas linhas de financiamento através do BNDES, mas com taxas altas e prazo curto para amortização. "A madeira usada para o papel pode ser de floresta com cinco anos, já para outros setores é com mais de sete anos. Por isso são necessárias políticas específicas", comentou, acrescentando que a mesma reivindicação vale para os Estados. O presidente da Abpmex disse que as tentativas de entendimento com o governo foram ínfimas até agora, e o setor não espera uma mudança de postura a curto prazo. A grande prova do desinteresse pelo setor foi o não comparecimento de representantes do governo no seminário.
Posição
Os maiores pólos produtores de madeira de reflorestamento são o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Já as de madeira tropical são o Pará, Mato Grosso e Rondônia. No primeiro semestre de 2003 as exportações na área alcançaram US$ 2,6 bilhões, o que indica um recorde para o setor, que fechou o ano passado com US$ 4,4 bilhões. A indústria de madeira lidera em volume exportado - US$ 910 milhões -, seguido da celulose, papel e papelão e indústria do mobiliário. Entre os principais países compradores do Brasil estão os Estados Unidos, China, Twain, Europa, Marrocos, Caribe, México e Israel.
Rosângela Oliveira
cidades@parana-online.com.br
Fonte: Paraná - Online
15/ago/03
E essa é a principal bronca de quem atua no segmento, diz o presidente do conselho administrativo da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Madeira (Abpmex), Roque Aquilino Zatti. Segundo ele, o setor gera hoje um milhão de empregos diretos e mais de três milhões de indiretos, e ainda sofre com algumas limitações que dificultam o crescimento. Um deles é a logística, que inclusive é tema de um seminário que terminou anteontem, no Cietep em Curitiba.
De acordo com Zatti o governo ainda cobra ICMS sobre o frete dos produtos exportados. Ele comentou que no Chile, por exemplo, o governo oferece um incentivo de 8% para as exportações, e isso acaba sendo creditado nas negociações internas naquele país. "E o ICMS, associado ao pedágio e outras despesas acabam encarecendo o produto e tornando ele pouco competitivo", disse. Outra reclamação da categoria é quanto a burocracia na fiscalização para embarque em portos, assim como, a falta de pontos adequados para o armazenamento.
A falta de incentivos ao plantio também desagrada o setor. Roque Zatti afirmou que existem apenas linhas de financiamento através do BNDES, mas com taxas altas e prazo curto para amortização. "A madeira usada para o papel pode ser de floresta com cinco anos, já para outros setores é com mais de sete anos. Por isso são necessárias políticas específicas", comentou, acrescentando que a mesma reivindicação vale para os Estados. O presidente da Abpmex disse que as tentativas de entendimento com o governo foram ínfimas até agora, e o setor não espera uma mudança de postura a curto prazo. A grande prova do desinteresse pelo setor foi o não comparecimento de representantes do governo no seminário.
Posição
Os maiores pólos produtores de madeira de reflorestamento são o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Já as de madeira tropical são o Pará, Mato Grosso e Rondônia. No primeiro semestre de 2003 as exportações na área alcançaram US$ 2,6 bilhões, o que indica um recorde para o setor, que fechou o ano passado com US$ 4,4 bilhões. A indústria de madeira lidera em volume exportado - US$ 910 milhões -, seguido da celulose, papel e papelão e indústria do mobiliário. Entre os principais países compradores do Brasil estão os Estados Unidos, China, Twain, Europa, Marrocos, Caribe, México e Israel.
Rosângela Oliveira
cidades@parana-online.com.br
Fonte: Paraná - Online
15/ago/03
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