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Notícias
07
dez
2011
(MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS)
Indústria de máquinas ameaçada pela crise
A indústria de máquinas e equipamentos chegou ao limite da capacidade de manter o nível de empregos no setor, pressionada pela competição com os concorrentes estrangeiros no mercado brasileiro, e agora pela queda do volume das encomendas. Em outubro, a carteira de pedidos das fábricas recuou quase 20% em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo 17,5 semanas para atendimento dos clientes. O prazo é inferior ao que as empresas verificavam quando estourou a crise financeira mundial de 2008, de 19 semanas, informou, ontem, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Segundo o presidente da instituição, Luiz Aubert Neto, postos de trabalho começarão a ser cortados a partir de janeiro, como medida de ajuste à piora do cenário, se não houver a retomada de contratos.
"Batemos o topo do nível do emprego. A tendência é de uma redução no quadro de pessoal das empresas, já que estamos produzindo a um ritmo mais baixo que o da crise de 2008", afirmou o industrial. As empresas trabalharam no mês passado com 81,8% da sua capacidade de produzir, ante 83,1% em idêntico período de 2010 e 86,2% em outubro de 2008. O faturamento de R$ 7,099 bilhões de outubro ficou 5,8% abaixo da receita apurada em setembro.
Embora tenha mostrado uma ligeira variação positiva de 0,1% no mês passado, o quadro de 263,7 mil pessoas empregadas nas indústrias de máquinas e equipamentos, também chamados de bens de capital, perde fôlego sistematicamente desde abril. Apesar de modesto, o crescimento da ocupação ainda reflete, conforme a Abimaq, o cumprimento dos contratos em andamento. "Corremos o risco de promover demissões e se o câmbio não mostrar valorização, as exportações vão cair ainda mais", disse Luiz Aubert Neto, ao justificar as previsões de que o desempenho do setor será pior neste último bimestre e no primeiro trimestre de 2012.
Além da redução das vendas externas da indústria, de 4,4% ante setembro, o grande problema para as empresas é preservar fatias do mercado interno. O balanço da Abimaq mostra que a China não está mais sozinha na estratégia de avançar sobre a clientela no Brasil. Fabricantes da Alemanha, Estados Unidos, Espanha, França e Inglaterra encontram no país uma alternativa para compensar a diminuição das vendas decorrente da crise financeira no Velho Continente e no mercado americano.
SALDO NEGATIVO - De janeiro a outubro, as importações cresceram 19,6%, quando somaram US$ 24,35 bilhões, representando um acréscimo de US$ 3,99 bilhões no período analisado dos últimos 13 meses. As máquinas e equipamentos importados deram um baile comparadas às exportações brasileiras de US$ 9,68 bilhões nos primeiros 10 meses do ano. Como resultado, o déficit da balança comercial do setor foi de US$ 14,66 bilhões, muito próximo da diferença a favor das importações (de US$ 15,73 bilhões) observada em todo o ano passado.
A Abimaq tem insistido junto ao governo federal para que sejam adotadas medidas de proteção à indústria nacional. Foram feitos seis pedidos de salvaguardas contra máquinas e equipamentos, mas nenhum deles foi atendido. A indústria quer medidas com validade para os próximos dois anos, de acordo com Luiz Aubert Neto. "Conversamos com o governo quase toda semana, mas a reação é de bicho-preguiça", atacou o industrial. As empresas querem a elevação do Imposto de Importação, desoneração da cadeia produtiva, redução dos encargos financeiros incidentes na compra de máquinas e equipamentos de origem nacional e medidas de incentivo ao investimento produtivo no Brasil.
"Batemos o topo do nível do emprego. A tendência é de uma redução no quadro de pessoal das empresas, já que estamos produzindo a um ritmo mais baixo que o da crise de 2008", afirmou o industrial. As empresas trabalharam no mês passado com 81,8% da sua capacidade de produzir, ante 83,1% em idêntico período de 2010 e 86,2% em outubro de 2008. O faturamento de R$ 7,099 bilhões de outubro ficou 5,8% abaixo da receita apurada em setembro.
Embora tenha mostrado uma ligeira variação positiva de 0,1% no mês passado, o quadro de 263,7 mil pessoas empregadas nas indústrias de máquinas e equipamentos, também chamados de bens de capital, perde fôlego sistematicamente desde abril. Apesar de modesto, o crescimento da ocupação ainda reflete, conforme a Abimaq, o cumprimento dos contratos em andamento. "Corremos o risco de promover demissões e se o câmbio não mostrar valorização, as exportações vão cair ainda mais", disse Luiz Aubert Neto, ao justificar as previsões de que o desempenho do setor será pior neste último bimestre e no primeiro trimestre de 2012.
Além da redução das vendas externas da indústria, de 4,4% ante setembro, o grande problema para as empresas é preservar fatias do mercado interno. O balanço da Abimaq mostra que a China não está mais sozinha na estratégia de avançar sobre a clientela no Brasil. Fabricantes da Alemanha, Estados Unidos, Espanha, França e Inglaterra encontram no país uma alternativa para compensar a diminuição das vendas decorrente da crise financeira no Velho Continente e no mercado americano.
SALDO NEGATIVO - De janeiro a outubro, as importações cresceram 19,6%, quando somaram US$ 24,35 bilhões, representando um acréscimo de US$ 3,99 bilhões no período analisado dos últimos 13 meses. As máquinas e equipamentos importados deram um baile comparadas às exportações brasileiras de US$ 9,68 bilhões nos primeiros 10 meses do ano. Como resultado, o déficit da balança comercial do setor foi de US$ 14,66 bilhões, muito próximo da diferença a favor das importações (de US$ 15,73 bilhões) observada em todo o ano passado.
A Abimaq tem insistido junto ao governo federal para que sejam adotadas medidas de proteção à indústria nacional. Foram feitos seis pedidos de salvaguardas contra máquinas e equipamentos, mas nenhum deles foi atendido. A indústria quer medidas com validade para os próximos dois anos, de acordo com Luiz Aubert Neto. "Conversamos com o governo quase toda semana, mas a reação é de bicho-preguiça", atacou o industrial. As empresas querem a elevação do Imposto de Importação, desoneração da cadeia produtiva, redução dos encargos financeiros incidentes na compra de máquinas e equipamentos de origem nacional e medidas de incentivo ao investimento produtivo no Brasil.
Fonte: Estado de Minas
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