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Notícias
25
nov
2011
(DESMATAMENTO)
Área florestal é desmatada em frente ao Sivam no Amazonas
Cem metros quadrados de uma Área de Proteção Ambiental (APA) em Manaus foram desmatados em frente ao Serviço de Vigilância da Amazônia (Sivam) no bairro Tarumã, zona Oeste da capital. Moradores do local denunciaram o crime na semana passada. Segundo os comunitários, a degradação era praticada por uma empresa geradora de energia.
Segundo o professor universitário José Ribamar Mitoso, o desmatamento destruiu matas ciliares e atingiu um dos únicos igarapés de água limpa da capital. O riacho nasce dentro do Aeroporto Eduardo Gomes, corre 12 quilômetros e termina na Cachoeira alta do Tarumã.
Mitoso contou que há três meses, os moradores conseguiram retirar uma fábrica de asfalto das proximidades da APA. “Nessas áreas pode até haver comércio, mas é proibido a instalação de fábricas de transformação de produto”, destacou o professor.
Placa de empresa proprietária está fixada em uma árvore da área desmatada. Foto: Eliena Monteiro/Portal Amazônia
Licenciamento
Fiscais do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) constaram o dano ambiental em visita à área no dia 16 de novembro. Após a vistoria, os agentes localizaram o responsável pelo desmatamento. Segundo o Ipaam, o empresário apresentou um licenciamento emitido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas). O IPAAM informou ao portalamazonica.com que prepara um relatório para enviar à Semmas para que a Secretaria se manifeste sobre o caso.
Agentes da Semmas também inspecionaram a área desmatada na semana passada. Segundo a assessoria da Secretaria, a empresa responsável pela obra foi multada. A Semmas informou ainda, que o local desmatado é de propriedade particular e localiza-se a aproximadamente a 800 metros da Área de Proteção Ambiental do Tarumã. O proprietário da empresa entrou com pedido de licenciamento para o empreendimento, mas a requisição ainda tramita na Secretaria. Enquanto não receber a autorização para construir, a empresa não pode trabalhar no local.
A reportagem entrou em contato com a empresa denunciada, mas a secretária informou que os gerentes estavam em atividades externas e não podiam responder.
Área
Em 2002, o Plano Diretor de Manaus definiu o Tarumã como área de expansão industrial. Em 2006, na gestão de Serafim Corrêa, a prefeitura municipal criou a Área de Preservação Ambiental e Cultural no bairro.
Segundo o professor Mitoso, a área possui mais de 500 espécies de fauna e flora não catalogadas. O pássaro bico-de-brasa, o gavião real e o Sauim-de-coleira estão entre os animais que habitam a APA.
A associação de moradores do Tarumã luta pelo tombamento da área em questão. Uma petição em favor do tombamento está no endereço eletrônico http://aguabrancaonline.blogspot.com/
Segundo o professor universitário José Ribamar Mitoso, o desmatamento destruiu matas ciliares e atingiu um dos únicos igarapés de água limpa da capital. O riacho nasce dentro do Aeroporto Eduardo Gomes, corre 12 quilômetros e termina na Cachoeira alta do Tarumã.
Mitoso contou que há três meses, os moradores conseguiram retirar uma fábrica de asfalto das proximidades da APA. “Nessas áreas pode até haver comércio, mas é proibido a instalação de fábricas de transformação de produto”, destacou o professor.
Placa de empresa proprietária está fixada em uma árvore da área desmatada. Foto: Eliena Monteiro/Portal Amazônia
Licenciamento
Fiscais do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) constaram o dano ambiental em visita à área no dia 16 de novembro. Após a vistoria, os agentes localizaram o responsável pelo desmatamento. Segundo o Ipaam, o empresário apresentou um licenciamento emitido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas). O IPAAM informou ao portalamazonica.com que prepara um relatório para enviar à Semmas para que a Secretaria se manifeste sobre o caso.
Agentes da Semmas também inspecionaram a área desmatada na semana passada. Segundo a assessoria da Secretaria, a empresa responsável pela obra foi multada. A Semmas informou ainda, que o local desmatado é de propriedade particular e localiza-se a aproximadamente a 800 metros da Área de Proteção Ambiental do Tarumã. O proprietário da empresa entrou com pedido de licenciamento para o empreendimento, mas a requisição ainda tramita na Secretaria. Enquanto não receber a autorização para construir, a empresa não pode trabalhar no local.
A reportagem entrou em contato com a empresa denunciada, mas a secretária informou que os gerentes estavam em atividades externas e não podiam responder.
Área
Em 2002, o Plano Diretor de Manaus definiu o Tarumã como área de expansão industrial. Em 2006, na gestão de Serafim Corrêa, a prefeitura municipal criou a Área de Preservação Ambiental e Cultural no bairro.
Segundo o professor Mitoso, a área possui mais de 500 espécies de fauna e flora não catalogadas. O pássaro bico-de-brasa, o gavião real e o Sauim-de-coleira estão entre os animais que habitam a APA.
A associação de moradores do Tarumã luta pelo tombamento da área em questão. Uma petição em favor do tombamento está no endereço eletrônico http://aguabrancaonline.blogspot.com/
Fonte: Eliena Monteiro - portalamazonia@redeamazonica.com.br
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