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Madeiras brasileiras e exóticas

Pau-d’alho

Nome científico
Gallesia integriolia

Descrição da árvore

Forma: árvore perenifólia, com 5 a 20 m de altura e 40 a 80 cm de DAP, mas podendo atingir, no norte do Paraná e em Alagoas, até 30 m de altura e 100 cm ou mais de DAP, na idade adulta (Klein, 1985; Auto, 1998).
Tronco: reto, tortuoso ou inclinado, com sapopemas de regular tamanho na base. Fuste com até 15 m de altura..
Ramificação: dicotômica a irregular. Copa ampla, paucifoliada, com esgalhamento grosso e tortuoso.
Casca: com espessura de até 10 mm. A casca externa é acinzentada a castanho-parda, lisa, levemente descamante. A casca interna é branco-palha levemente amarelada, esponjosa.

Características da Madeira
Massa específica aparente: a madeira do pau-d¢ alho é moderadamente densa (0,58 a 0,66 g/cm3), a 15% de umidade (Mainieri & Chimelo, 1989). Cor: alburno pouco diferenciado, levemente mais claro do que o cerne. Cerne branco, levemente amarelado.
Características gerais: superfície ligeiramente áspera ao tato e com brilho refletindo irregularmente; textura média a grossa; grã irregular. Cheiro e gosto imperceptíveis na madeira seca, mas, com cheiro característico de alho na madeira verde
Durabilidade natural: baixa resistência ao ataque de organismos xilófagos, quando exposta às intempéries.
Outras características: O odor de alho é perdido quando a madeira seca. Apresenta estrutura laminada, com tecido esponjoso alternando com o lenhoso. As toras devem ser serradas logo após o corte, pois são suscetíveis ao ataque de fungos e carunchos, apodrecendo rapidamente.

Espécies Afins
O gênero Gallesia Casar., com uma só espécie distribuída no Brasil, Peru e Bolívia. Há uma outra espécie conhecida também por pau-d´alho (Goldmania paraguensis), com ocorrência no Pantanal.

Produtos e Utilizações
Madeira serrada e roliça: a madeira de pau-d´alho é de uso restrito, devido às camadas de tecido conjuntivo que não permitem um acabamento uniforme (Mainieri & Chimelo, 1989). Tem aplicação generalizada em construções rústicas (galpões e paióis), na construção civil, em casas de madeira, caixotaria, barcos, forro e revestimento; caixas de concreto, tábuas e sarrafos, construção temporária, embalagens leves, cangas para bois e artefatos semelhantes. A madeira desta espécie tinha pequeno uso até há bem pouco tempo, mas atualmente é largamente empregada em substituição ao pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia).
Energia: produz lenha de qualidade regular, queimando com dificuldade
Celulose e papel: espécie adequada para este uso (Paula & Alves, 1997), principalmente se usada a madeira recém-cortada (Wasjutin, 1958).

Ocorrência Natural
Latitude: 4º (Ceará) S a 25º30' S (Paraná).
Variação altitudinal: de 20 m, litoral do Sudeste e do Nordeste a 1.100 m de altitude, em Minas Gerais, no Brasil. A espécie atinge até 1.300 m de altitude na Bolívia (Killean et al., 1993).

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