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Notícias
08
dez
2011
(MÓVEIS)
Indústria de móveis do oeste catarinense amplia presença no mercado externo
“Nossos empresários buscam evolução constante e os móveis de empresas da região estão em cenários de novelas das mais importantes emissoras de televisão em nosso país, o que nos dá credibilidade e valorização”, destaca o presidente da Associação dos Moveleiros do Oeste de Santa Catarina (Amoesc) e do Sindicato da Indústria Madeireira e Moveleira do Vale do Uruguai (Simovale), Osni Verona.
Segundo Verona, a migração de 40 milhões de pessoas da classe D para C e B é um fator importante que se manifesta em todo o país neste momento. Esses consumidores não querem somente produtos baratos. Estão buscando mais opções, com conforto, durabilidade, garantia e design arrojado. “Nossa região está preparada para enfrentar a concorrência leal em tudo: preço, qualidade de matéria-prima e design para os mais diversos gostos. Além disso, protegemos o meio ambiente, tornando a sustentabilidade um compromisso e tratando os resíduos gerados pelas empresas do setor”.
Mas, a maior preocupação é a concorrência desleal da China. Enquanto o Brasil fabrica um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões de unidades do mesmo produto. “A qualidade é equivalente. E a velocidade de reação é impressionante. Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas, com preços que são uma fração dos praticados aqui. Um trabalhador brasileiro ganha U$ 300 dólares no mínimo, que acrescidos de impostos e benefícios representam quase U$ 600 dólares. Quando comparados com os U$ 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente nada de benefícios”.
Segundo Verona, se os estrategistas mundiais não buscarem soluções em breve não haverá mais fábricas com alta tecnologia no Brasil e no mundo e, sim, sucatas por todos os cantos do planeta. Os empreendedores viverão do passado como verdadeiros saudosistas lamuriando por suas estratégias incompetentes e pobres, além de grande quantidade de pessoas recebendo seguro desemprego e sindicatos lutando para redução da jornada de trabalho e aumento real de salários”, justifica.
O dirigente destaca que planejar é fundamental para o desenvolvimento. A Amoesc/Simovale trabalha com foco em ações empresariais no preparo das empresas em tempo de crise para aproveitar as oportunidades quando o mercado importador estiver interessante e com câmbio favorável. E quanto à importação de máquinas e equipamentos, sugere que devem ser feitas com planejamento estratégico prevendo a valorização e a desvalorização do real para que o investimento não vire pesadelo para o industrial.
As entidades que Verona preside reúnem mais de 650 empresas. O setor industrial moveleiro é o primeiro em número de empresas do Oeste de SC, o terceiro em número de empregos, o quarto na economia regional, além de sustentar 7.000 empregos diretos, 15.000 empregos indiretos e gerar mais de 20 milhões de dólares para exportações.
PREVISÃO PARA 2012
Para 2012, Verona prevê que o estimulo à importação, com câmbio favorável, combinados com os mais altos juros do planeta e uma carga tributária elevada, derrubará a competitividade da indústria, que enfrenta uma competição cada vez mais forte, o que é agravado com a redução da atividade econômica na Europa e nos Estados Unidos.
Em resumo, 2012 será um ano de grandes expectativas e preocupações com a crise nos países de primeiro mundo. “No Brasil, empresários deverão diminuir o ritmo porque não temos mão de obra qualificada e trabalhamos dois dias e folgamos um. Além disso, existem os feriados nacionais e religiosos”,
AVALIAÇÃO 2011
Sobre as ações da Amoesc/Simovale em 2011, a avaliação de Verona é positiva. Missões nacionais e internacionais, treinamentos, eventos, convênios e decisões estratégicas para a organização da próxima edição da maior feira de SC – a Mercomóveis 2012 foram os pontos fortes no decorrer deste ano. Segundo Verona, a missão do polo moveleiro do oeste catarinense à África do Sul foi uma das iniciativas que renderá futuros negócios e importantes parcerias.
“O nosso polo tem os produtos que o mercado africano precisa e com preços competitivos nas linhas mais populares”, reforça Verona. Joanesburgo, segundo ele, significa a Europa na África do Sul. “Os importadores gostaram muito dos produtos que apresentamos e identificaram grandes oportunidades de novos negócios e comercializar em um curto prazo produtos brasileiros com design qualidade, conforto e preço”, afirma Verona.
Outra ação significativa foi o convênio assinado entre Amoesc/Simovale e Federação das Indústrias do Estado de SC (Fiesc), visando incrementar a competitividade nas empresas, disseminar a cultura exportadora das indústrias de móveis do oeste de Santa Catarina e ampliar as vendas no mercado mundial. O convênio faz parte do projeto Extensão industrial exportadora (PEIEX), criado na esfera do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Apex Brasil.
