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Notícias
27
mar
2012
(MÓVEIS)
O desgaste como tendência
Designers do estúdio Fetiche Design apostam na crítica à indústria para desenvolver linha com peças em mau estado de conservação
Que tal uma sala de jantar formada por móveis em péssimo estado de conservação, desgastados pelo tempo e marcados pelas pessoas? Esta é a proposta dos designers Paulo Biacchi e Carolina Armellini, do estúdio Fetiche Design, para a nova coleção da loja Micasa, batizada “Conserta-se Móveis – Tratar Aqui”.
Com design agressivo, as 12 peças da série limitada - 10 cadeiras, uma mesa de jantar e uma cadeira de balanço - foram garimpadas em antiquários, caçambas de lixo, bares e casas de cidades do interio, ao longo de seis meses.
Para criar um ambiente provocativo, os profissionais resolveram manter as características originais dos móveis e fazer apenas algumas “intervenções” que garantissem a funcionalidade.
“A maioria das peças recebeu apenas uma manta preta de resina de borracha, como forma de remendo”, diz o designer.
A ideia, segundo Biacchi, era criticar a indústria moveleira do país. “Fazer um design autêntico é muito difícil no Brasil. Então quisemos refletir sobre a real necessidade de se adquirir móveis novos e sempre bonitos”, afirma o designer.
“Para isso, usamos peças quebradas, que já tinham sua história, e as consertamos nós mesmos. Não queríamos restaurar, mas valorizar o passado delas”, diz.
Engana-se, no entanto, quem subestimar o valor do mobiliário “destruído”. Somente a mesa de jantar da nova coleção sairá por R$ 14.076 na loja de Houssein Jarouche.
A característica de protesto usada pelos designers da Fetiche ressalta a divisão tênue entre design e arte. Para Luis Carlos Paschoarelli, professor do curso de design da Unesp, a principal diferença é a existência de planejamento.
“Obras de arte podem sofrer intervenções durante sua execução, mas não têm um projeto oficial. Já no design, acontece o oposto, mesmo que seja em uma única peça”, afirma.
Sobre a coleção da Fetiche, o professor ressalta o valor simbólico empregado. “A característica principal destas peças não é sua funcionalidade, mas sim a proposta e o status de exclusividade envolvidos”, diz.
Que tal uma sala de jantar formada por móveis em péssimo estado de conservação, desgastados pelo tempo e marcados pelas pessoas? Esta é a proposta dos designers Paulo Biacchi e Carolina Armellini, do estúdio Fetiche Design, para a nova coleção da loja Micasa, batizada “Conserta-se Móveis – Tratar Aqui”.
Com design agressivo, as 12 peças da série limitada - 10 cadeiras, uma mesa de jantar e uma cadeira de balanço - foram garimpadas em antiquários, caçambas de lixo, bares e casas de cidades do interio, ao longo de seis meses.
Para criar um ambiente provocativo, os profissionais resolveram manter as características originais dos móveis e fazer apenas algumas “intervenções” que garantissem a funcionalidade.
“A maioria das peças recebeu apenas uma manta preta de resina de borracha, como forma de remendo”, diz o designer.
A ideia, segundo Biacchi, era criticar a indústria moveleira do país. “Fazer um design autêntico é muito difícil no Brasil. Então quisemos refletir sobre a real necessidade de se adquirir móveis novos e sempre bonitos”, afirma o designer.
“Para isso, usamos peças quebradas, que já tinham sua história, e as consertamos nós mesmos. Não queríamos restaurar, mas valorizar o passado delas”, diz.
Engana-se, no entanto, quem subestimar o valor do mobiliário “destruído”. Somente a mesa de jantar da nova coleção sairá por R$ 14.076 na loja de Houssein Jarouche.
A característica de protesto usada pelos designers da Fetiche ressalta a divisão tênue entre design e arte. Para Luis Carlos Paschoarelli, professor do curso de design da Unesp, a principal diferença é a existência de planejamento.
“Obras de arte podem sofrer intervenções durante sua execução, mas não têm um projeto oficial. Já no design, acontece o oposto, mesmo que seja em uma única peça”, afirma.
Sobre a coleção da Fetiche, o professor ressalta o valor simbólico empregado. “A característica principal destas peças não é sua funcionalidade, mas sim a proposta e o status de exclusividade envolvidos”, diz.
Fonte: o Dia
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