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Notícias
22
nov
2011
(GERAL)
Design que vem de fora
O consumidor brasileiro, que possui no cenário econômico uma razoável estabilidade, aproveita o momento de desvalorização do dólar para comprar mercadorias mais baratas, vindas de grandes centros que ditam tendências.
Esse fenômeno acontece não apenas com os desejados produtos eletrônicos. No carrinho de compras, entram também artigos de moda e design, como vestimentas, móveis e decoração.
Celaine Refosco, diretora do Orbitato – Instituto de Estudos em Arquitetura, Moda e Design –, conta que o Brasil sempre recebeu influências muito fortes da Europa. “Estes países, principalmente Itália e França, são grandes exportadores de design para o mundo”, afirma.
Por isso, os artigos vindos de lá viram sonho de consumo, apesar do preço alto. “Nem sempre estivemos nessa situação de câmbio favorável à compra de produtos importados. Mesmo hoje, as peças assinadas que vêm da Europa ou dos Estados Unidos, principalmente móveis e produtos de decoração, são caras. Pagamos não apenas pelo material de boa qualidade, mas pelo próprio conceito de design. O preço quadriplica só por ter o selo de qualidade italiano”, diz Eduardo Mendes, designer de interiores.
Para adaptar as tendências
As influências estrangeiras tendem a continuar, mas, segundo Celaine, com um pouco menos de intensidade. Recentemente, ela explica, houve uma inversão de posições. “Outros países, principalmente da América Latina, começaram a desenvolver tendências próprias, de acordo com suas experiências.”
Afinal, nem sempre o cinza do clima europeu vai ao encontro do colorido latino. “O Brasil e nossos países vizinhos têm cor, calor e um estereótipo de alegria e festa. Aqui, não faz aqui o frio do hemisfério norte. Não faz sentido o povo do Rio de Janeiro, por exemplo, vestir botas e pisar em tapetes de lã de carneiro. A influência funciona e é necessária para termos ideia do que acontece no mundo, o que está em alta e o que é possível adaptar para, assim, criarmos novidades. Não dá para sermos escravos da moda europeia ou americana”, afirma Mendes.
Novas influências
Celaine conta que a influência conta agora com novos focos. Segundo ela, os olhos estão se voltando para lugares antes ignorados, como o leste europeu e a Colômbia, que tem sido referência em projetos arquitetônicos.
O Brasil não fica de fora. O País, segundo ela, tem uma maneira particular de agir. Esse diferencial, que já é bastante conhecido na música, migra também para o design, revelando seu potencial de ditar tendências. “A Europa em crise está passando por uma sensação de ‘velho’. Há um cansaço deles em relação a eles mesmos. E aqui encontramos o oposto, temos vitalidade. O resto do mundo, então, tem olhado para o Brasil como mercado em potencial, há um interesse crescente pelo o que vivemos. O País tem feito descobertas importantes em sua produção, com novas ideias. Algumas dão certo, outras não, mas vamos tentando. À medida que nos identificamos com nosso jeito de ser e aumentamos nossa auto-estima, cresce nosso potencial de produtores de design próprio”, diz.
Mas, ainda estamos dando os primeiros passos. Celaine afirma que o Brasil ainda é amador e precisa de mais profissionalismo. Mendes concorda. “Estamos acostumados a receber tendências, a copiar a moda dos polos. Para podermos ser, de fato, exportadores de ideias, conceitos e design, precisamos amadurecer muito”, aponta o designer.
Com novos países entrando para a lista de exportadores mundiais de design, a tendência é a diversidade. “A perspectiva agora é termos muitas tendências. Para decorar um imóvel, o que estará em alta por um bom tempo será optar por um sofá italiano, um jogo de cama egípcio, um abajur espanhol, uma mesa de centro francesa, papéis de parede com toque indiano e, claro, mesa de bambu feita no Brasil. Até na moda e no design é preciso perder o preconceito e globalizar. A tendência é decorar com algo que agrade, tenha boa qualidade e seja acessível, independentemente de onde é feito”, afirma.
Negócio da moda
Pensando nos novos conceitos e na descentralização de influências, o empresário Luiz Camara Lopes descobriu um bom nicho de mercado: criou a Galatea, social commerce voltada para decoração e arquitetura. Trata-se de uma loja virtual que trabalha com a ideia de colaboração e interação nas redes sociais.
Lopes percebeu que o custo de produtos de decoração poderia ser reduzido a menos de um décimo do valor se fossem produzidos aqui. “Comecei a pensar em móveis legais que não durassem apenas seis meses, mas que também não tivessem um valor absurdo. Daí surgiu um projeto de comércio de ferramentas de produtos e vendas”, conta.
Em seu portal, designers de qualquer lugar do mundo podem divulgar seus projetos e os clientes têm acesso a diferentes tipos de móveis. O objetivo é promover mercadorias de qualidade por preços mais baixos do que nas lojas de varejo, para que cliente e fornecedor saiam ganhando. “Acredito que esse modelo de negócio tem tudo para dar certo, a ideia é internacionalizar o projeto, para termos uma cadeia de fornecedores em todo o mundo. Teremos produções locais com aspectos globais. Não é preciso importar peças de design da Europa se temos como produzir aqui”, afirma.