Através da iniciativa será possível ampliar o acesso de 140 empresas do grande oeste a produtos e serviços de apoios disponíveis nas instituições do governo e setor privado, introduzir melhorias técnico-gerenciais e tecnológicas. Verona salienta que o convênio permite a elevação dos níveis de emprego e renda, a capacitação para a inovação e a interação e a cooperação entre as empresas e instituições de apoio.
A entidade também participou de feiras como a Efaicel - Exposição-feira agropecuária, comercial e industrial de Coronel Freitas (SC); promoveu missões nacionais, juntamente com parceiros, como a visita às Feiras Casa Brasil Design e Negócios em Bento Gonçalves e 14a Feira Internacional da Construção em (Construsul), em Porto Alegre no Rio Grande do Sul, entre outras.
Apoio as iniciativas como o 1o Ciclo de Debates dos Diários do Interior organizado pela Associação dos (jornais) Diários do Interior (ADI-SC) e pela Fiesc, com o objetivo de discutir as deficiências e potencialidades do grande oeste catarinense também estiveram na pauta da Amoesc/Simovale neste ano.
MERCOMÓVEIS 2012
A Mercomóveis - a maior feira de móveis de Santa Catarina e uma das maiores do país, realizada bienalmente em Chapecó é uma das ações que fortalece o polo moveleiro do oeste catarinense, além de permitir o contato com empresários nacionais e internacionais. Programada para o período de 27 a 31 de agosto, no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó (SC), a próxima edição surpreenderá pelas inovações e pela grandiosidade. Cerca de 200 expositores mostrarão novos conceitos em móveis, arquitetura, design e decoração para os mais variados estilos.
Tudo isso pensando no novo consumidor. “Estamos satisfeitos, pois faltando 10 meses para o evento já contamos com patrocínio superior ao que tivemos na edição passada. Faremos a NOVA melhor Mercomóveis de todos os tempos”, comemora o presidente da feira, Nivaldo Lazaron Junior.
A Mercomóveis reúne indústrias de grande, médio e pequeno porte do setor. As expectativas apontam para mais de 20 mil visitantes. O volume de negócios está estimado em R$ 200 milhões. Também estão confirmados a 2a Mostra de Máquinas Moveleiras (gerou em torno de R$ 8 milhões em negócios na 1a edição, em 2010) e o 5° Salão Design.
A Mercomóveis 2012 conta com o patrocínio da Guararapes (chapas e paineis); Norton (lixas e abrasivos); Dioxyl Revestimentos Químicos (marca Glascor); Alternativa Editorial, que produz as Revistas Móbile Lojista, Decore e Móbile Fornecedores; da FIESC e apoio da Prefeitura Municipal de Chapecó.
Segundo Verona, a migração de 40 milhões de pessoas da classe D para C e B é um fator importante que se manifesta em todo o país neste momento. Esses consumidores não querem somente produtos baratos. Estão buscando mais opções, com conforto, durabilidade, garantia e design arrojado. “Nossa região está preparada para enfrentar a concorrência leal em tudo: preço, qualidade de matéria-prima e design para os mais diversos gostos. Além disso, protegemos o meio ambiente, tornando a sustentabilidade um compromisso e tratando os resíduos gerados pelas empresas do setor”.
Mas, a maior preocupação é a concorrência desleal da China. Enquanto o Brasil fabrica um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões de unidades do mesmo produto. “A qualidade é equivalente. E a velocidade de reação é impressionante. Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas, com preços que são uma fração dos praticados aqui. Um trabalhador brasileiro ganha U$ 300 dólares no mínimo, que acrescidos de impostos e benefícios representam quase U$ 600 dólares. Quando comparados com os U$ 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente nada de benefícios”.
Segundo Verona, se os estrategistas mundiais não buscarem soluções em breve não haverá mais fábricas com alta tecnologia no Brasil e no mundo e, sim, sucatas por todos os cantos do planeta. Os empreendedores viverão do passado como verdadeiros saudosistas lamuriando por suas estratégias incompetentes e pobres, além de grande quantidade de pessoas recebendo seguro desemprego e sindicatos lutando para redução da jornada de trabalho e aumento real de salários”, justifica.
O dirigente destaca que planejar é fundamental para o desenvolvimento. A Amoesc/Simovale trabalha com foco em ações empresariais no preparo das empresas em tempo de crise para aproveitar as oportunidades quando o mercado importador estiver interessante e com câmbio favorável. E quanto à importação de máquinas e equipamentos, sugere que devem ser feitas com planejamento estratégico prevendo a valorização e a desvalorização do real para que o investimento não vire pesadelo para o industrial.
As entidades que Verona preside reúnem mais de 650 empresas. O setor industrial moveleiro é o primeiro em número de empresas do Oeste de SC, o terceiro em número de empregos, o quarto na economia regional, além de sustentar 7.000 empregos diretos, 15.000 empregos indiretos e gerar mais de 20 milhões de dólares para exportações.
