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Notícias
12
mar
2012
(GERAL)
Seminário mostra eucalipto como boa alternativa para aumentar renda no campo
Proteção ao meio ambiente sem causar danos ao solo nem a outras culturas, retorno garantido e “poupança verde” são algumas definições para o plantio de eucalipto na Fazendinha do Parque de Exposições Dario Pimenta Nóbrega. Dezenas de proprietários rurais visitaram a Expo Umuarama e acompanharam exposições sobre as perspectivas da produção no Noroeste do estado do Paaná, além de conhecer as vantagens, lucratividade, demanda, mercado e tratos culturais.
O seminário foi realizado pela Emater, em parceria com a Secretaria da Agricultura, Meio Ambiente e Turismo de Umuarama, Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado (Seab), Sindicato da Indústria Moveleira de Umuarama e Região (Simur), Sebrae, Sociedade Rural (SRU) e apoio de universidades, associações, entidades e de empresas interessadas na produção regional. Em linhas gerais, o evento mostrou que plantar eucalipto é um bom negócio e que os lucros, embora no longo prazo, podem ser bastante significativos.
Sob a coordenação do agrônomo Joaquim Rocha Martins, da Emater, o seminário mostrou que o eucalipto pode ser plantado em propriedades rurais de qualquer tamanho, na área que o produtor definir. O proprietário rural deve escolher a variedade de mudas de acordo com a finalidade do plantio (toras para serraria, lâminas, mourões, lenha e carvão, por exemplo), o clima regional e o tipo do solo. Para a região de Umuarama, estudos da Embrapa indicam as espécies grandis, camaldulensis, saligna, urophylla, citriodora e urograndis.
Mercado
Segundo levantamento do Simur, a indústria moveleira de Umuarama consome 31,4m³ de madeira serra por ano – demanda que exige o plantio anual de pelo menos 700 hectares. Outro levantamento, feito por agrônomos da Seab, apurou o consumo anual de 425m³ de eucalipto sem nenhum tipo de beneficiamento, nos municípios das microrregiões de Umuarama e Cianorte – volume que demandaria o plantio de mais 9.450 hectares/ano.
“Deve-se somar a esses 10.150 hectares o consumo de 21 municípios que ainda não foram estudados pela Seab (trabalho previsto para este ano). Por outro lado, o Território Entre Rios tem condições ideais de clima e solo que colocam a região como uma das melhores do mundo para produzir madeira, bem acima da média nacional”, acrescentou o agrônomo Miler Roberto Siqueira, da Seab.
Apesar desse grande mercado, o Paraná produz apenas 3,5% do eucalipto consumido no país, volume que não atende nem a demanda local, ou seja, o que não vai faltar é mercado para novos cultivos. “Boa parte da madeira consumida no Estado vem de fora, e às vezes de longe”, acrescentou o consultor do Sebrae, Vinícius Baltazar Milani.
Financiamento
Os participantes do seminário também conheceram outras vantagens da silvicultura, os benefícios para a biodiversidade, a baixa necessidade de defensivos agrícolas, o aproveitamento em reserva legal e a contribuição ambiental das florestas, como a absorção de gás carbônico, e ainda custos de produção e rentabilidade, de acordo com pesquisas do professor Erci Marcos Del Quiqui, da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Conheceram ainda as linhas de financiamento, através de créditos para investimento em energia renovável e sustentabilidade ambiental e do programa para redução da emissão de gases do efeito estufa na agricultura (Programa ABC – Agricultura de Baixo Carbono), que beneficiam agricultores enquadrados no Pronaf, produtores pessoa física ou jurídica e cooperados com projeto técnico de integração lavoura-pecuária e lavoura-floresta, entre outros. Os valores vão de R$ 10 mil a R$ 50 mil no Pronaf Eco e até R$ 1 milhão no Programa ABC.
O seminário foi realizado pela Emater, em parceria com a Secretaria da Agricultura, Meio Ambiente e Turismo de Umuarama, Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado (Seab), Sindicato da Indústria Moveleira de Umuarama e Região (Simur), Sebrae, Sociedade Rural (SRU) e apoio de universidades, associações, entidades e de empresas interessadas na produção regional. Em linhas gerais, o evento mostrou que plantar eucalipto é um bom negócio e que os lucros, embora no longo prazo, podem ser bastante significativos.
Sob a coordenação do agrônomo Joaquim Rocha Martins, da Emater, o seminário mostrou que o eucalipto pode ser plantado em propriedades rurais de qualquer tamanho, na área que o produtor definir. O proprietário rural deve escolher a variedade de mudas de acordo com a finalidade do plantio (toras para serraria, lâminas, mourões, lenha e carvão, por exemplo), o clima regional e o tipo do solo. Para a região de Umuarama, estudos da Embrapa indicam as espécies grandis, camaldulensis, saligna, urophylla, citriodora e urograndis.
Mercado
Segundo levantamento do Simur, a indústria moveleira de Umuarama consome 31,4m³ de madeira serra por ano – demanda que exige o plantio anual de pelo menos 700 hectares. Outro levantamento, feito por agrônomos da Seab, apurou o consumo anual de 425m³ de eucalipto sem nenhum tipo de beneficiamento, nos municípios das microrregiões de Umuarama e Cianorte – volume que demandaria o plantio de mais 9.450 hectares/ano.
“Deve-se somar a esses 10.150 hectares o consumo de 21 municípios que ainda não foram estudados pela Seab (trabalho previsto para este ano). Por outro lado, o Território Entre Rios tem condições ideais de clima e solo que colocam a região como uma das melhores do mundo para produzir madeira, bem acima da média nacional”, acrescentou o agrônomo Miler Roberto Siqueira, da Seab.
Apesar desse grande mercado, o Paraná produz apenas 3,5% do eucalipto consumido no país, volume que não atende nem a demanda local, ou seja, o que não vai faltar é mercado para novos cultivos. “Boa parte da madeira consumida no Estado vem de fora, e às vezes de longe”, acrescentou o consultor do Sebrae, Vinícius Baltazar Milani.
Financiamento
Os participantes do seminário também conheceram outras vantagens da silvicultura, os benefícios para a biodiversidade, a baixa necessidade de defensivos agrícolas, o aproveitamento em reserva legal e a contribuição ambiental das florestas, como a absorção de gás carbônico, e ainda custos de produção e rentabilidade, de acordo com pesquisas do professor Erci Marcos Del Quiqui, da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Conheceram ainda as linhas de financiamento, através de créditos para investimento em energia renovável e sustentabilidade ambiental e do programa para redução da emissão de gases do efeito estufa na agricultura (Programa ABC – Agricultura de Baixo Carbono), que beneficiam agricultores enquadrados no Pronaf, produtores pessoa física ou jurídica e cooperados com projeto técnico de integração lavoura-pecuária e lavoura-floresta, entre outros. Os valores vão de R$ 10 mil a R$ 50 mil no Pronaf Eco e até R$ 1 milhão no Programa ABC.
Fonte: Umuarama Ilustrado
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