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Notícias
01
mar
2012
(SILVICULTURA)
Semeadura direta de árvores nativas chega ao Cerrado baiano
O experimento contempla a técnica da “muvuca”, que consiste na mistura de sementes de árvores nativas do Cerrado, como baru, ingá e ipê, com sementes agrícolas, como feijão catador, guandu, crotalária e milheto, no momento do plantio.
O plantio, que aconteceu durante o segundo módulo do curso, visa disseminar as técnicas de recuperação de áreas degradadas como forma de apoiar as ações da Campanha LEM APP 100% Legal, uma realização da Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, do Instituto Lina Galvani e da Conservação Internacional (CI-Brasil), com a parceria da Monsanto.
A mistura das sementes das mais diferentes espécies garante a diversidade de uma floresta, visando estimular a sucessão ecológica natural com o mínimo de intervenção, além de enriquecer e proteger o solo para o efetivo desenvolvimento das espécies nativas. “A prática da semeadura serve como modelo para ser adotado em outros locais. Visando essa replicação, a parceria tem oferecido cursos que apresentam metodologias corretas de plantio. Esse é um dos diferenciais da parceria, preparando processos que possam ser replicados e tenham continuidade e comprometimento dos diversos setores: agricultores, governo, academia, ONGs locais e associações. Tudo isso em linha com nossa política de sustentabilidade”, analisa Gabriela Burian, gerente de Sustentabilidade da Monsanto.
Os cerca de 30 profissionais que estão participando do curso modular – representantes do poder público, da iniciativa privada e de instituições de pesquisa do oeste da Bahia -, também acompanharam o processo e aprenderam sobre a técnica. O intuito é que eles se tornem potenciais multiplicadores desse mecanismo, que vem sendo implementado pelos técnicos do ISA (Instituto Socioambiental) na Bacia do Xingu, no Mato Grosso (MT), e está ajudando a restaurar cerca de 2,4 mil hectares de áreas degradadas em beiras de rios e nascentes em mais de 215 propriedades rurais daquela região.
Segundo Georgina Cardinot, gerente do Programa Cerrado Pantanal da Conservação Internacional, o curso é uma forma de repassar aos profissionais locais o conhecimento sobre as principais e mais modernas técnicas de recuperação que podem ser utilizadas na região, além de criar uma metodologia própria, levando em consideração as condições de degradação, solo, clima, tamanho da área e principalmente os custos para a recuperação. “Isso traz benefícios de longo prazo tanto para a conservação quanto para a produção, em uma relação ‘ganha-ganha’. A escolha da metodologia errada é ruim, porque desestimula os produtores e espalha a ideia de que é muito difícil recuperar”, afirma, ao frisar a importância do planejamento no sucesso dos esforços de recuperação de uma dada área.
Vantagens
Mais barato e prático, o uso de maquinário agrícola como vincón e plantadeira de soja e milho para o plantio de sementes de espécies nativas viabiliza a plantação em grandes áreas que demorariam a ser recuperadas com o plantio manual de mudas.
O técnico em restauração florestal do ISA, Eduardo Malta, entende que entre as vantagens do plantio mecanizado está o baixo custo em comparação ao plantio de mudas, além de aproveitar o conhecimento agronômico já existente na propriedade. “Esta técnica vai trazer uma demanda por sementes, fortalecendo a rede de coletores do oeste baiano, que já está em formação”, afirma.
Além do plantio mecanizado de sementes, durante o segundo módulo do curso foram também realizados outros experimentos como o plantio manual de mil mudas de espécies do Cerrado e o isolamento de uma área reservada para a regeneração natural. Os experimentos serão avaliados no terceiro e último módulo do curso, que acontecerá em maio de 2012.
O plantio, que aconteceu durante o segundo módulo do curso, visa disseminar as técnicas de recuperação de áreas degradadas como forma de apoiar as ações da Campanha LEM APP 100% Legal, uma realização da Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, do Instituto Lina Galvani e da Conservação Internacional (CI-Brasil), com a parceria da Monsanto.
A mistura das sementes das mais diferentes espécies garante a diversidade de uma floresta, visando estimular a sucessão ecológica natural com o mínimo de intervenção, além de enriquecer e proteger o solo para o efetivo desenvolvimento das espécies nativas. “A prática da semeadura serve como modelo para ser adotado em outros locais. Visando essa replicação, a parceria tem oferecido cursos que apresentam metodologias corretas de plantio. Esse é um dos diferenciais da parceria, preparando processos que possam ser replicados e tenham continuidade e comprometimento dos diversos setores: agricultores, governo, academia, ONGs locais e associações. Tudo isso em linha com nossa política de sustentabilidade”, analisa Gabriela Burian, gerente de Sustentabilidade da Monsanto.
Os cerca de 30 profissionais que estão participando do curso modular – representantes do poder público, da iniciativa privada e de instituições de pesquisa do oeste da Bahia -, também acompanharam o processo e aprenderam sobre a técnica. O intuito é que eles se tornem potenciais multiplicadores desse mecanismo, que vem sendo implementado pelos técnicos do ISA (Instituto Socioambiental) na Bacia do Xingu, no Mato Grosso (MT), e está ajudando a restaurar cerca de 2,4 mil hectares de áreas degradadas em beiras de rios e nascentes em mais de 215 propriedades rurais daquela região.
Segundo Georgina Cardinot, gerente do Programa Cerrado Pantanal da Conservação Internacional, o curso é uma forma de repassar aos profissionais locais o conhecimento sobre as principais e mais modernas técnicas de recuperação que podem ser utilizadas na região, além de criar uma metodologia própria, levando em consideração as condições de degradação, solo, clima, tamanho da área e principalmente os custos para a recuperação. “Isso traz benefícios de longo prazo tanto para a conservação quanto para a produção, em uma relação ‘ganha-ganha’. A escolha da metodologia errada é ruim, porque desestimula os produtores e espalha a ideia de que é muito difícil recuperar”, afirma, ao frisar a importância do planejamento no sucesso dos esforços de recuperação de uma dada área.
Vantagens
Mais barato e prático, o uso de maquinário agrícola como vincón e plantadeira de soja e milho para o plantio de sementes de espécies nativas viabiliza a plantação em grandes áreas que demorariam a ser recuperadas com o plantio manual de mudas.
O técnico em restauração florestal do ISA, Eduardo Malta, entende que entre as vantagens do plantio mecanizado está o baixo custo em comparação ao plantio de mudas, além de aproveitar o conhecimento agronômico já existente na propriedade. “Esta técnica vai trazer uma demanda por sementes, fortalecendo a rede de coletores do oeste baiano, que já está em formação”, afirma.
Além do plantio mecanizado de sementes, durante o segundo módulo do curso foram também realizados outros experimentos como o plantio manual de mil mudas de espécies do Cerrado e o isolamento de uma área reservada para a regeneração natural. Os experimentos serão avaliados no terceiro e último módulo do curso, que acontecerá em maio de 2012.
Fonte: MONSANTO EM CAMPO
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