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Notícias
17
mar
2012
(BIOENERGIA)
Gás natural não é uma boa opcão para substituir o carvão, diz estudo
Sabe-se que para combater as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) que contribuem para as mudanças climáticas, uma das medidas necessárias é a substituição dos combustíveis fósseis pelas fontes renováveis. Mas em quanto tempo os benefícios dessa troca poderiam ser sentidos?
De acordo com uma nova pesquisa de Ken Caldeira, da Instituição Carnegie, e de Nathan Myhrvold, do Intellectual Ventures, “atingir reduções substanciais nas temperaturas relativas a um sistema baseado no carvão levará quase um século, e dependerá do rápido e massivo desenvolvimento de um mix de conservação, [energia] eólica, solar e nuclear, e possivelmente da captura e armazenamento de carbono”.
O estudo, que se baseou em dados de pesquisas anteriores, analisou as emissões geradas por oito alternativas de fontes de energia mais limpas do que o carvão e calculou em quanto tempo as emissões de GEEs diminuiriam e quando essa redução poderia ser sentida na temperatura global.
O que os pesquisadores descobriram foi que alternativas como o gás natural, que têm apenas uma mitigação de carbono modesta, podem não diminuir os riscos climáticos nos próximos cem anos. Segundo o relatório, mesmo se em 40 anos o mundo trocasse as fontes de carvão pelo gás natural, as temperaturas seriam apenas de 17% a 25% menores do que se não houvesse troca, e essa redução só poderia ser sentida daqui a cem anos.
O teste com a substituição pelas energias renováveis, apesar de ter mostrado resultados mais positivos a longo prazo – uma redução de 57% a 81% nas temperaturas no próximo século – também revelou que as emissões a curto prazo aumentariam ainda mais.
Isso porque “é necessário muita energia para fazer novas usinas de energia – e geralmente é necessário mais energia para fazer estas que usam tecnologias mais limpas – como nuclear, solar e eólica – do que é necessário para fazer as sujas que queimam carvão e gás”, explicou Myhrvold ao ScienceDaily.
“Você tem que usar o sistema de energia de hoje para construir os sistemas de energia novos e melhores de amanhã, e infelizmente isso significa criar mais emissões em curto prazo do que criaríamos de outra forma. Então incorremos em um tipo de ‘débito de emissões’ para fazer a transição para um sistema melhor, e pode levar décadas para compensar isso. Enquanto isso, a temperatura continua subindo”, continuou ele.
No entanto, os pesquisadores enfatizaram que não substituir as fontes fósseis pelas tecnologias mais limpas teria efeitos ainda mais devastadores na temperatura da Terra em longo prazo. A saída, para eles, é fazer essa substituição o mais rápido possível, para que os benefícios da baixa emissão de GEEs das renováveis possam ser sentidos o quanto antes.
“Não há solução rápida para o aquecimento global. Trocar de um sistema de energia para outro é um trabalho difícil e um processo lento. Além disso, leva várias décadas para o sistema climático responder completamente às reduções de emissões. Se esperamos ver benefícios substanciais na segunda metade desse século, é melhor começarmos agora”, concluiu Caldeira.
De acordo com uma nova pesquisa de Ken Caldeira, da Instituição Carnegie, e de Nathan Myhrvold, do Intellectual Ventures, “atingir reduções substanciais nas temperaturas relativas a um sistema baseado no carvão levará quase um século, e dependerá do rápido e massivo desenvolvimento de um mix de conservação, [energia] eólica, solar e nuclear, e possivelmente da captura e armazenamento de carbono”.
O estudo, que se baseou em dados de pesquisas anteriores, analisou as emissões geradas por oito alternativas de fontes de energia mais limpas do que o carvão e calculou em quanto tempo as emissões de GEEs diminuiriam e quando essa redução poderia ser sentida na temperatura global.
O que os pesquisadores descobriram foi que alternativas como o gás natural, que têm apenas uma mitigação de carbono modesta, podem não diminuir os riscos climáticos nos próximos cem anos. Segundo o relatório, mesmo se em 40 anos o mundo trocasse as fontes de carvão pelo gás natural, as temperaturas seriam apenas de 17% a 25% menores do que se não houvesse troca, e essa redução só poderia ser sentida daqui a cem anos.
O teste com a substituição pelas energias renováveis, apesar de ter mostrado resultados mais positivos a longo prazo – uma redução de 57% a 81% nas temperaturas no próximo século – também revelou que as emissões a curto prazo aumentariam ainda mais.
Isso porque “é necessário muita energia para fazer novas usinas de energia – e geralmente é necessário mais energia para fazer estas que usam tecnologias mais limpas – como nuclear, solar e eólica – do que é necessário para fazer as sujas que queimam carvão e gás”, explicou Myhrvold ao ScienceDaily.
“Você tem que usar o sistema de energia de hoje para construir os sistemas de energia novos e melhores de amanhã, e infelizmente isso significa criar mais emissões em curto prazo do que criaríamos de outra forma. Então incorremos em um tipo de ‘débito de emissões’ para fazer a transição para um sistema melhor, e pode levar décadas para compensar isso. Enquanto isso, a temperatura continua subindo”, continuou ele.
No entanto, os pesquisadores enfatizaram que não substituir as fontes fósseis pelas tecnologias mais limpas teria efeitos ainda mais devastadores na temperatura da Terra em longo prazo. A saída, para eles, é fazer essa substituição o mais rápido possível, para que os benefícios da baixa emissão de GEEs das renováveis possam ser sentidos o quanto antes.
“Não há solução rápida para o aquecimento global. Trocar de um sistema de energia para outro é um trabalho difícil e um processo lento. Além disso, leva várias décadas para o sistema climático responder completamente às reduções de emissões. Se esperamos ver benefícios substanciais na segunda metade desse século, é melhor começarmos agora”, concluiu Caldeira.
Fonte: Instituto CarbonoBrasil
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