Voltar
Notícias
28
mar
2012
(MADEIRA E PRODUTOS)
Probabilidade de madeireiro ilegal ser punido no Brasil é inferior a 1%
A corrupção em cargos elevados e a falta da aplicação da lei florestal fomentam o mercado de extração ilegal de madeira no Brasil. Essa conclusão é detalhada no relatório do Banco Mundial intitulado Justiça para as Florestas: Melhoria dos Esforços da Justiça Criminal para Combater a Extração Ilegal de Madeira, divulgado nesta semana.
De acordo com o estudo, que teve duração de quatro anos, a probabilidade de um madeireiro ilegal ser penalizado no Brasil e em outros três países (México, Indonésia e Filipinas) é menor que 0,08%. “Precisamos combater o crime organizado na extração ilegal, da mesma forma como vamos atrás de bandidos organizados que vendem drogas ou de organizações criminosas”, sugere o gerente da equipe do Banco Mundial encarregada da integridade dos mercados financeiros, Jean Pesme.
Além disso, o documento afirma haver uma “confusão jurisdicional” no Brasil. Conforme o estudo, atores responsáveis pela aplicação da legislação florestal, como juízes, guardas florestais e investigadores criminais, não cooperam entre si de forma correta. “Se cada uma dessas partes tivesse uma apreciação mais detalhada do papel dos outros jogadores, a cooperação, sem dúvida, melhoraria, ajudando a remover um dos principais obstáculos à condenação: falhas de comunicação entre as várias partes do sistema”, afirma o relatório.
O levantamento cita casos de corrupção no Brasil envolvendo administradores locais e funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). “Operações gigantes de extração ilegal da madeira causaram um dano estimado em 500 milhões de dólares para a Floresta Amazônica”, observa o documento, sobre um caso de 2010.
Apesar dos problemas, o relatório lembra, ao citar o papel de ONGs no combate ao comércio ilegal de madeira, a bem sucedida parceria do Greenpeace com o Ibama. Em 2000, durante uma inspeção de cinco dias, a organização e a agência brasileira apreenderam o maior volume de toras de mogno, orçado em 7 milhões de dólares.
De acordo com o estudo, que teve duração de quatro anos, a probabilidade de um madeireiro ilegal ser penalizado no Brasil e em outros três países (México, Indonésia e Filipinas) é menor que 0,08%. “Precisamos combater o crime organizado na extração ilegal, da mesma forma como vamos atrás de bandidos organizados que vendem drogas ou de organizações criminosas”, sugere o gerente da equipe do Banco Mundial encarregada da integridade dos mercados financeiros, Jean Pesme.
Além disso, o documento afirma haver uma “confusão jurisdicional” no Brasil. Conforme o estudo, atores responsáveis pela aplicação da legislação florestal, como juízes, guardas florestais e investigadores criminais, não cooperam entre si de forma correta. “Se cada uma dessas partes tivesse uma apreciação mais detalhada do papel dos outros jogadores, a cooperação, sem dúvida, melhoraria, ajudando a remover um dos principais obstáculos à condenação: falhas de comunicação entre as várias partes do sistema”, afirma o relatório.
O levantamento cita casos de corrupção no Brasil envolvendo administradores locais e funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). “Operações gigantes de extração ilegal da madeira causaram um dano estimado em 500 milhões de dólares para a Floresta Amazônica”, observa o documento, sobre um caso de 2010.
Apesar dos problemas, o relatório lembra, ao citar o papel de ONGs no combate ao comércio ilegal de madeira, a bem sucedida parceria do Greenpeace com o Ibama. Em 2000, durante uma inspeção de cinco dias, a organização e a agência brasileira apreenderam o maior volume de toras de mogno, orçado em 7 milhões de dólares.
Fonte: ONU Brasil
Notícias em destaque
Florestas plantadas respondem por 94 por cento da madeira para fins industriais e reduzem pressão sobre matas nativas
Você consome produtos de árvores todos os dias, que estão presentes nos papéis, nas embalagens, nos...
(GERAL)
Serviço Florestal Brasileiro realiza leilão da primeira concessão de restauração florestal do País; Re.green arremata lote
Certame na B3 marca a etapa inicial de projeto inédito que alia recuperação de 6.290 hectares, inclusão produtiva...
(GERAL)
SFB lança edital do X Prêmio em Economia e Mercado Florestal
O edital do X Prêmio Serviço Florestal Brasileiro em Estudos de Economia e Mercado Florestal foi publicado dia 23 e já...
(EVENTOS)
Pesquisa e educação se unem em oficina sobre florestas e sustentabilidade na Embrapa
Aprender sobre a natureza ganha um novo significado quando o cenário é o próprio universo da pesquisa florestal. Com esse...
(GERAL)
O Departamento de Agricultura dos EUA destina US$ 115,2 milhões a oito estados para impulsionar a produção de madeira
Na Conferência de Liderança em Bioeconomia Avançada, o Administrador do Departamento de Agricultura dos EUA para o...
(INTERNACIONAL)
Silvicultura brasileira, a floresta cresce com técnica, mas se sustenta com pessoas
Ao longo de muitos anos convivendo com empresas, profissionais e instituições do setor florestal, tivemos a oportunidade de...
(SILVICULTURA)













