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Notícias
13
fev
2012
(MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS)
Previsão de estabilidade no mercado de máquinas
Milton Rego, diretor da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), acredita que o desempenho semelhante a 2011 precisa ser comemorado. "Vemos alguma flutuação no mercado, com a seca no Sul do país, mas o Nordeste e o Centro-Oeste apresentam uma performance muito boa", explica.
Em janeiro, as vendas internas no atacado registraram alta de 16% em relação a dezembro, para 4,687 mil máquinas. Contra janeiro de 2011, a valorização é de 16,6%. As exportações somaram 1.315 unidades, queda de 18,3% ante dezembro e aumento de 5,7% ante janeiro de 2011. Em valores, foram embarcados US$ 331,129 milhões, 37,1% a mais que em janeiro de 2011.
O resultado de janeiro não corresponde ao aumento da demanda, segundo a Anfavea, que o credita a um acerto de estoque de concessionárias. As vendas no atacado são das fábricas para as concessionárias. Dependendo do mês, existe um maior ou um menor envio de unidades.
A entidade também prevê queda das exportações para a Argentina diante da imposição de medidas para dificultar a entrada dos produtos, como a necessidade de apresentação dos planos de importação, anunciadas em janeiro deste ano e com vigência a partir de 1º de fevereiro, além do problema das licenças automáticas.
"Em janeiro já houve impacto, mas em fevereiro vamos ter uma significativa diminuição do mercado para o país vizinho", argumenta Milton Rego. No ano passado, segundo ele, quando já havia o estabelecimento de licenças automáticas para a entrada do produto do Brasil, os embarques para a Argentina não recuaram em relação a 2010, pois no ano anterior houve problema de crédito para a agricultura argentina, o que atrapalhou os embarques.
Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, acredita que as dificuldades com a Argentina é um período transitório, de ajustes. "Essas questões só podem ser resolvidas em nível de governo", resume.
A Anfavea ainda não tem os números fechados dos embarques para a Argentina em 2011, mas segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Brasil vendeu aos argentinos US$ 205 milhões de máquinas agrícolas, basicamente tratores e colheitadeiras.
O que pode mudar o resultado em 2012, na avaliação de Rego, é a retomada do programa Mais Alimentos. "Nos anos de 2009 e 2010 tivemos uma performance extraordinária com o programa. Naquele período, quando iniciou o Mais Alimentos, no fim de 2008, a previsão era vender 6 mil tratores, e acabamos vendendo 20 mil unidades em 2010 ", afirma. O programa permite ao agricultor familiar investir em modernização e aquisição de máquinas e equipamentos com limite de crédito de R$ 130 mil, que podem ser pagos em até dez anos, com até três anos de carência e juro de 2% ao ano.
Marco Antonio Viana Leite, coordenador do Programa Mais Alimentos, disse que na última semana foi realizada uma reunião para discutir o tema. Entre os assuntos debatidos, a proposta para que os Estados deem uma contrapartida e pagar os juros, incentivando a utilização do programa, principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Houve uma saturação do programa nas regiões Sul e Sudeste, mais estruturadas no contexto da agricultura familiar. Ao longo dos últimos três anos, foram aplicados mais de R$ 7 bilhões, segundo Leite. O Mais Alimentos passou por reestruturações e o número de aplicações caiu. A meta agora é aumentar o uso do mecanismo.
Existe também a cooperação internacional, como o Mais Alimentos África e Mais Alimentos Cuba. O BNDES deve liberar mais de R$ 800 milhões para empresas brasileiras de máquinas agrícolas exportarem à África e Cuba, dentro do acordo com o continente e o país. A intenção é ampliar esses acordos e formar o "Mais Alimentos Internacional".
Em janeiro, as vendas internas no atacado registraram alta de 16% em relação a dezembro, para 4,687 mil máquinas. Contra janeiro de 2011, a valorização é de 16,6%. As exportações somaram 1.315 unidades, queda de 18,3% ante dezembro e aumento de 5,7% ante janeiro de 2011. Em valores, foram embarcados US$ 331,129 milhões, 37,1% a mais que em janeiro de 2011.
O resultado de janeiro não corresponde ao aumento da demanda, segundo a Anfavea, que o credita a um acerto de estoque de concessionárias. As vendas no atacado são das fábricas para as concessionárias. Dependendo do mês, existe um maior ou um menor envio de unidades.
A entidade também prevê queda das exportações para a Argentina diante da imposição de medidas para dificultar a entrada dos produtos, como a necessidade de apresentação dos planos de importação, anunciadas em janeiro deste ano e com vigência a partir de 1º de fevereiro, além do problema das licenças automáticas.
"Em janeiro já houve impacto, mas em fevereiro vamos ter uma significativa diminuição do mercado para o país vizinho", argumenta Milton Rego. No ano passado, segundo ele, quando já havia o estabelecimento de licenças automáticas para a entrada do produto do Brasil, os embarques para a Argentina não recuaram em relação a 2010, pois no ano anterior houve problema de crédito para a agricultura argentina, o que atrapalhou os embarques.
Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, acredita que as dificuldades com a Argentina é um período transitório, de ajustes. "Essas questões só podem ser resolvidas em nível de governo", resume.
A Anfavea ainda não tem os números fechados dos embarques para a Argentina em 2011, mas segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Brasil vendeu aos argentinos US$ 205 milhões de máquinas agrícolas, basicamente tratores e colheitadeiras.
O que pode mudar o resultado em 2012, na avaliação de Rego, é a retomada do programa Mais Alimentos. "Nos anos de 2009 e 2010 tivemos uma performance extraordinária com o programa. Naquele período, quando iniciou o Mais Alimentos, no fim de 2008, a previsão era vender 6 mil tratores, e acabamos vendendo 20 mil unidades em 2010 ", afirma. O programa permite ao agricultor familiar investir em modernização e aquisição de máquinas e equipamentos com limite de crédito de R$ 130 mil, que podem ser pagos em até dez anos, com até três anos de carência e juro de 2% ao ano.
Marco Antonio Viana Leite, coordenador do Programa Mais Alimentos, disse que na última semana foi realizada uma reunião para discutir o tema. Entre os assuntos debatidos, a proposta para que os Estados deem uma contrapartida e pagar os juros, incentivando a utilização do programa, principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Houve uma saturação do programa nas regiões Sul e Sudeste, mais estruturadas no contexto da agricultura familiar. Ao longo dos últimos três anos, foram aplicados mais de R$ 7 bilhões, segundo Leite. O Mais Alimentos passou por reestruturações e o número de aplicações caiu. A meta agora é aumentar o uso do mecanismo.
Existe também a cooperação internacional, como o Mais Alimentos África e Mais Alimentos Cuba. O BNDES deve liberar mais de R$ 800 milhões para empresas brasileiras de máquinas agrícolas exportarem à África e Cuba, dentro do acordo com o continente e o país. A intenção é ampliar esses acordos e formar o "Mais Alimentos Internacional".
Fonte: Valor Econômico
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