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Notícias
31
mar
2012
(PAPEL E CELULOSE)
Embaixada Chinesa descarta medida antidumping a celulose brasileira
A possibilidade aventada no final do ano passado de que o governo chinês poderia aplicar medidas antidumping à celulose brasileira está descartada. De acordo com o ministro conselheiro da Embaixada da China no Brasil para a área Econômico-Comercial, Wang Qingyuan, uma eventual medida nessa direção não chegou a ser analisada pelo governo asiático.
Os rumores sobre o processo de antidumping ganharam força após a decisão do governo brasileiro de aplicar medidas que dificultam a importação de papéis, incluindo o início da análise de um possível antidumping ao papel produzido na Ásia. A posição brasileira é criticada por Qingyuan, que, entretanto, não cogita qualquer medida chinesa de restrição à celulose brasileira como forma de retaliação. "A China é a maior importadora da celulose brasileira. Esse material é processado, convertido em papel e depois exportado para o Brasil. Por isso, não acho racional (o antidumping ao papel asiático)", afirmou.
O ministro conselheiro da embaixada chinesa também criticou a postura brasileira de direcionar medidas consideradas protecionistas aos produtos chineses. "O governo chinês não quer uma disputa, mas também esperamos que governo brasileiro não tome mais medidas (protecionistas). Hoje, mais de 30% das medidas de antidumping brasileiras são contra a China", destacou Qingyuan, após participar da 2ª Conferência da Indústria Florestal Latino-Americana, realizada em São Paulo.
Qingyuan também destacou que o governo chinês nunca aplicou medidas antidumping a produtos brasileiros. Mas sinalizou que essa situação pode mudar caso o governo brasileiro não reveja sua postura contra o país asiático. "A China, até hoje, não tem medidas contra qualquer produto brasileiro. Entretanto, quando são tomadas medidas não racionais, o governo chinês também precisa adotar medidas", afirmou o ministro conselheiro, sem revelar quais seriam essas alternativas.
O protecionismo adotado pelo governo brasileiro em algumas decisões, conforme análise de especialistas em comércio internacional, protege o interesse de algumas empresas, e não do consumidor, ressalta Qingyuan. Além disso, a prática contraria a posição defendida pelos líderes do G-20, complementa o ministro. "Desde 2008, quando se instalou a crise internacional e financeira, os líderes do G-20 concordaram em não tomar medidas de protecionismo. Mas, na verdade, quase todos os países estão tomando essas medidas", destacou.
Agressividade
O ministro conselheiro da embaixada chinesa no Brasil também aproveitou a presença no evento focado na indústria de papel e celulose para convocar os empresários brasileiros a investirem na China. "O empresário brasileiro precisa ser mais agressivo em relação à China. Hoje, aproximadamente 70% dos projetos de processamento de óleo de soja na China são estrangeiros. Por que o brasileiro não investe lá?", questionou.
O país asiático, ressaltou Qingyuan, não é apenas consumidor de commodities. É um país que também tem interesse por itens de consumo e é, de acordo com o representante chinês, o segundo maior importador de produtos de luxo no mundo. "O Brasil é um grande produtor de café, mas na China há grande divulgação do café da Colômbia. Então, a questão não é que o mercado chinês está fechado. A questão, acredito, seja a falta de conhecimento (sobre o mercado chinês)", sintetizou.
Os rumores sobre o processo de antidumping ganharam força após a decisão do governo brasileiro de aplicar medidas que dificultam a importação de papéis, incluindo o início da análise de um possível antidumping ao papel produzido na Ásia. A posição brasileira é criticada por Qingyuan, que, entretanto, não cogita qualquer medida chinesa de restrição à celulose brasileira como forma de retaliação. "A China é a maior importadora da celulose brasileira. Esse material é processado, convertido em papel e depois exportado para o Brasil. Por isso, não acho racional (o antidumping ao papel asiático)", afirmou.
O ministro conselheiro da embaixada chinesa também criticou a postura brasileira de direcionar medidas consideradas protecionistas aos produtos chineses. "O governo chinês não quer uma disputa, mas também esperamos que governo brasileiro não tome mais medidas (protecionistas). Hoje, mais de 30% das medidas de antidumping brasileiras são contra a China", destacou Qingyuan, após participar da 2ª Conferência da Indústria Florestal Latino-Americana, realizada em São Paulo.
Qingyuan também destacou que o governo chinês nunca aplicou medidas antidumping a produtos brasileiros. Mas sinalizou que essa situação pode mudar caso o governo brasileiro não reveja sua postura contra o país asiático. "A China, até hoje, não tem medidas contra qualquer produto brasileiro. Entretanto, quando são tomadas medidas não racionais, o governo chinês também precisa adotar medidas", afirmou o ministro conselheiro, sem revelar quais seriam essas alternativas.
O protecionismo adotado pelo governo brasileiro em algumas decisões, conforme análise de especialistas em comércio internacional, protege o interesse de algumas empresas, e não do consumidor, ressalta Qingyuan. Além disso, a prática contraria a posição defendida pelos líderes do G-20, complementa o ministro. "Desde 2008, quando se instalou a crise internacional e financeira, os líderes do G-20 concordaram em não tomar medidas de protecionismo. Mas, na verdade, quase todos os países estão tomando essas medidas", destacou.
Agressividade
O ministro conselheiro da embaixada chinesa no Brasil também aproveitou a presença no evento focado na indústria de papel e celulose para convocar os empresários brasileiros a investirem na China. "O empresário brasileiro precisa ser mais agressivo em relação à China. Hoje, aproximadamente 70% dos projetos de processamento de óleo de soja na China são estrangeiros. Por que o brasileiro não investe lá?", questionou.
O país asiático, ressaltou Qingyuan, não é apenas consumidor de commodities. É um país que também tem interesse por itens de consumo e é, de acordo com o representante chinês, o segundo maior importador de produtos de luxo no mundo. "O Brasil é um grande produtor de café, mas na China há grande divulgação do café da Colômbia. Então, a questão não é que o mercado chinês está fechado. A questão, acredito, seja a falta de conhecimento (sobre o mercado chinês)", sintetizou.
Fonte: Assessoria
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