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Notícias
04
jan
2012
(PAPEL E CELULOSE)
Aumento no preço de papel e celulose demorará a beneficiar setor, diz BofA
Apesar da retomada dos preços de papel e celulose, que atingiram mínimas históricas recentemente, ainda está cedo para as maiores empresas do setor sentirem esse avanço. A opinião é dos analistas Thiago Lofiego e Felipe Hirai, do Bank of America Merrill Lynch, que ainda projetam volatilidade nos valores dos produtos.
De acordo com relatório, essas empresas, especialmente Fibria (FIBR3) e Suzano (SUZB5), estão muito alavancadas financeiramente, com alto endividamento líquido. Os riscos para elas é, especialmente, relacionado à qualidade de seus ativos. Mesmo assim, essa alta deve beneficiá-las, assim como a Klabin (KLBN4).
Comportamento dos preços
Como explica o BofA, alguns materiais já estão ficando mais caros em contratos recentes. As madeiras de coníferas, por exemplo, estão sendo negociadas a US$ 850 a tonelada para a Europa, e US$ 670 na China, indicando valorização entre US$ 10 e US$ 20. Já a celulose do eucalipto é comercializada por US$ 580 a tonelada para os chineses, representando alta de US$ 50.
O próprio banco já havia previsto esse movimento, por causa da aproximação dos preços com os custos marginais das companhias, e da expansão da demanda na China. O problema, segundo Lofiego e Hirai, é que essa tendência não parece se sustentar: a procura de europeus é baixa, e os estoques permanecem bem altos.
Os produtos parados em portos europeus chegam a 20% acima da média histórica, algo próximo de 1,4 milhão de toneladas, enquanto o consumo da celulose cedeu 5,6% em novembro, na comparação com o mês anterior, a 960 mil toneladas - 16% abaixo da média.
Alavancagem financeira
Assim, a estimativa fica em alta de US$ 100 para a celulose durante o primeiro semestre de 2012 - na recuperação da crise de 2008, a subida foi de US$ 400 por tonelada. Para piorar, os analistas veem grande possibilidade de que a volatilidade impere, principalmente por conta do cenário na Europa.
Esses preços não seriam o suficiente para salvar Fibria e Suzano das dívidas. O cálculo do BofA é de que os valores teriam de chegar a US$ 900 por tonelada, aproximadamente, para que as empresas começassem a se desalavancar. Por conta dessa disparidade financeira, as duas já anunciaram renegociação de suas dívidas em dólar, segundo informações da agência de notícias Bloomberg. A Fibria, inclusive, anunciou que não pagará mais do que o mínimo necessário de dividendos até julho de 2012.
De acordo com relatório, essas empresas, especialmente Fibria (FIBR3) e Suzano (SUZB5), estão muito alavancadas financeiramente, com alto endividamento líquido. Os riscos para elas é, especialmente, relacionado à qualidade de seus ativos. Mesmo assim, essa alta deve beneficiá-las, assim como a Klabin (KLBN4).
Comportamento dos preços
Como explica o BofA, alguns materiais já estão ficando mais caros em contratos recentes. As madeiras de coníferas, por exemplo, estão sendo negociadas a US$ 850 a tonelada para a Europa, e US$ 670 na China, indicando valorização entre US$ 10 e US$ 20. Já a celulose do eucalipto é comercializada por US$ 580 a tonelada para os chineses, representando alta de US$ 50.
O próprio banco já havia previsto esse movimento, por causa da aproximação dos preços com os custos marginais das companhias, e da expansão da demanda na China. O problema, segundo Lofiego e Hirai, é que essa tendência não parece se sustentar: a procura de europeus é baixa, e os estoques permanecem bem altos.
Os produtos parados em portos europeus chegam a 20% acima da média histórica, algo próximo de 1,4 milhão de toneladas, enquanto o consumo da celulose cedeu 5,6% em novembro, na comparação com o mês anterior, a 960 mil toneladas - 16% abaixo da média.
Alavancagem financeira
Assim, a estimativa fica em alta de US$ 100 para a celulose durante o primeiro semestre de 2012 - na recuperação da crise de 2008, a subida foi de US$ 400 por tonelada. Para piorar, os analistas veem grande possibilidade de que a volatilidade impere, principalmente por conta do cenário na Europa.
Esses preços não seriam o suficiente para salvar Fibria e Suzano das dívidas. O cálculo do BofA é de que os valores teriam de chegar a US$ 900 por tonelada, aproximadamente, para que as empresas começassem a se desalavancar. Por conta dessa disparidade financeira, as duas já anunciaram renegociação de suas dívidas em dólar, segundo informações da agência de notícias Bloomberg. A Fibria, inclusive, anunciou que não pagará mais do que o mínimo necessário de dividendos até julho de 2012.
Fonte: Info Money
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