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Notícias
28
dez
2011
(GERAL)
Construção sustentável, mais rápida que no método convencional
Uma construção em Sorocaba (SP) está despertando interesse por agregar e seguir absolutamente todos os conceitos de sustentabilidade. O empreendimento está sendo executado pela LifeHouse, empresa brasileira que agrega toda a cadeia de fornecimento para construções sustentáveis, desde o planejamento e gestão dos projetos até os últimos detalhes da construção.
O método utilizado inclui sistemas de aquecimento solar, aproveitamento da água das chuvas, telhado e paredes verdes, iluminação e automação sustentáveis e método construtivo wood frame - amplamente adotado em países de primeiro mundo, que garantem construções rápidas, com alto nível tecnológico e que seguem normas técnicas, padrões de qualidade e as melhores práticas internacionais.
"É uma casa que possui vida útil estrutural acima de 50 anos, com estrutura em madeira de pinus tratada e projetada para gerar segurança, conforto ambiental e termoacústico", afirma o engenheiro civil José Franco Moraes Neto, responsável pela obra e um dos sócios da LifeHouse. O profissional que lidera a equipe de carpintaria da casa que está sendo construída em Sorocaba é brasileiro e traz na bagagem uma vasta experiência que angariou em trabalhos baseados no sistema wood frame, realizados durante oito anos nos EUA. O neozelandês Marc Meder, que também é especialista na área, coordena a construção da casa e tem mais de 35 anos de experiência.
A casa é considerada sustentável, de baixo impacto ambiental, justamente por inclui produtos e conceitos ecológicos, como telhados verdes ou uso de água da chuva, iluminação em LED, aquecimento solar, placas fotovoltaicas e principalmente o sequestro de carbono da atmosfera, por meio da utilização da madeira.
O wood frame é um dos alicerces das construções sustentáveis, presente em 85% das construções norte-americanas e, praticamente, em todas da Nova Zelândia, Japão e Austrália, por exemplo. Sistema de construção energitérmica sustentável, o modelo utiliza a madeira como material base, opondo-se ao conceito enraizado da alvenaria brasileira que, entre outros inconvenientes ambientais e econômicos, costuma desperdiçar cerca de 30% do material comprado, enquanto o wood frame gera apenas 3% de descarte. Entre suas principais vantagens estão a questão da sustentabilidade, o conforto que o isolamento térmico proporciona, a qualidade, o tempo de vida útil maior que das casas construídas com cimento e tijolo, e a rapidez na construção - 30% do tempo de uma casa de alvenaria, estimam os profissionais que atuam por esse sistema.
As paredes chegam à obra prontas para a instalação e o acabamento. As paredes internas possuem 15 cm de espessura e são constituídas por madeira, OSB e gesso acartonado. Já as paredes externas têm 25 cm de espessura e são constituídas por madeira estrutural e lã de rocha, OSB e placa cimentícia. Além da vantagem de correr contra o tempo, arquitetos e engenheiros possuem mais liberdade para projetar as casas que podem ser inclusive pré-fabricadas e até industrializadas.
Madeira e construção civil
A madeira utilizada nesse processo construtivo é certificada, normalmente feita de pinus e eucalipto, e demanda baixo consumo de energia em sua produção, contribuindo para a redução do efeito estufa. "As casas sustentáveis têm de ser feitas em madeira", destaca o engenheiro Franco. "Afinal, se consumirmos mais madeira desses tipos, estimularemos seu plantio de reposição, que é a melhor forma de sequestrar carbono na atmosfera." Comparativamente, uma casa de 150 metros quadrados requer 60 metros cúbicos de pinus, o que reverte em 110 metros cúbicos de carbono a menos na atmosfera. Franco conta que essa engenharia ambiental levou o presidente da França, Nicolas Sarkozy, a decretar, em 2010, que as novas construções fossem por esse método, com o objetivo de aumentar em 10 vezes o uso de madeira e, assim, zerar a emissão de carbono do país em até dez anos. "No Brasil, existe somente um marco legal para o wood frame, homologado no Ministério das Cidades, a SINAT 05 Light Woodframing, que estimula as construções sustentáveis", alerta Franco. "Normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) também estão em desenvolvimento para esse fim".
A indústria da construção civil é a que mais retira matérias-primas da natureza e gera agressões ao meio ambiente no Brasil. Para se ter ideia, o volume de entulho gerado em São Paulo é o dobro do de lixo doméstico. O aumento da demanda da construção civil impacta diretamente no meio ambiente de seu entorno. Segundo dados do Ministério de Minas e Energia (2010), o setor residencial do país absorve 10,8% do total de energia consumido e, apenas em eletricidade, demanda 22,3% da geração nacional.
A casa
A casa em construção tem sete suítes, salas, cinema, piscina, estúdio de música (localizado embaixo da piscina), sauna e quadra de tênis. Está sendo construída num terreno de 5 mil metros quadrados, num dos condomínios mais tradicionais e luxuosos de Sorocaba. A residência, com 1.600 metros quadrados de área útil e que obedece a todos os quesitos que determinam uma construção ecologicamente correta, é considerada a maior casa sustentável do Brasil e deverá estar pronta em março de 2013. O sistema construtivo é o wood frame, tecnologia muito utilizada em vários países que utiliza madeira tratada e que dá mais agilidade à construção, encurtando o tempo de execução do projeto.
