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Notícias
01
mar
2012
(MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS)
Máquinas e automóveis derrubam atividade em SP
O Indicador de Nível de Atividade (INA), da indústria de transformação paulista, recuou 0,8% em janeiro deste ano na comparação dessazonalizada com dezembro de 2011. O desempenho representa também queda de 5% da atividade industrial do Estado em relação a janeiro do ano passado, informou ontem a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
A produção de automóveis teve um impacto relevante nesse resultado, mas outros setores também registraram atividade menor. Na comparação com dezembro, o setor automobilístico registrou recuo de 5,7%. As férias coletivas ajudaram a diminuir em 13,6% as horas médias trabalhadas, mas a queda do nível de vendas reais foi bem mais forte: 27,6%. O nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) do setor caiu 0,5%, com ajuste, na comparação com dezembro.
Outro setor com forte queda em janeiro foi o de máquinas, aparelhos e materiais elétricos. O nível de atividade caiu 5,6% na comparação dessazonalizada com dezembro e foi diretamente prejudicado pelas importações, segundo a entidade. "A guerra cambial que antes era apenas um temor virou a dura realidade, vemos o reflexo no setor de máquinas", disse Paulo Francini, diretor do departamento de pesquisas econômicas da Fiesp.
O total de horas médias trabalhadas nesse setor caiu 3,6% em janeiro, e as vendas reais, 43,4%, também na comparação com dezembro, feitos os ajustes sazonais. Por outro lado, o coeficiente de importação da área, que até meados de 2010 esteve abaixo de 30%, fechou o último trimestre de 2011 em 38,4%. "O desempenho está bastante frágil", reiterou Francini.
No conjunto da indústria, em janeiro, o nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) ficou em 79% sem considerar o ajuste sazonal, o que representa queda frente aos 80,7% verificados em janeiro de 2011. Com ajuste sazonal a mesma comparação é ainda mais forte, passando de 83,7% para 81,7%.
A pesquisa Sensor, que mede a expectativa dos empresários para o mês corrente, mostra que a confiança dos industriais avançou em fevereiro, ficando em 48,8 pontos frente a 42,2 pontos em janeiro. Ainda assim, o resultado não é positivo porque nessa medição, que vai de zero a 100 pontos, números menores que 50 pontos indicam pessimismo do empresariado.
O índice do último mês tinha sido o pior resultado desde janeiro de 2009. "A recuperação da confiança indica melhora na atividade. A retirada das medidas macroprudenciais e alguns benefícios tributários contribuíram para esse cenário", avaliou Francine.
Ainda assim o quadro não é otimista. Na medição, que vai de zero a 100, números abaixo de 50 pontos representam pessimismo entre os industriais. Entre os cinco componentes do Sensor, apenas mercado (50,4 pontos) e investimentos (53,1 pontos) apresentam grau de otimismo. Vendas (48,2 pontos) e emprego (48,3 pontos) também cresceram em relação a janeiro, se aproximando do nível de neutralidade.
Apenas o indicador referente a estoques (43,7%) manteve-se em um nível distante dos 50 pontos. "Esse índice representa um estoque excedente na indústria paulista. Houve um período longo de elevados estoques e frustração continuada das previsões de demanda", completa Francini.
A produção de automóveis teve um impacto relevante nesse resultado, mas outros setores também registraram atividade menor. Na comparação com dezembro, o setor automobilístico registrou recuo de 5,7%. As férias coletivas ajudaram a diminuir em 13,6% as horas médias trabalhadas, mas a queda do nível de vendas reais foi bem mais forte: 27,6%. O nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) do setor caiu 0,5%, com ajuste, na comparação com dezembro.
Outro setor com forte queda em janeiro foi o de máquinas, aparelhos e materiais elétricos. O nível de atividade caiu 5,6% na comparação dessazonalizada com dezembro e foi diretamente prejudicado pelas importações, segundo a entidade. "A guerra cambial que antes era apenas um temor virou a dura realidade, vemos o reflexo no setor de máquinas", disse Paulo Francini, diretor do departamento de pesquisas econômicas da Fiesp.
O total de horas médias trabalhadas nesse setor caiu 3,6% em janeiro, e as vendas reais, 43,4%, também na comparação com dezembro, feitos os ajustes sazonais. Por outro lado, o coeficiente de importação da área, que até meados de 2010 esteve abaixo de 30%, fechou o último trimestre de 2011 em 38,4%. "O desempenho está bastante frágil", reiterou Francini.
No conjunto da indústria, em janeiro, o nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) ficou em 79% sem considerar o ajuste sazonal, o que representa queda frente aos 80,7% verificados em janeiro de 2011. Com ajuste sazonal a mesma comparação é ainda mais forte, passando de 83,7% para 81,7%.
A pesquisa Sensor, que mede a expectativa dos empresários para o mês corrente, mostra que a confiança dos industriais avançou em fevereiro, ficando em 48,8 pontos frente a 42,2 pontos em janeiro. Ainda assim, o resultado não é positivo porque nessa medição, que vai de zero a 100 pontos, números menores que 50 pontos indicam pessimismo do empresariado.
O índice do último mês tinha sido o pior resultado desde janeiro de 2009. "A recuperação da confiança indica melhora na atividade. A retirada das medidas macroprudenciais e alguns benefícios tributários contribuíram para esse cenário", avaliou Francine.
Ainda assim o quadro não é otimista. Na medição, que vai de zero a 100, números abaixo de 50 pontos representam pessimismo entre os industriais. Entre os cinco componentes do Sensor, apenas mercado (50,4 pontos) e investimentos (53,1 pontos) apresentam grau de otimismo. Vendas (48,2 pontos) e emprego (48,3 pontos) também cresceram em relação a janeiro, se aproximando do nível de neutralidade.
Apenas o indicador referente a estoques (43,7%) manteve-se em um nível distante dos 50 pontos. "Esse índice representa um estoque excedente na indústria paulista. Houve um período longo de elevados estoques e frustração continuada das previsões de demanda", completa Francini.
Fonte: Por Valor Econômico - SP - Carlos Giffoni | De São Paulo
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