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Notícias
30
jan
2012
(GERAL)
Novos clones do IAC produzem látex em cinco anos
Tradicionalmente, a extração do látex demora cerca de sete anos, mas esse tempo caiu para cinco anos, graças às pesquisas do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, SP, que desenvolveu 15 novos clones de seringueira mais precoces. Começar a sangrar as seringueiras com tempo 30% menor significa antecipar ganhos para pagar o investimento. Todos os materiais selecionados pelo IAC têm também maior produtividade que o mais plantado em São Paulo atualmente, o RRIM 600, importado da Ásia, que produz em torno de 1.250 quilos por hectare ao ano. O novo IAC 500 – o mais produtivo dos selecionados – produz cerca de 1.731 quilos de látex por hectare, 38% a mais. São ganhos de cerca de 500 quilos de borracha seca por ano.
Os clones IAC 505, IAC 507, IAC 511 e IAC 512 apresentam alta precocidade e com cinco anos e meio mostraram que o perímetro do caule estava apto à abertura de painéis para a prática da sangria – extração do látex que dá origem à borracha natural –, quando o normal seria no sétimo ano. “Acreditamos que a precocidade deles está em função da possível divergência genética dos parentais utilizados”, explica o responsável pelo Programa Seringueira do Instituto, Paulo Gonçalves
A produtividade é outro atrativo para os produtores rurais. A média de quatro anos de produção dos clones IAC 500 e IAC 502, por exemplo, mostrou-se alta em relação ao clone mais plantado no Estado, o RRIM 600, produzindo, por ano, 1,7 mil quilos por hectare e 1,6 mil quilos, respectivamente (enquanto que o RRIM 600 produz cerca de 1,25 mil quilos).
Outra característica importante é a casca espessa existente nos clones IAC 503, IAC 500 e IAC 509, característica que diminui o risco de o seringueiro atingir o lenho do caule da árvore. Os clones IAC 505, IAC 507 e IAC 511 apresentam ainda maior incremento do caule na pós-sangria. Isso significa que, mesmo após serem submetidos à sangria, essas plantas apresentam crescimento.
Os novos materiais foram desenvolvidos para cultivo na região do Planalto Paulista, onde não há incidência da pior doença da seringueira na América Latina, o mal-das-folhas. Parte dos clones selecionados pelo IAC é tolerante à antracnose, doença causada pelo fungo Colletotrichum gloeosporioides, que atinge as folhas, mesmo na região do Planalto.
São Paulo concentra a produção de borracha no Brasil — e 90% dos seringais encontram-se no Planalto, região que oferta 70 mil toneladas de borracha seca por ano. Ao todo, são três mil produtores no Estado, com rentabilidade anual em torno de R$ 7 mil reais por hectare.
Os clones IAC 505, IAC 507, IAC 511 e IAC 512 apresentam alta precocidade e com cinco anos e meio mostraram que o perímetro do caule estava apto à abertura de painéis para a prática da sangria – extração do látex que dá origem à borracha natural –, quando o normal seria no sétimo ano. “Acreditamos que a precocidade deles está em função da possível divergência genética dos parentais utilizados”, explica o responsável pelo Programa Seringueira do Instituto, Paulo Gonçalves
A produtividade é outro atrativo para os produtores rurais. A média de quatro anos de produção dos clones IAC 500 e IAC 502, por exemplo, mostrou-se alta em relação ao clone mais plantado no Estado, o RRIM 600, produzindo, por ano, 1,7 mil quilos por hectare e 1,6 mil quilos, respectivamente (enquanto que o RRIM 600 produz cerca de 1,25 mil quilos).
Outra característica importante é a casca espessa existente nos clones IAC 503, IAC 500 e IAC 509, característica que diminui o risco de o seringueiro atingir o lenho do caule da árvore. Os clones IAC 505, IAC 507 e IAC 511 apresentam ainda maior incremento do caule na pós-sangria. Isso significa que, mesmo após serem submetidos à sangria, essas plantas apresentam crescimento.
Os novos materiais foram desenvolvidos para cultivo na região do Planalto Paulista, onde não há incidência da pior doença da seringueira na América Latina, o mal-das-folhas. Parte dos clones selecionados pelo IAC é tolerante à antracnose, doença causada pelo fungo Colletotrichum gloeosporioides, que atinge as folhas, mesmo na região do Planalto.
São Paulo concentra a produção de borracha no Brasil — e 90% dos seringais encontram-se no Planalto, região que oferta 70 mil toneladas de borracha seca por ano. Ao todo, são três mil produtores no Estado, com rentabilidade anual em torno de R$ 7 mil reais por hectare.
Fonte: Globo Rural
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