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Notícias
29
nov
2011
(AQUECIMENTO GLOBAL)
Pesquisadores fazem balanço de CO2 da floresta
Conhecer o real papel da Amazônia para o controle climático é chave para o país definir sua posição nas negociações internacionais e defender a competitividade das empresas brasileiras. A região captura mais carbono do que emite? Em busca de respostas, cientistas brasileiros esquadrinham a mata para medições em pontos estratégicos e estão perto de chegar a resultados conclusivos.
"Ao que tudo indica, a floresta tem sequestrado da atmosfera em média uma tonelada de carbono por hectare ao ano, o que, extrapolando para toda a Bacia Amazônica, significa 300 milhões de toneladas, superior às emissões totais brasileiras, de 250 milhões", revela o pesquisador Niro Higuchi, do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
O primeiro passo dos cientistas foi desenvolver um método preciso para saber quanto cada árvore acumula de carbono com base no diâmetro do tronco. Em seguida, a floresta no Estado do Amazonas foi dividida em parcelas com tamanho equivalente a um quarto de um campo de futebol, onde foram analisadas as árvores com mais de dez centímetros de diâmetro. O modelo é agora ampliado para os estoques de carbono de toda a Região Amazônica, mediante rastreamento com imagens de radar que identificam em detalhes a cobertura florestal.
"Como oportunidade de negócio e item de valor para a remuneração de quem conserva a natureza e seus serviços ambientais, o carbono precisa de medição específica e confiável, dentro de padrões aceitos internacionalmente", explica Higuchi.
Em paralelo, a pesquisadora Luciana Gatti, do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), em São Paulo, coordena operações que rastreiam a Amazônia com sobrevoos que medem a concentração e o fluxo de carbono no ar, entre 300 metros e 4,5 km da superfície da floresta. O objetivo é medir o dióxido de carbono, metano e outros gases, emitidos principalmente por desmatamento e queimadas. "Já sabemos que o lado Oeste da Amazônia absorve mais carbono do que emite, porque o crescimento florestal é maior", diz Gatti, adiantando resultados que estarão em breve em publicação científica. "Já não é verdade a tese normalmente aceita de que a floresta adulta é neutra na tarefa de capturar e emitir carbono".
"Ao que tudo indica, a floresta tem sequestrado da atmosfera em média uma tonelada de carbono por hectare ao ano, o que, extrapolando para toda a Bacia Amazônica, significa 300 milhões de toneladas, superior às emissões totais brasileiras, de 250 milhões", revela o pesquisador Niro Higuchi, do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
O primeiro passo dos cientistas foi desenvolver um método preciso para saber quanto cada árvore acumula de carbono com base no diâmetro do tronco. Em seguida, a floresta no Estado do Amazonas foi dividida em parcelas com tamanho equivalente a um quarto de um campo de futebol, onde foram analisadas as árvores com mais de dez centímetros de diâmetro. O modelo é agora ampliado para os estoques de carbono de toda a Região Amazônica, mediante rastreamento com imagens de radar que identificam em detalhes a cobertura florestal.
"Como oportunidade de negócio e item de valor para a remuneração de quem conserva a natureza e seus serviços ambientais, o carbono precisa de medição específica e confiável, dentro de padrões aceitos internacionalmente", explica Higuchi.
Em paralelo, a pesquisadora Luciana Gatti, do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), em São Paulo, coordena operações que rastreiam a Amazônia com sobrevoos que medem a concentração e o fluxo de carbono no ar, entre 300 metros e 4,5 km da superfície da floresta. O objetivo é medir o dióxido de carbono, metano e outros gases, emitidos principalmente por desmatamento e queimadas. "Já sabemos que o lado Oeste da Amazônia absorve mais carbono do que emite, porque o crescimento florestal é maior", diz Gatti, adiantando resultados que estarão em breve em publicação científica. "Já não é verdade a tese normalmente aceita de que a floresta adulta é neutra na tarefa de capturar e emitir carbono".
Fonte: Valor Econômico
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