O método utilizado inclui sistemas de aquecimento solar, aproveitamento da água das chuvas, telhado e paredes verdes, iluminação e automação sustentáveis e método construtivo wood frame - amplamente adotado em países de primeiro mundo, que garantem construções rápidas, com alto nível tecnológico e que seguem normas técnicas, padrões de qualidade e as melhores práticas internacionais.
"É uma casa que possui vida útil estrutural acima de 50 anos, com estrutura em madeira de pinus tratada e projetada para gerar segurança, conforto ambiental e termoacústico", afirma o engenheiro civil José Franco Moraes Neto, responsável pela obra e um dos sócios da LifeHouse. O profissional que lidera a equipe de carpintaria da casa que está sendo construída em Sorocaba é brasileiro e traz na bagagem uma vasta experiência que angariou em trabalhos baseados no sistema wood frame, realizados durante oito anos nos EUA. O neozelandês Marc Meder, que também é especialista na área, coordena a construção da casa e tem mais de 35 anos de experiência.
A casa é considerada sustentável, de baixo impacto ambiental, justamente por inclui produtos e conceitos ecológicos, como telhados verdes ou uso de água da chuva, iluminação em LED, aquecimento solar, placas fotovoltaicas e principalmente o sequestro de carbono da atmosfera, por meio da utilização da madeira.
O wood frame é um dos alicerces das construções sustentáveis, presente em 85% das construções norte-americanas e, praticamente, em todas da Nova Zelândia, Japão e Austrália, por exemplo. Sistema de construção energitérmica sustentável, o modelo utiliza a madeira como material base, opondo-se ao conceito enraizado da alvenaria brasileira que, entre outros inconvenientes ambientais e econômicos, costuma desperdiçar cerca de 30% do material comprado, enquanto o wood frame gera apenas 3% de descarte. Entre suas principais vantagens estão a questão da sustentabilidade, o conforto que o isolamento térmico proporciona, a qualidade, o tempo de vida útil maior que das casas construídas com cimento e tijolo, e a rapidez na construção - 30% do tempo de uma casa de alvenaria, estimam os profissionais que atuam por esse sistema.
As paredes chegam à obra prontas para a instalação e o acabamento. As paredes internas possuem 15 cm de espessura e são constituídas por madeira, OSB e gesso acartonado. Já as paredes externas têm 25 cm de espessura e são constituídas por madeira estrutural e lã de rocha, OSB e placa cimentícia. Além da vantagem de correr contra o tempo, arquitetos e engenheiros possuem mais liberdade para projetar as casas que podem ser inclusive pré-fabricadas e até industrializadas.
Madeira e construção civil
A madeira utilizada nesse processo construtivo é certificada, normalmente feita de pinus e eucalipto, e demanda baixo consumo de energia em sua produção, contribuindo para a redução do efeito estufa. "As casas sustentáveis têm de ser feitas em madeira", destaca o engenheiro Franco. "Afinal, se consumirmos mais madeira desses tipos, estimularemos seu plantio de reposição, que é a melhor forma de sequestrar carbono na atmosfera." Comparativamente, uma casa de 150 metros quadrados requer 60 metros cúbicos de pinus, o que reverte em 110 metros cúbicos de carbono a menos na atmosfera. Franco conta que essa engenharia ambiental levou o presidente da França, Nicolas Sarkozy, a decretar, em 2010, que as novas construções fossem por esse método, com o objetivo de aumentar em 10 vezes o uso de madeira e, assim, zerar a emissão de carbono do país em até dez anos. "No Brasil, existe somente um marco legal para o wood frame, homologado no Ministério das Cidades, a SINAT 05 Light Woodframing, que estimula as construções sustentáveis", alerta Franco. "Normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) também estão em desenvolvimento para esse fim".
A indústria da construção civil é a que mais retira matérias-primas da natureza e gera agressões ao meio ambiente no Brasil. Para se ter ideia, o volume de entulho gerado em São Paulo é o dobro do de lixo doméstico. O aumento da demanda da construção civil impacta diretamente no meio ambiente de seu entorno. Segundo dados do Ministério de Minas e Energia (2010), o setor residencial do país absorve 10,8% do total de energia consumido e, apenas em eletricidade, demanda 22,3% da geração nacional.
A casa
A casa em construção tem sete suítes, salas, cinema, piscina, estúdio de música (localizado embaixo da piscina), sauna e quadra de tênis. Está sendo construída num terreno de 5 mil metros quadrados, num dos condomínios mais tradicionais e luxuosos de Sorocaba. A residência, com 1.600 metros quadrados de área útil e que obedece a todos os quesitos que determinam uma construção ecologicamente correta, é considerada a maior casa sustentável do Brasil e deverá estar pronta em março de 2013. O sistema construtivo é o wood frame, tecnologia muito utilizada em vários países que utiliza madeira tratada e que dá mais agilidade à construção, encurtando o tempo de execução do projeto.
Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul, adaptado por Painel Florestal
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