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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Siderúrgicas vão impor restrições a empresas que utilizam mão-de-obra escrava
As principais siderúrgicas que atuam no norte do país vão impor restrições comerciais a empresas identificadas na cadeia produtiva do setor como exploradoras de mão-de-obra escrava. É o que prevê compromisso inédito firmado nesta sexta-feira por empresas ligadas à produção de ferro e entidades representativas da sociedade civil organizada.
As empresas também se comprometeram a desenvolver campanhas contra a escravidão, de maneira a evitar o aliciamento de mais trabalhadores. Além disso, deverão definir metas para a regularização das relações de trabalho ao longo da cadeia do setor siderúrgico no Brasil, de maneira a formalizar as relações de emprego. O documento destaca que ainda permanecem na cadeia focos de trabalho degradante e de trabalho escravo, apesar de órgãos governamentais, entidades da sociedade civil e as próprias siderúrgicas terem desenvolvido ações de combate a essas práticas.
O compromisso foi celebrado entre quinze empresas representadas pela Associação das Siderúrgicas de Carajás (Asica), além do Sindicato da Indústria do Ferro Gusa do Estado do Maranhão (Sifema), dos institutos Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Observatório Social e Carvão Cidadão, da Confederação Nacional dos Metalúrgicos e da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).
Ao lado do minério de ferro, o carvão é uma das principais matérias-primas do ferro gusa, exportado para países desenvolvidos a fim de ser usado na produção de aço. Por ano, o mercado do ferro gusa no norte do país movimenta cerca de US$ 400 milhões. O carvão é oriundo de carvoarias que queimam madeira da floresta nativa. É nessa etapa da cadeia produtiva que o trabalho escravo é explorado.
Fonte: Panorama Brasil – 16/08/2004
As empresas também se comprometeram a desenvolver campanhas contra a escravidão, de maneira a evitar o aliciamento de mais trabalhadores. Além disso, deverão definir metas para a regularização das relações de trabalho ao longo da cadeia do setor siderúrgico no Brasil, de maneira a formalizar as relações de emprego. O documento destaca que ainda permanecem na cadeia focos de trabalho degradante e de trabalho escravo, apesar de órgãos governamentais, entidades da sociedade civil e as próprias siderúrgicas terem desenvolvido ações de combate a essas práticas.
O compromisso foi celebrado entre quinze empresas representadas pela Associação das Siderúrgicas de Carajás (Asica), além do Sindicato da Indústria do Ferro Gusa do Estado do Maranhão (Sifema), dos institutos Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Observatório Social e Carvão Cidadão, da Confederação Nacional dos Metalúrgicos e da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).
Ao lado do minério de ferro, o carvão é uma das principais matérias-primas do ferro gusa, exportado para países desenvolvidos a fim de ser usado na produção de aço. Por ano, o mercado do ferro gusa no norte do país movimenta cerca de US$ 400 milhões. O carvão é oriundo de carvoarias que queimam madeira da floresta nativa. É nessa etapa da cadeia produtiva que o trabalho escravo é explorado.
Fonte: Panorama Brasil – 16/08/2004
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