Esse fenômeno acontece não apenas com os desejados produtos eletrônicos. No carrinho de compras, entram também artigos de moda e design, como vestimentas, móveis e decoração.
Celaine Refosco, diretora do Orbitato – Instituto de Estudos em Arquitetura, Moda e Design –, conta que o Brasil sempre recebeu influências muito fortes da Europa. “Estes países, principalmente Itália e França, são grandes exportadores de design para o mundo”, afirma.
Por isso, os artigos vindos de lá viram sonho de consumo, apesar do preço alto. “Nem sempre estivemos nessa situação de câmbio favorável à compra de produtos importados. Mesmo hoje, as peças assinadas que vêm da Europa ou dos Estados Unidos, principalmente móveis e produtos de decoração, são caras. Pagamos não apenas pelo material de boa qualidade, mas pelo próprio conceito de design. O preço quadriplica só por ter o selo de qualidade italiano”, diz Eduardo Mendes, designer de interiores.
Para adaptar as tendências
As influências estrangeiras tendem a continuar, mas, segundo Celaine, com um pouco menos de intensidade. Recentemente, ela explica, houve uma inversão de posições. “Outros países, principalmente da América Latina, começaram a desenvolver tendências próprias, de acordo com suas experiências.”
Afinal, nem sempre o cinza do clima europeu vai ao encontro do colorido latino. “O Brasil e nossos países vizinhos têm cor, calor e um estereótipo de alegria e festa. Aqui, não faz aqui o frio do hemisfério norte. Não faz sentido o povo do Rio de Janeiro, por exemplo, vestir botas e pisar em tapetes de lã de carneiro. A influência funciona e é necessária para termos ideia do que acontece no mundo, o que está em alta e o que é possível adaptar para, assim, criarmos novidades. Não dá para sermos escravos da moda europeia ou americana”, afirma Mendes.
Novas influências
Celaine conta que a influência conta agora com novos focos. Segundo ela, os olhos estão se voltando para lugares antes ignorados, como o leste europeu e a Colômbia, que tem sido referência em projetos arquitetônicos.
O Brasil não fica de fora. O País, segundo ela, tem uma maneira particular de agir. Esse diferencial, que já é bastante conhecido na música, migra também para o design, revelando seu potencial de ditar tendências. “A Europa em crise está passando por uma sensação de ‘velho’. Há um cansaço deles em relação a eles mesmos. E aqui encontramos o oposto, temos vitalidade. O resto do mundo, então, tem olhado para o Brasil como mercado em potencial, há um interesse crescente pelo o que vivemos. O País tem feito descobertas importantes em sua produção, com novas ideias. Algumas dão certo, outras não, mas vamos tentando. À medida que nos identificamos com nosso jeito de ser e aumentamos nossa auto-estima, cresce nosso potencial de produtores de design próprio”, diz.
Mas, ainda estamos dando os primeiros passos. Celaine afirma que o Brasil ainda é amador e precisa de mais profissionalismo. Mendes concorda. “Estamos acostumados a receber tendências, a copiar a moda dos polos. Para podermos ser, de fato, exportadores de ideias, conceitos e design, precisamos amadurecer muito”, aponta o designer.
Com novos países entrando para a lista de exportadores mundiais de design, a tendência é a diversidade. “A perspectiva agora é termos muitas tendências. Para decorar um imóvel, o que estará em alta por um bom tempo será optar por um sofá italiano, um jogo de cama egípcio, um abajur espanhol, uma mesa de centro francesa, papéis de parede com toque indiano e, claro, mesa de bambu feita no Brasil. Até na moda e no design é preciso perder o preconceito e globalizar. A tendência é decorar com algo que agrade, tenha boa qualidade e seja acessível, independentemente de onde é feito”, afirma.
Negócio da moda
Pensando nos novos conceitos e na descentralização de influências, o empresário Luiz Camara Lopes descobriu um bom nicho de mercado: criou a Galatea, social commerce voltada para decoração e arquitetura. Trata-se de uma loja virtual que trabalha com a ideia de colaboração e interação nas redes sociais.
Lopes percebeu que o custo de produtos de decoração poderia ser reduzido a menos de um décimo do valor se fossem produzidos aqui. “Comecei a pensar em móveis legais que não durassem apenas seis meses, mas que também não tivessem um valor absurdo. Daí surgiu um projeto de comércio de ferramentas de produtos e vendas”, conta.
Em seu portal, designers de qualquer lugar do mundo podem divulgar seus projetos e os clientes têm acesso a diferentes tipos de móveis. O objetivo é promover mercadorias de qualidade por preços mais baixos do que nas lojas de varejo, para que cliente e fornecedor saiam ganhando. “Acredito que esse modelo de negócio tem tudo para dar certo, a ideia é internacionalizar o projeto, para termos uma cadeia de fornecedores em todo o mundo. Teremos produções locais com aspectos globais. Não é preciso importar peças de design da Europa se temos como produzir aqui”, afirma.
Fonte: Ógui - Terra
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