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Notícias
02
jan
2012
(MEIO AMBIENTE)
Mapeamento do IBGE confirma a importância das Unidades de Conservação para a preservação das florestas
O IBGE lançou o Mapa de Cobertura e Uso da Terra do Estado do Pará, na escala 1:1.800.000. Apoiado no sistema de classificação nacional adotado pelo IBGE, o mapeamento foi elaborado a partir da interpretação de imagens de satélite conjugada com análises de informações de trabalhos de campo, de tipologias agrícolas e de documentação estatística, além de textos técnicos de referência. As informações desse mapa são fundamentais para o planejamento e acompanhamento das mudanças na cobertura e no uso da terra, com vistas à gestão territorial, em razão de apoiarem estudos como análises de conflitos socioambientais, avaliação de impactos sobre os recursos naturais e seus processos de transformação.
O Mapa de Cobertura e Uso da Terra do Pará está disponível no site do IBGE, no link ftp://geoftp.ibge.gov.br/mapas/tematicos/tematico_estadual/PA_uso.pdf
No Pará, foram identificadas quatro categorias de mapeamento: áreas antrópicas não-agrícolas; áreas antrópicas agrícolas (que somadas ocupam cerca de 19% do estado); áreas de vegetação natural e as águas. Dentre as atividades identificadas na categoria áreas antrópicas não-agrícolas, as áreas de mineração, embora espacialmente menores que as demais (aproximadamente 0,10% do território paraense), apresentam alto valor de produção/comercialização, principalmente dos minerais metálicos. Sua representação cartográfica é indicada por simbologia específica.
No que se refere às áreas antrópicas agrícolas, a atividade pecuária se destaca em todas as mesoregiões paraenses (187.308,11km2 ou 15,2% do estado), com maior concentração na região sudeste (119.186,58 km2), seja sozinha, seja associada a cultivos temporários e/ou permanentes, a reflorestamento, ou ao extrativismo florestal, principalmente no eixo das rodovias BR-230 (Transamazônica), BR-163 (Santarém/Cuiabá), BR-158, PA-150 e na BR-010 (Belém-Brasília).
De acordo com dados estatísticos do IBGE de 2010, o estado ocupa o primeiro lugar na criação de bubalinos (457.075 cabeças) e o quinto na de bovinos (17.633.339 cabeças), o que é evidenciado no mapeamento. Ainda na categoria de áreas antrópicas agrícolas, o Pará destaca-se como o primeiro produtor de dendê (782,26 km2) e de pimenta-do-reino, culturas desenvolvidas, principalmente, no nordeste do estado. Em razão da escala de representação do tema, essas culturas aparecem, no mapeamento, associadas a outras atividades.
Na categoria áreas de vegetação natural,destacam-se as atividades de extrativismo de madeira e de produtos da floresta. O Pará ocupava, de acordo com a Pesquisa da Extração Vegetal e Silvicultura do IBGE (2009), o primeiro lugar no extrativismo de madeira (5.975.7969m3), açaí (101.375 ton.) e palmito (4.897 ton.). As áreas de vegetação natural, florestais (909.061,58 km2, cerca de 73% do estado) ou campestres (54.188,40 km2, aproximadamente 4,3% do estado), aparecem relativamente preservadas nas mesoregiões do Sudoeste e Baixo Amazonas Paraense), em decorrência da concentração de áreas especiais (unidades de conservação e terras indígenas), num total de 712.091.31km2, equivalentes a 57,09% da área do estado, o que favorece a proteção da biodiversidade local.
Em toda a extensão da rede de drenagem, as águas continentais e costeiras, com cerca de 4% da área do estado, funcionam como artérias de circulação da população e de bens de produção, bem como de usos diversificados, como a pesca e o lazer.
O Mapa de Cobertura e Uso da Terra do Pará está disponível no site do IBGE, no link ftp://geoftp.ibge.gov.br/mapas/tematicos/tematico_estadual/PA_uso.pdf
No Pará, foram identificadas quatro categorias de mapeamento: áreas antrópicas não-agrícolas; áreas antrópicas agrícolas (que somadas ocupam cerca de 19% do estado); áreas de vegetação natural e as águas. Dentre as atividades identificadas na categoria áreas antrópicas não-agrícolas, as áreas de mineração, embora espacialmente menores que as demais (aproximadamente 0,10% do território paraense), apresentam alto valor de produção/comercialização, principalmente dos minerais metálicos. Sua representação cartográfica é indicada por simbologia específica.
No que se refere às áreas antrópicas agrícolas, a atividade pecuária se destaca em todas as mesoregiões paraenses (187.308,11km2 ou 15,2% do estado), com maior concentração na região sudeste (119.186,58 km2), seja sozinha, seja associada a cultivos temporários e/ou permanentes, a reflorestamento, ou ao extrativismo florestal, principalmente no eixo das rodovias BR-230 (Transamazônica), BR-163 (Santarém/Cuiabá), BR-158, PA-150 e na BR-010 (Belém-Brasília).
De acordo com dados estatísticos do IBGE de 2010, o estado ocupa o primeiro lugar na criação de bubalinos (457.075 cabeças) e o quinto na de bovinos (17.633.339 cabeças), o que é evidenciado no mapeamento. Ainda na categoria de áreas antrópicas agrícolas, o Pará destaca-se como o primeiro produtor de dendê (782,26 km2) e de pimenta-do-reino, culturas desenvolvidas, principalmente, no nordeste do estado. Em razão da escala de representação do tema, essas culturas aparecem, no mapeamento, associadas a outras atividades.
Na categoria áreas de vegetação natural,destacam-se as atividades de extrativismo de madeira e de produtos da floresta. O Pará ocupava, de acordo com a Pesquisa da Extração Vegetal e Silvicultura do IBGE (2009), o primeiro lugar no extrativismo de madeira (5.975.7969m3), açaí (101.375 ton.) e palmito (4.897 ton.). As áreas de vegetação natural, florestais (909.061,58 km2, cerca de 73% do estado) ou campestres (54.188,40 km2, aproximadamente 4,3% do estado), aparecem relativamente preservadas nas mesoregiões do Sudoeste e Baixo Amazonas Paraense), em decorrência da concentração de áreas especiais (unidades de conservação e terras indígenas), num total de 712.091.31km2, equivalentes a 57,09% da área do estado, o que favorece a proteção da biodiversidade local.
Em toda a extensão da rede de drenagem, as águas continentais e costeiras, com cerca de 4% da área do estado, funcionam como artérias de circulação da população e de bens de produção, bem como de usos diversificados, como a pesca e o lazer.
Fonte: IBGE
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