Voltar
Notícias
23
jan
2012
(INDÚSTRIA)
Custos e inovação derrubam a indústria
A indústria brasileira não tem só problemas conjunturais. Questões estruturais podem, sim, fazer com que o setor perca competitividade. Enquanto a China tem uma formação de capital bruto (soma de recursos disponíveis para investimento) em torno de 43% do seu Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil só chega a 20%. "E precisa elevar isso a 29% se não quiser ter um atraso ainda maior", diz o professor do MBA Profuturo da Fundação Instituto de Administração (FIA), Carlos Honorato.
Segundo ele, o País precisa ter uma visão mais estratégica de futuro se quiser continuar competindo. "Claro que não dá para falar que já perdemos a guerra, mas também não dá para continuar pensando que para tudo tem um 'jeitinho'", acrescenta. Para o professor da FIA, o País tem um câmbio muito valorizado e custos pesados demais para quem quer produzir. "Não é só a China que consegue ser competitiva, é que o Brasil está mais caro", diz.
O País empaca também em quesitos fundamentais, como a falta de inovação e de formação de mão de obra qualificada. "Há uma baixa formação da força de trabalho, com analfabetismo funcional. Além disso, os esforços para reduzir o déficit de pessoal mais qualificado ainda não surtiram os efeitos desejados, em termos do aumento dos níveis de produtividade e qualidade na indústria", explica o professor de Administração Industrial da Fundação Vanzolini, João Amato.
Recentemente o governo adotou medidas, mas que são facilmente contestáveis na OMC, como o índice de nacional de peças (local content), que está proibido pelas regras, segundo o ex-ministro da Fazenda, Rubens Ricupero. "O jeito é enfrentar problemas como o custo do capital, a questão do câmbio e os impostos. Coisas que dão competitividade, não só aliviam."
Segundo ele, o País precisa ter uma visão mais estratégica de futuro se quiser continuar competindo. "Claro que não dá para falar que já perdemos a guerra, mas também não dá para continuar pensando que para tudo tem um 'jeitinho'", acrescenta. Para o professor da FIA, o País tem um câmbio muito valorizado e custos pesados demais para quem quer produzir. "Não é só a China que consegue ser competitiva, é que o Brasil está mais caro", diz.
O País empaca também em quesitos fundamentais, como a falta de inovação e de formação de mão de obra qualificada. "Há uma baixa formação da força de trabalho, com analfabetismo funcional. Além disso, os esforços para reduzir o déficit de pessoal mais qualificado ainda não surtiram os efeitos desejados, em termos do aumento dos níveis de produtividade e qualidade na indústria", explica o professor de Administração Industrial da Fundação Vanzolini, João Amato.
Recentemente o governo adotou medidas, mas que são facilmente contestáveis na OMC, como o índice de nacional de peças (local content), que está proibido pelas regras, segundo o ex-ministro da Fazenda, Rubens Ricupero. "O jeito é enfrentar problemas como o custo do capital, a questão do câmbio e os impostos. Coisas que dão competitividade, não só aliviam."
Fonte: DCI
Notícias em destaque
Como são feitas as casas coreanas? A engenharia milenar que usa apenas marretadas e encaixes “macho e fêmea” para travar vigas gigantes que resistem a terremotos
A arquitetura oriental fascina o mundo pela sua complexidade e durabilidade, especialmente no estilo Hanok. O processo construtivo dessas...
(TECNOLOGIA)
Esse homem uniu 4 contêineres marítimos para construir uma linda casa de 43 metros quadrados com terraço
Esse projeto impressionante prova que é possível erguer uma residência de alto padrão utilizando apenas quatro...
(GERAL)
Webinar da WMCO explorará mercados e recursos alternativos para exportação de produtos de madeira.
O Cluster de Fabricação de Madeira de Ontário apresentará um webinar intitulado “Mercados e Recursos...
(EVENTOS)
Só marretadas e encaixes “macho e fêmea”, nada de pregos ou fixadores metálicos
Só marretadas e encaixes “macho e fêmea”, nada de pregos ou fixadores metálicos: como são feitas as casas...
(CONSTRUÇÃO CIVIL)
Pará pode aumentar exportações em até 50 por cento com novas rotas para o Pacífico, indicam economistas
Infraestrutura logística inédita deve reduzir custos, acelerar o acesso ao mercado asiático e impulsionar setores como...
(MERCADO)
Pinheiro-americano ameaça biodiversidade e recursos hídricos na Serra do Cipó
Pesquisadores da UFMG alertam para o avanço de espécie invasora que aumenta risco de incêndios e prejudica a...
(GERAL)