PREVISÃO PARA 2012
Para 2012, Verona prevê que o estimulo à importação, com câmbio favorável, combinados com os mais altos juros do planeta e uma carga tributária elevada, derrubará a competitividade da indústria, que enfrenta uma competição cada vez mais forte, o que é agravado com a redução da atividade econômica na Europa e nos Estados Unidos.
Em resumo, 2012 será um ano de grandes expectativas e preocupações com a crise nos países de primeiro mundo. “No Brasil, empresários deverão diminuir o ritmo porque não temos mão de obra qualificada e trabalhamos dois dias e folgamos um. Além disso, existem os feriados nacionais e religiosos”,
AVALIAÇÃO 2011
Sobre as ações da Amoesc/Simovale em 2011, a avaliação de Verona é positiva. Missões nacionais e internacionais, treinamentos, eventos, convênios e decisões estratégicas para a organização da próxima edição da maior feira de SC – a Mercomóveis 2012 foram os pontos fortes no decorrer deste ano. Segundo Verona, a missão do polo moveleiro do oeste catarinense à África do Sul foi uma das iniciativas que renderá futuros negócios e importantes parcerias.
“O nosso polo tem os produtos que o mercado africano precisa e com preços competitivos nas linhas mais populares”, reforça Verona. Joanesburgo, segundo ele, significa a Europa na África do Sul. “Os importadores gostaram muito dos produtos que apresentamos e identificaram grandes oportunidades de novos negócios e comercializar em um curto prazo produtos brasileiros com design qualidade, conforto e preço”, afirma Verona.
Outra ação significativa foi o convênio assinado entre Amoesc/Simovale e Federação das Indústrias do Estado de SC (Fiesc), visando incrementar a competitividade nas empresas, disseminar a cultura exportadora das indústrias de móveis do oeste de Santa Catarina e ampliar as vendas no mercado mundial. O convênio faz parte do projeto Extensão industrial exportadora (PEIEX), criado na esfera do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Apex Brasil.
Através da iniciativa será possível ampliar o acesso de 140 empresas do grande oeste a produtos e serviços de apoios disponíveis nas instituições do governo e setor privado, introduzir melhorias técnico-gerenciais e tecnológicas. Verona salienta que o convênio permite a elevação dos níveis de emprego e renda, a capacitação para a inovação e a interação e a cooperação entre as empresas e instituições de apoio.
A entidade também participou de feiras como a Efaicel - Exposição-feira agropecuária, comercial e industrial de Coronel Freitas (SC); promoveu missões nacionais, juntamente com parceiros, como a visita às Feiras Casa Brasil Design e Negócios em Bento Gonçalves e 14a Feira Internacional da Construção em (Construsul), em Porto Alegre no Rio Grande do Sul, entre outras.
Apoio as iniciativas como o 1o Ciclo de Debates dos Diários do Interior organizado pela Associação dos (jornais) Diários do Interior (ADI-SC) e pela Fiesc, com o objetivo de discutir as deficiências e potencialidades do grande oeste catarinense também estiveram na pauta da Amoesc/Simovale neste ano.
MERCOMÓVEIS 2012
A Mercomóveis - a maior feira de móveis de Santa Catarina e uma das maiores do país, realizada bienalmente em Chapecó é uma das ações que fortalece o polo moveleiro do oeste catarinense, além de permitir o contato com empresários nacionais e internacionais. Programada para o período de 27 a 31 de agosto, no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó (SC), a próxima edição surpreenderá pelas inovações e pela grandiosidade. Cerca de 200 expositores mostrarão novos conceitos em móveis, arquitetura, design e decoração para os mais variados estilos.
Tudo isso pensando no novo consumidor. “Estamos satisfeitos, pois faltando 10 meses para o evento já contamos com patrocínio superior ao que tivemos na edição passada. Faremos a NOVA melhor Mercomóveis de todos os tempos”, comemora o presidente da feira, Nivaldo Lazaron Junior.
A Mercomóveis reúne indústrias de grande, médio e pequeno porte do setor. As expectativas apontam para mais de 20 mil visitantes. O volume de negócios está estimado em R$ 200 milhões. Também estão confirmados a 2a Mostra de Máquinas Moveleiras (gerou em torno de R$ 8 milhões em negócios na 1a edição, em 2010) e o 5° Salão Design.
A Mercomóveis 2012 conta com o patrocínio da Guararapes (chapas e paineis); Norton (lixas e abrasivos); Dioxyl Revestimentos Químicos (marca Glascor); Alternativa Editorial, que produz as Revistas Móbile Lojista, Decore e Móbile Fornecedores; da FIESC e apoio da Prefeitura Municipal de Chapecó.
Fonte: MB Comunicação
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