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Notícias
14
dez
2011
(MÓVEIS)
Móveis estão entre os destaques do Mercosul
Considerado como País, o Mercosul ocupa o sexto lugar no ranking econômico mundial. Em termos de evolução, nos últimos dez anos (1991-2010) o comércio extrabloco dos integrantes do Mercosul aumentou 585%. Já as negociações comerciais intrabloco cresceram em 770%. Na evolução jan.-jul. 2010 a jan.jul.2011, o comércio extrabloco registrou expansão de 29% e o comércio intrabloco cresceu 27%. O item “calçados e móveis” está entre as 11 categorias elencadas entre aquelas mais comercializadas no bloco.
Os dados, expostos pelo ministro interino do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira, durante o Encomex Mercosul 2011, encontro de comércio exterior que se realiza entre os dias 1º e 2 de dezembro em Curitiba (PR), dão um panorama da evolução do desenvolvimento do bloco, que está completando 20 anos de criação. “ O Mercosul passou por várias crises, mas o saldo é extremamente positivo. De dez anos para cá o comércio se fortaleceu”, comentou Teixeira na abertura do evento. “O bloco não só é uma realidade como precisa ser desenvolvido, protegido e fortalecido”, enfatizou.
Mercosul e UE
Em entrevista à reportagem do portal eMobile/Revista Móbile após sua exposição de abertura e no painel “20 Anos do Mercosul: desafios e oportunidades em um novo cenário mundial”, o ministro aprofundou as percepções a respeito do exemplo da União Europeia, tanto como fonte de inspiração para o Mercosul quanto como oportunidade de aprendizado quanto aos erros cometidos para implantação do bloco. “Não aprofundar a integração produtiva seria um erro. Segundo, devemos tentar com que os países se fortaleçam cada um na sua forma, em vez de ter uma integração precipitada geral. Esta é uma crítica minha, de que a Europa em certa medida andou muito rápido no processo de integração. Claro que a heterogeneidade faz parte do processo, mas pegar uma economia grande e uma economia pequena e colocar todos sob a mesma moeda e a mesma política macroeconômica cria dificuldades, que é o que está acontecendo”, analisa Teixeira. “E temos de aprender com isso.”
Vocação
Quanto ao fantasma de desindustrialização com que economias emergentes como o Brasil vêm lidando mais recentemente, Teixeira argumenta que a principal vocação dos países do Mercosul, de forma geral, não está na produção industrial e sim no setor de serviços. “Não tem risco de desindustrialização. O que tem é uma característica natural dos países do Mercosul de serem potências agrícolas. Na minha opinião, não corremos em hipótese alguma risco de desindustrialização”, observa. “O que não podemos esquecer também é que mais de 60% da economia destes países constituem-se de economia de serviços. Então é natural que a indústria venha perdendo sua participação na economia como um todo. Então é uma questão de vocação”, afirma.
Os dados, expostos pelo ministro interino do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira, durante o Encomex Mercosul 2011, encontro de comércio exterior que se realiza entre os dias 1º e 2 de dezembro em Curitiba (PR), dão um panorama da evolução do desenvolvimento do bloco, que está completando 20 anos de criação. “ O Mercosul passou por várias crises, mas o saldo é extremamente positivo. De dez anos para cá o comércio se fortaleceu”, comentou Teixeira na abertura do evento. “O bloco não só é uma realidade como precisa ser desenvolvido, protegido e fortalecido”, enfatizou.
Mercosul e UE
Em entrevista à reportagem do portal eMobile/Revista Móbile após sua exposição de abertura e no painel “20 Anos do Mercosul: desafios e oportunidades em um novo cenário mundial”, o ministro aprofundou as percepções a respeito do exemplo da União Europeia, tanto como fonte de inspiração para o Mercosul quanto como oportunidade de aprendizado quanto aos erros cometidos para implantação do bloco. “Não aprofundar a integração produtiva seria um erro. Segundo, devemos tentar com que os países se fortaleçam cada um na sua forma, em vez de ter uma integração precipitada geral. Esta é uma crítica minha, de que a Europa em certa medida andou muito rápido no processo de integração. Claro que a heterogeneidade faz parte do processo, mas pegar uma economia grande e uma economia pequena e colocar todos sob a mesma moeda e a mesma política macroeconômica cria dificuldades, que é o que está acontecendo”, analisa Teixeira. “E temos de aprender com isso.”
Vocação
Quanto ao fantasma de desindustrialização com que economias emergentes como o Brasil vêm lidando mais recentemente, Teixeira argumenta que a principal vocação dos países do Mercosul, de forma geral, não está na produção industrial e sim no setor de serviços. “Não tem risco de desindustrialização. O que tem é uma característica natural dos países do Mercosul de serem potências agrícolas. Na minha opinião, não corremos em hipótese alguma risco de desindustrialização”, observa. “O que não podemos esquecer também é que mais de 60% da economia destes países constituem-se de economia de serviços. Então é natural que a indústria venha perdendo sua participação na economia como um todo. Então é uma questão de vocação”, afirma.
Fonte: Camila Gino - eMobile
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