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Notícias
06
fev
2012
(MANEJO)
Ibama autoriza primeiros manejos em floresta no Pará
O Ibama aprovou, no final do ano passado, os planos de manejo florestal sustentáveis da Ebata Produtos Florestais e da Golf Indústria e Comércio de Madeira para a exploração madeireira na Floresta Nacional Saracá-Taquera, uma unidade de conservação de uso sustentável com 429 mil hectares nos municípios de Oriximiná, Faro e Terra Santa, no noroeste do Pará.
As empresas paraenses venceram a licitação para a concessão florestal de duas unidades de manejo na Flona, uma de 30 mil e outra com 19 mil hectares, realizada pelo Serviço Florestal Brasileiro, em 2009. Juntas, quando as concessões estiverem em pleno funcionamento, elas vão produzir 40 mil m3 de madeira legal e sustentável por ano (cerca de 1,6 mil caminhões cheios) – mais de 1,2 milhão de m3 ao longo de um ciclo completo de extração de 30 anos.
Com a liberação do Ibama, os empreendedores estão autorizados a executar atividades pré-exploratórias, como montagem de acampamento, corte de cipós, inventário de todas as árvores de interesse na primeira área de exploração e aberturas de estradas no interior da floresta nacional. Já a extração sustentável da madeira está prevista para começar no segundo semestre de 2012, tão logo as empresas concluam e apresentem seus planos operacionais anuais.
“Por meio da concessão florestal, vamos produzir madeira legal, dentro da melhor técnica de manejo, com respeito ao meio ambiente e as populações locais, em áreas legalizadas, sem risco de invasão e questionamentos fundiários. É um grande impulso para ajudar a mudar a realidade do setor madeireiro no estado, ainda marcado por práticas insustentáveis”, explica o chefe da Divisão Técnica do Ibama no Pará, Dennys Pereira, que coordenou o grupo de trabalho que analisou os planos de manejo.
Concessão pioneira no Pará
A Saracá-Taquera é a primeira floresta pública a ser explorada por concessão florestal no Pará. No país, é a segunda, depois da Flona do Jamari, em Rondônia, já em seu terceiro ano de manejo. Neste momento, o Serviço Florestal Brasileiro está na fase de audiências públicas para a concessão de 300 mil hectares na Floresta Nacional do Amana, no oeste paraense.
Manejo em ciclo contínuo
Os dois planos de manejos aprovados pelo Ibama exigem a produção contínua de madeira, garantindo a sustentabilidade ambiental e social dos empreendimentos. "Na história do manejo florestal no Pará será a primeira vez que se cumprirá o ciclo completo de produção”, diz Dennys Pereira. Nesta forma de exploração, as árvores são cortadas aos poucos, anualmente, ao longo de 30 anos. E depois, por mais três décadas da mesma forma. “Se bem manejadas, estas florestas poderão produzir madeira legal por tempo indeterminado", afirma ele.
Em geral, os executores dos planos de manejo liberados na Amazônia cortam toda a madeira autorizada em no máximo quatro anos e abandonam as áreas para a suposta recuperação da floresta e da sua capacidade produtiva nos 26 anos restantes. Esse tipo de empreendimento temporário, porém, gera uma riqueza apenas momentânea na região onde se instala. Também não preserva o meio ambiente, porque as áreas, uma vez abandonadas, são alvos de invasões e extrações ilegais.
Mais empregos na região
A forma de exploração autorizada na Saracá-Taquera impede que a madeira extraída saia ainda em tora do município sede da unidade de conservação. Todo o produto florestal terá que ser, ao menos, serrado na própria região antes de ser colocado no mercado. O que vai incentivar a instalação de diversas indústrias de beneficiamento em Oriximiná e outros municípios do entorno da Flona. (IBAMA)
As empresas paraenses venceram a licitação para a concessão florestal de duas unidades de manejo na Flona, uma de 30 mil e outra com 19 mil hectares, realizada pelo Serviço Florestal Brasileiro, em 2009. Juntas, quando as concessões estiverem em pleno funcionamento, elas vão produzir 40 mil m3 de madeira legal e sustentável por ano (cerca de 1,6 mil caminhões cheios) – mais de 1,2 milhão de m3 ao longo de um ciclo completo de extração de 30 anos.
Com a liberação do Ibama, os empreendedores estão autorizados a executar atividades pré-exploratórias, como montagem de acampamento, corte de cipós, inventário de todas as árvores de interesse na primeira área de exploração e aberturas de estradas no interior da floresta nacional. Já a extração sustentável da madeira está prevista para começar no segundo semestre de 2012, tão logo as empresas concluam e apresentem seus planos operacionais anuais.
“Por meio da concessão florestal, vamos produzir madeira legal, dentro da melhor técnica de manejo, com respeito ao meio ambiente e as populações locais, em áreas legalizadas, sem risco de invasão e questionamentos fundiários. É um grande impulso para ajudar a mudar a realidade do setor madeireiro no estado, ainda marcado por práticas insustentáveis”, explica o chefe da Divisão Técnica do Ibama no Pará, Dennys Pereira, que coordenou o grupo de trabalho que analisou os planos de manejo.
Concessão pioneira no Pará
A Saracá-Taquera é a primeira floresta pública a ser explorada por concessão florestal no Pará. No país, é a segunda, depois da Flona do Jamari, em Rondônia, já em seu terceiro ano de manejo. Neste momento, o Serviço Florestal Brasileiro está na fase de audiências públicas para a concessão de 300 mil hectares na Floresta Nacional do Amana, no oeste paraense.
Manejo em ciclo contínuo
Os dois planos de manejos aprovados pelo Ibama exigem a produção contínua de madeira, garantindo a sustentabilidade ambiental e social dos empreendimentos. "Na história do manejo florestal no Pará será a primeira vez que se cumprirá o ciclo completo de produção”, diz Dennys Pereira. Nesta forma de exploração, as árvores são cortadas aos poucos, anualmente, ao longo de 30 anos. E depois, por mais três décadas da mesma forma. “Se bem manejadas, estas florestas poderão produzir madeira legal por tempo indeterminado", afirma ele.
Em geral, os executores dos planos de manejo liberados na Amazônia cortam toda a madeira autorizada em no máximo quatro anos e abandonam as áreas para a suposta recuperação da floresta e da sua capacidade produtiva nos 26 anos restantes. Esse tipo de empreendimento temporário, porém, gera uma riqueza apenas momentânea na região onde se instala. Também não preserva o meio ambiente, porque as áreas, uma vez abandonadas, são alvos de invasões e extrações ilegais.
Mais empregos na região
A forma de exploração autorizada na Saracá-Taquera impede que a madeira extraída saia ainda em tora do município sede da unidade de conservação. Todo o produto florestal terá que ser, ao menos, serrado na própria região antes de ser colocado no mercado. O que vai incentivar a instalação de diversas indústrias de beneficiamento em Oriximiná e outros municípios do entorno da Flona. (IBAMA)
Fonte: Diário do Pará
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