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Notícias
09
dez
2011
(SETOR FLORESTAL)
Burocracia impede crescimento das florestas brasileiras, diz presidente do SIF
Diante de um público de mais de 200 pessoas, entre empresários, pesquisadores e estudantes, o diretor científico da SIF (Sociedade de Investigações Florestais), Sebastião Valverde, falou durante o I Painel de Visão Sustentável sobre as Plantações Florestais no Brasil em São Paulo. Valverde é professor e coordenador do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa e comentarista do portal CeluloseOnline.
O palestrante mostrou que o setor florestal participa significativamente da economia nacional e contribui com 4% do PIB e ainda movimenta 8% das exportações nacionais. Ele elencou também que entre os produtos florestais brasileiros mais importantes no comércio internacional estão a chapa de fibras de madeira e a celulose de fibra curta. "Para esses produtos, o país é atualmente o maior exportador mundial", completou.
Segundo ele, graças à política de incentivos fiscais e ao rápido crescimento das plantações florestais, o Brasil possui hoje a silvicultura mais competitiva e sustentável do mundo.Tudo isso devido a fatores como condiçõs climáticas, grandes extensões florestais, uma tecnologia de ponta e florestas certificadas.
"Embora nossa silvicultura desponte como a mais sustentável e competitiva, ela ainda é obrigada a enfrentar barreiras que impedem e comprometem a sua sobrevivência e a contribuição para uma economia verde crescente", diz Valverde.
Para o pesquisador, há hoje no Brasil alguns entraves que atrapalham um desenvolvimento maior das florestas. "Temos uma burocracia muito grande, com uma variedade de instrumentos de comandos e controles, restrições excessivas com as certificações e uma exigência desnecessária de licenciamentos em aréas degradadas", disse.
O professor também destacou que as condições climáticas, a grande disponibilidade de terras, mão de obra farta, são fatores que favorecem o desenvolvimento do setor florestal no Brasil. Na opinião dele, com o desenvolvimento tecnológico recente é possível obter rendimentos de aproximadamente 50 m3 de madeira por hectare/ano. "Este é o grande diferencial de nossas florestas. Em nenhuma parte do mundo se consegue isso. Além disso, a alta produtividade e ciclos curtos significam madeira a menor custo e maior competitividade", falou.
O palestrante avaliou que a extensão das florestas e as condições locais favoráveis seriam suficientes para que o setor continuasse a ganhar participação no mercado nacional e internacional "Hoje, temos a necessidade urgente de expansão das florestas plantadas. Mesmo que as florestas sejam de rápido crescimento, os investimentos são de longo prazo. Considerando a contribuição que as florestas plantadas têm a dar ao desenvolvimento sócio-econômico e à manutenção do equilíbrio ambiental, é fundamental que seja desenvolvido pelo Governo Federal um programa específico que estimule a ampliação das áreas plantadas e a garantia de benefícios a sociedade", disse.
I Painel de Visão Sustentável
O I Painel de Visão Sustentável aconteceu nesta quarta-feira (7) em São Paulo. O evento teve como objetivo discutir a gestão florestal sustentável, certificações de florestas, legalidade e balanço de prioridades econômicas, ambientais e sociais.
Em sua primeira edição, o painel teve como foco a Indonésia, um país em desenvolvimento e com grandes desafios para preservar sua biodiversidade."Nossa intenção foi disuctir a sustentabilidade e o crescimento seguro. A Indonêsia se manisfestou e mostrou interesse em demonstrar o que tem feito para preservar e discutir o que temos feito aqui no Brasil", disse Paula Watson, uma das organizadoras do evento.
O evento reuniu palestrantes como Sarath Sirotusrepresentando o embaixador da Indonésia no Brasil, Sudaryomo Hartosudarmo; o presidente do GreenSpirit Strategies (consultoria ambiental canadense) Patrick Moore;a secretária-executiva do Inmetro-Cerflor-PEFC, Maria Teresa Rodrigues Rezende; diretor científico da Sociedade de Investigações Florestais Sebastião Valverde e o gerente executivo de Planejamento Florestal do Serviço Florestal Brasileiro, José Humberto Chaves.
O painel contou com o apoio da Sociedade Brasileira de Silvicultura (SBS), Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo, Inmetro-Cerflor, Sociedade de Investigação Florestal da Universidade Federal de Viçosa (SIF-UFV), Associação Brasileira de Desenvolvimento de Lideranças (ABDL), Cathay Brasil e o Serviço Florestal Brasileiro do Ministério do Meio Ambiente Brasileiro (SFB-MMA). Participações especiais:Gabriel Bruno, diretor executivo da Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo.Amantino Ramos de Freitas, presidente da Sociedade Brasileira de Silvicultura.
