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Notícias
07
fev
2012
(DESMATAMENTO)
Desmatamento interfere pouco no degelo global, sugere pesquisa
Uma análise realizada por pesquisadores da Universidade Innsbruck, na Áustria, aponta que as mudanças no uso da terra e o desmatamento ilegal de florestas podem não contribuir para a aceleração do degelo no planeta.
Os cientistas divulgaram nesta segunda-feira (6) que tomaram como exemplo o topo do Monte Kilimanjaro, localizado na África Oriental, numa região que sofreu uma diminuição significativa das florestas nas altitudes entre 1.800 e 3.000 metros – por conta da derrubada ilegal e aumento dos incêndios florestais desde os anos de 1970.
Os pesquisadores realizaram medições da massa de gelo e meteorológicas por dez anos, o que contribuiu para que o estudo fosse mais abrangente e apontasse alguma ligação entre a perda da floresta a redução da geleira.
Pouco impacto – Os resultados, obtidos a partir de uma metodologia que utilizou elementos climáticos como temperatura, umidade, radiação, precipitação, além da massa de gelo, mostraram que a mudança no uso do solo alterou o sistema de chuvas sobre as geleiras, mas com diferentes efeitos nos campos de gelo Norte e Sul da montanha (aumento e diminuição, respectivamente).
“Dependendo da estação, as chuvas não contribuem com mais de sete dos 17% de perda da massa glacial no setor sul do Kilimanjaro. Nós, portanto, não podemos confirmar a hipótese de que o desmatamento na região contribui significativamente para a perda das geleiras”, disse Thomas Mölg, climatologista e responsável pelo estudo.
Apesar de não comprovar uma ligação direta do desmate com o degelo, os cientistas ficaram preocupados com a modificação do regime de chuvas. “O desflorestamento diminui significativamente as chuvas na região da média-montanha – cerca de dois quilômetros abaixo da geleira”, afirma o pesquisador. A investigação sugere que isto afetaria os reservatórios de água local, reduzindo a oferta para a população.
Os cientistas divulgaram nesta segunda-feira (6) que tomaram como exemplo o topo do Monte Kilimanjaro, localizado na África Oriental, numa região que sofreu uma diminuição significativa das florestas nas altitudes entre 1.800 e 3.000 metros – por conta da derrubada ilegal e aumento dos incêndios florestais desde os anos de 1970.
Os pesquisadores realizaram medições da massa de gelo e meteorológicas por dez anos, o que contribuiu para que o estudo fosse mais abrangente e apontasse alguma ligação entre a perda da floresta a redução da geleira.
Pouco impacto – Os resultados, obtidos a partir de uma metodologia que utilizou elementos climáticos como temperatura, umidade, radiação, precipitação, além da massa de gelo, mostraram que a mudança no uso do solo alterou o sistema de chuvas sobre as geleiras, mas com diferentes efeitos nos campos de gelo Norte e Sul da montanha (aumento e diminuição, respectivamente).
“Dependendo da estação, as chuvas não contribuem com mais de sete dos 17% de perda da massa glacial no setor sul do Kilimanjaro. Nós, portanto, não podemos confirmar a hipótese de que o desmatamento na região contribui significativamente para a perda das geleiras”, disse Thomas Mölg, climatologista e responsável pelo estudo.
Apesar de não comprovar uma ligação direta do desmate com o degelo, os cientistas ficaram preocupados com a modificação do regime de chuvas. “O desflorestamento diminui significativamente as chuvas na região da média-montanha – cerca de dois quilômetros abaixo da geleira”, afirma o pesquisador. A investigação sugere que isto afetaria os reservatórios de água local, reduzindo a oferta para a população.
Fonte: Globo Natureza
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