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Notícias
28
fev
2012
(PAPEL E CELULOSE)
Lignina é nova aposta da Suzano
Ao perseguir a meta de desenvolvimento de biorrefinarias integradas a suas unidades fabris, a Suzano Papel e Celulose, segunda maior produtora mundial de celulose branqueada de eucalipto, pode ter se deparado com um novo negócio: a lignina. Componente da madeira que confere rigidez e matéria-prima renovável que substitui determinados produtos derivados do petróleo, essa substância pode ser usada tanto na co-geração de energia quanto na produção de insumos químicos, e já atraiu a atenção de potenciais clientes industriais no país.
"Num prazo de 12 meses a 24 meses, poderemos instalar uma unidade de produção (com escala industrial) de lignina", afirma o diretor-executivo de Operações da Suzano, Ernesto Posada. O Estado do Maranhão, onde a empresa está erguendo uma nova fábrica de celulose, com capacidade para 1,5 milhão de toneladas por ano, aparece como candidato natural ao novo investimento. Naquela região, o tipo de eucalipto cultivado pela Suzano produz ainda mais lignina do que árvores plantadas em outras áreas do país.
No fim do ano passado, a companhia colocou em operação a primeira planta piloto da substância da América Latina, na unidade de Limeira (SP), com capacidade de produção de uma tonelada por dia e investimentos de R$ 1 milhão. Os recursos foram obtidos junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia, e os aportes estão alinhados à estratégia 2024 da Suzano, que tem como pilar a oferta de produtos e serviços rentáveis a partir de florestas renováveis. "Vamos reduzir em até 80% o uso de combustíveis fósseis e o próximo passo será eliminar o uso", acrescenta.
Segundo Posada, da planta piloto sai a lignina que é utilizada pela companhia na própria unidade de Limeira e na de Mucuri (SP), em substituição a combustíveis fósseis. Amostras da lignina também já foram encaminhadas para teste a possíveis compradores.
Embora existam desafios tecnológicos à operação com escala industrial, as pesquisas desenvolvidas até agora - há quase cinco anos a companhia brasileira tem estudos nessa área - mostram grande potencial de uso, especialmente na indústria de construção civil como componente do concreto e cimento. A lignina também é utilizada em caldeiras de recuperação, no ciclo de produção de celulose.
Caso se decida pela implantação de uma operação maior, a produtora de celulose controlada pela família Feffer poderá recorrer a um parceiro estratégico, como por exemplo um fornecedor de tecnologia - a Metso já trabalha um projeto nessa área no exterior -, universidades ou indústrias químicas. A unidade teria capacidade produtiva entre 20 mil e 30 mil toneladas por ano. "Ainda estamos estudando o melhor desenho para o negócio", afirma. "Mas não tenho dúvida de que vai se tornar um novo negócio da Suzano."
Com o avanço dos estudos e a instalação da planta piloto, conta o executivo, essa possibilidade ficou mais próxima. "O que era uma perspectiva de longo prazo ficou mais perto de se concretizar", reitera Posada. "Em termos de investimento, os valores não são significativos se comparados ao negócio de celulose. O mais importante é ter um parceiro tecnológico."
"Num prazo de 12 meses a 24 meses, poderemos instalar uma unidade de produção (com escala industrial) de lignina", afirma o diretor-executivo de Operações da Suzano, Ernesto Posada. O Estado do Maranhão, onde a empresa está erguendo uma nova fábrica de celulose, com capacidade para 1,5 milhão de toneladas por ano, aparece como candidato natural ao novo investimento. Naquela região, o tipo de eucalipto cultivado pela Suzano produz ainda mais lignina do que árvores plantadas em outras áreas do país.
No fim do ano passado, a companhia colocou em operação a primeira planta piloto da substância da América Latina, na unidade de Limeira (SP), com capacidade de produção de uma tonelada por dia e investimentos de R$ 1 milhão. Os recursos foram obtidos junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia, e os aportes estão alinhados à estratégia 2024 da Suzano, que tem como pilar a oferta de produtos e serviços rentáveis a partir de florestas renováveis. "Vamos reduzir em até 80% o uso de combustíveis fósseis e o próximo passo será eliminar o uso", acrescenta.
Segundo Posada, da planta piloto sai a lignina que é utilizada pela companhia na própria unidade de Limeira e na de Mucuri (SP), em substituição a combustíveis fósseis. Amostras da lignina também já foram encaminhadas para teste a possíveis compradores.
Embora existam desafios tecnológicos à operação com escala industrial, as pesquisas desenvolvidas até agora - há quase cinco anos a companhia brasileira tem estudos nessa área - mostram grande potencial de uso, especialmente na indústria de construção civil como componente do concreto e cimento. A lignina também é utilizada em caldeiras de recuperação, no ciclo de produção de celulose.
Caso se decida pela implantação de uma operação maior, a produtora de celulose controlada pela família Feffer poderá recorrer a um parceiro estratégico, como por exemplo um fornecedor de tecnologia - a Metso já trabalha um projeto nessa área no exterior -, universidades ou indústrias químicas. A unidade teria capacidade produtiva entre 20 mil e 30 mil toneladas por ano. "Ainda estamos estudando o melhor desenho para o negócio", afirma. "Mas não tenho dúvida de que vai se tornar um novo negócio da Suzano."
Com o avanço dos estudos e a instalação da planta piloto, conta o executivo, essa possibilidade ficou mais próxima. "O que era uma perspectiva de longo prazo ficou mais perto de se concretizar", reitera Posada. "Em termos de investimento, os valores não são significativos se comparados ao negócio de celulose. O mais importante é ter um parceiro tecnológico."
Fonte: Valor Econômico
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