O palestrante mostrou que o setor florestal participa significativamente da economia nacional e contribui com 4% do PIB e ainda movimenta 8% das exportações nacionais. Ele elencou também que entre os produtos florestais brasileiros mais importantes no comércio internacional estão a chapa de fibras de madeira e a celulose de fibra curta. "Para esses produtos, o país é atualmente o maior exportador mundial", completou.
Segundo ele, graças à política de incentivos fiscais e ao rápido crescimento das plantações florestais, o Brasil possui hoje a silvicultura mais competitiva e sustentável do mundo.Tudo isso devido a fatores como condiçõs climáticas, grandes extensões florestais, uma tecnologia de ponta e florestas certificadas.
"Embora nossa silvicultura desponte como a mais sustentável e competitiva, ela ainda é obrigada a enfrentar barreiras que impedem e comprometem a sua sobrevivência e a contribuição para uma economia verde crescente", diz Valverde.
Para o pesquisador, há hoje no Brasil alguns entraves que atrapalham um desenvolvimento maior das florestas. "Temos uma burocracia muito grande, com uma variedade de instrumentos de comandos e controles, restrições excessivas com as certificações e uma exigência desnecessária de licenciamentos em aréas degradadas", disse.
O professor também destacou que as condições climáticas, a grande disponibilidade de terras, mão de obra farta, são fatores que favorecem o desenvolvimento do setor florestal no Brasil. Na opinião dele, com o desenvolvimento tecnológico recente é possível obter rendimentos de aproximadamente 50 m3 de madeira por hectare/ano. "Este é o grande diferencial de nossas florestas. Em nenhuma parte do mundo se consegue isso. Além disso, a alta produtividade e ciclos curtos significam madeira a menor custo e maior competitividade", falou.
O palestrante avaliou que a extensão das florestas e as condições locais favoráveis seriam suficientes para que o setor continuasse a ganhar participação no mercado nacional e internacional "Hoje, temos a necessidade urgente de expansão das florestas plantadas. Mesmo que as florestas sejam de rápido crescimento, os investimentos são de longo prazo. Considerando a contribuição que as florestas plantadas têm a dar ao desenvolvimento sócio-econômico e à manutenção do equilíbrio ambiental, é fundamental que seja desenvolvido pelo Governo Federal um programa específico que estimule a ampliação das áreas plantadas e a garantia de benefícios a sociedade", disse.
I Painel de Visão Sustentável
O I Painel de Visão Sustentável aconteceu nesta quarta-feira (7) em São Paulo. O evento teve como objetivo discutir a gestão florestal sustentável, certificações de florestas, legalidade e balanço de prioridades econômicas, ambientais e sociais.
Em sua primeira edição, o painel teve como foco a Indonésia, um país em desenvolvimento e com grandes desafios para preservar sua biodiversidade."Nossa intenção foi disuctir a sustentabilidade e o crescimento seguro. A Indonêsia se manisfestou e mostrou interesse em demonstrar o que tem feito para preservar e discutir o que temos feito aqui no Brasil", disse Paula Watson, uma das organizadoras do evento.
O evento reuniu palestrantes como Sarath Sirotusrepresentando o embaixador da Indonésia no Brasil, Sudaryomo Hartosudarmo; o presidente do GreenSpirit Strategies (consultoria ambiental canadense) Patrick Moore;a secretária-executiva do Inmetro-Cerflor-PEFC, Maria Teresa Rodrigues Rezende; diretor científico da Sociedade de Investigações Florestais Sebastião Valverde e o gerente executivo de Planejamento Florestal do Serviço Florestal Brasileiro, José Humberto Chaves.
O painel contou com o apoio da Sociedade Brasileira de Silvicultura (SBS), Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo, Inmetro-Cerflor, Sociedade de Investigação Florestal da Universidade Federal de Viçosa (SIF-UFV), Associação Brasileira de Desenvolvimento de Lideranças (ABDL), Cathay Brasil e o Serviço Florestal Brasileiro do Ministério do Meio Ambiente Brasileiro (SFB-MMA). Participações especiais:Gabriel Bruno, diretor executivo da Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo.Amantino Ramos de Freitas, presidente da Sociedade Brasileira de Silvicultura.
Fonte: CeluloseOnline
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