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Notícias
03
abr
2012
(PAPEL E CELULOSE)
China terá condições de absorver celulose de novas plantas da AL, diz analista
A conta de quantos milhões serão ainda injetados na América Latina para start up de pelo menos 11 novas plantas de celulose, que já foram anunciadas ao mercado, tem mobilizado os grandes players a estratégias eficazes de gestão. O volume que elas podem atingir deve chegar a 17 milhões de toneladas. A maioria vem do Brasil. Quando isso vai de fato vai acontecer ainda é uma incógnita, “acredito que nos próximos três anos muitos dos projetos sejam postergados para pelo menos mais dois anos”. É o que afirmou a diretora da Forestry Products Marketing, Heloisa Dórea, durante a 2ª Conferência da Indústria Florestal Latino-Americana, realizada de 26 a 28 de março, em São Paulo. Ela foi palestrante da sessão que analisou a situação de mercado e perspectivas
A executiva fez uma previsão de que três novas plantas devem de fato cumprir as metas estabelecidas e entrar em produção no tempo previsto: a Eldorado (1, 5 milhões de toneladas), Montes del Plata (Arauco e Stora Enso, com 1,3 milhões de toneladas) e Suzano no Maranhão, que também pode chegar a 1,5 milhões de toneladas. As três juntas vão liberar mais de 4,3 milhões de celulose para o mercado. O volume ainda é 25% do total entre os 11 players. Mas para onde vai essa quantidade de celulose? Há demanda e mercado para absorvê-la?
O solo chinês certamente será o destino de grande parte desta celulose. A palestrante mostrou que o País tem crescido a 16% ano, o que estimula o consumo. A demanda pelo produto tem crescido numa grande escala. De 9% ao ano na década de 90, passou a 44% em 2000 e o último dado mostra uma taxa de 60%/ano. Com tamanha demanda, a compra do mercado externo só tem a se efetivar. Para a analista, o que mais tem impulsionado este crescimento é a demanda por papel, num ritmo de 8,5 % por ano e 6% para papéis sanitários.
Na opinião de Heloísa, a gigante asiática vai continuar liderando o crescimento no cenário global. “Em 2017 a gente constatará a China ultrapassando a América do Norte e Europa. Atualmente, a celulose que circula no mercado chinês vem principalmente da América Latina (com 51% das importações). A produção local abastece cerca de 1.889 toneladas, enquanto o Canadá (335 toneladas), EUA, (324) e a Europa (138).
Na análise da executiva, a China vai dar conta sim de comprar a celulose que sairá da América Latina, o que não põe em risco, na opinião dela, o efeito de crescimento do Brasil com tantos projetos e novas plantas da commoditie. Ela apenas recomendou que as empresas latino americanas “revejam seus planos e principalmente as datas de start up”, para um cronograma mais real ao cenário futuro.
A executiva fez uma previsão de que três novas plantas devem de fato cumprir as metas estabelecidas e entrar em produção no tempo previsto: a Eldorado (1, 5 milhões de toneladas), Montes del Plata (Arauco e Stora Enso, com 1,3 milhões de toneladas) e Suzano no Maranhão, que também pode chegar a 1,5 milhões de toneladas. As três juntas vão liberar mais de 4,3 milhões de celulose para o mercado. O volume ainda é 25% do total entre os 11 players. Mas para onde vai essa quantidade de celulose? Há demanda e mercado para absorvê-la?
O solo chinês certamente será o destino de grande parte desta celulose. A palestrante mostrou que o País tem crescido a 16% ano, o que estimula o consumo. A demanda pelo produto tem crescido numa grande escala. De 9% ao ano na década de 90, passou a 44% em 2000 e o último dado mostra uma taxa de 60%/ano. Com tamanha demanda, a compra do mercado externo só tem a se efetivar. Para a analista, o que mais tem impulsionado este crescimento é a demanda por papel, num ritmo de 8,5 % por ano e 6% para papéis sanitários.
Na opinião de Heloísa, a gigante asiática vai continuar liderando o crescimento no cenário global. “Em 2017 a gente constatará a China ultrapassando a América do Norte e Europa. Atualmente, a celulose que circula no mercado chinês vem principalmente da América Latina (com 51% das importações). A produção local abastece cerca de 1.889 toneladas, enquanto o Canadá (335 toneladas), EUA, (324) e a Europa (138).
Na análise da executiva, a China vai dar conta sim de comprar a celulose que sairá da América Latina, o que não põe em risco, na opinião dela, o efeito de crescimento do Brasil com tantos projetos e novas plantas da commoditie. Ela apenas recomendou que as empresas latino americanas “revejam seus planos e principalmente as datas de start up”, para um cronograma mais real ao cenário futuro.
Fonte: Celulose Online
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