Voltar
Notícias
21
nov
2011
(BIOENERGIA)
Madeira é a quarta fonte de energia no Brasil, diz pesquisador
O Fórum Brasileiro de Biomassa Florestal, que aconteceu na cidade de Lages, em Santa Catarina, discutiu as perspectivas técnicas e de comercialização desse setor, mostrando novidades e tendências de demandas para o uso de biomassa florestal e as alternativas para viabilização dos projetos.
O primeiro tema discutido no fórum foi "Florestas energéticas: gestão e potencial de aproveitamento", com o pesquisador da Esalq-USP, José Otávio Brito.
Segundo o pesquisador, as florestas energéticas são plantações florestais industriais cultivadas com o objetivo de servirem como insumo para a produção de energia. Ele garantiu que as espécies mais cultivadas são eucaliptos e Bracatingas, na substituição de madeira nativa.
Brito apontou que em todo o mundo, cerca de 3 bilhões de pessoas utilizam as florestas nativas como fonte de energia. O Brasil ocupa a terceira posição nesse ranking, atrás apenas de Índia e China. No país, a madeira é a quarta fonte energética, depois do petróleo, cana de açúcar e hídrica. E existe na avaliação do professor, “potencial incrível” para aumentar sua utilização, como fonte natural renovável. “Apesar disso, a madeira é a única que nunca teve, por parte do governo, um plano estratégico de utilização. Nunca houve apoio formal”, disse Brito.
Em 2009, 62% do consumo de madeira no Brasil foi destinado à produção de energia, a maior parte como carvão vegetal, cuja produção mundial é liderada pelo país. “A vocação da aplicação do carvão é a siderurgia. Tanto assim, que seu valor está atrelado ao do ferro-gusa”, comentou Brito, referindo-se ao que o setor convencionou chamar de “aço verde”.
O professor da Esalq também falou sobre um “desafio a ser superado” pelo setor, que é ampliar a utilização de madeira proveniente da silvicultura, que responde por 51% do total – 49% ainda vem do extrativismo. Ele explicou que existem várias as explicações para isso. “Ainda é comum, dentro do próprio setor florestal/madeireiro, a preferência por usar a madeira ‘para fins mais nobres’ do que produzir lenha ou carvão vegetal”, afirmou.
Para o professor, no momento em que o mundo inteiro clama por novas fontes, nada poderia ser mais nobre e atual, do que conduzir processos com energia limpa e renovável, vinda da biomassa florestal, numa enorme gama de possibilidades, que vai da simples geração de calor, até a produção de carvão vegetal para siderurgia, visando à obtenção do chamado aço verde. "É necessária uma política pública que estimule o uso da madeira, em diferentes formas, para gerar energia", falou.
Na sequência o tema tratado foi "Pré-Tramento da biomassa florestal para geração de energia". A professora da Universidade do Estado de Santa Catarina, Martha Andréia Brand, mostrou os locais com potencial de produção de biomassa (florestas nativas, plantadas e indústria) e os aspectos relativos à viabilidade de uso da biomassa de cada fonte. As formas de obtenção de energia a partir da biomassa florestal foi outro aspecto abordado pela palestrante.
Segundo a professora, o estudo da estocagem da biomassa florestal para fins energéticos vem sendo realizado há pouco mais de 20 anos em países europeus. Na Alemanha, Finlândia, Suécia, Dinamarca e Escandinávia, as pesquisas têm sido direcionadas para a estocagem de resíduos florestais como galhos e copas de árvores na floresta ou na indústria, como obtidos nos processos silviculturais, ou na forma de cavacos.
A estocagem e o pré-tratamento da biomassa florestal vêm surgindo, no país, como alternativa para controlar a qualidade desta fonte energética. "É possível, através da análise das propriedades físicas e químicas da biomassa determinar o nível de influência da estocagem sobre sua qualidade energética em diferentes tempos de armazenamento, épocas de colheita e de estocagem e tamanho e forma do material submetido a este pré-tratamento, aumentando assim suas vantagens competitivas e minimizando suas desvantagens frente às outras fontes", disse.
O Fórum Brasileiro de Biomassa Florestal terminou com os temas Produção de Combustíveis Verdes de Biomassa, Custos de Geração de Energia e Vapor, Alternativas para Colheita Florestal, com foco na produção de Biomassa e Concepção e Gerenciamento de Projeto de Bioenergia.
O primeiro tema discutido no fórum foi "Florestas energéticas: gestão e potencial de aproveitamento", com o pesquisador da Esalq-USP, José Otávio Brito.
Segundo o pesquisador, as florestas energéticas são plantações florestais industriais cultivadas com o objetivo de servirem como insumo para a produção de energia. Ele garantiu que as espécies mais cultivadas são eucaliptos e Bracatingas, na substituição de madeira nativa.
Brito apontou que em todo o mundo, cerca de 3 bilhões de pessoas utilizam as florestas nativas como fonte de energia. O Brasil ocupa a terceira posição nesse ranking, atrás apenas de Índia e China. No país, a madeira é a quarta fonte energética, depois do petróleo, cana de açúcar e hídrica. E existe na avaliação do professor, “potencial incrível” para aumentar sua utilização, como fonte natural renovável. “Apesar disso, a madeira é a única que nunca teve, por parte do governo, um plano estratégico de utilização. Nunca houve apoio formal”, disse Brito.
Em 2009, 62% do consumo de madeira no Brasil foi destinado à produção de energia, a maior parte como carvão vegetal, cuja produção mundial é liderada pelo país. “A vocação da aplicação do carvão é a siderurgia. Tanto assim, que seu valor está atrelado ao do ferro-gusa”, comentou Brito, referindo-se ao que o setor convencionou chamar de “aço verde”.
O professor da Esalq também falou sobre um “desafio a ser superado” pelo setor, que é ampliar a utilização de madeira proveniente da silvicultura, que responde por 51% do total – 49% ainda vem do extrativismo. Ele explicou que existem várias as explicações para isso. “Ainda é comum, dentro do próprio setor florestal/madeireiro, a preferência por usar a madeira ‘para fins mais nobres’ do que produzir lenha ou carvão vegetal”, afirmou.
Para o professor, no momento em que o mundo inteiro clama por novas fontes, nada poderia ser mais nobre e atual, do que conduzir processos com energia limpa e renovável, vinda da biomassa florestal, numa enorme gama de possibilidades, que vai da simples geração de calor, até a produção de carvão vegetal para siderurgia, visando à obtenção do chamado aço verde. "É necessária uma política pública que estimule o uso da madeira, em diferentes formas, para gerar energia", falou.
Na sequência o tema tratado foi "Pré-Tramento da biomassa florestal para geração de energia". A professora da Universidade do Estado de Santa Catarina, Martha Andréia Brand, mostrou os locais com potencial de produção de biomassa (florestas nativas, plantadas e indústria) e os aspectos relativos à viabilidade de uso da biomassa de cada fonte. As formas de obtenção de energia a partir da biomassa florestal foi outro aspecto abordado pela palestrante.
Segundo a professora, o estudo da estocagem da biomassa florestal para fins energéticos vem sendo realizado há pouco mais de 20 anos em países europeus. Na Alemanha, Finlândia, Suécia, Dinamarca e Escandinávia, as pesquisas têm sido direcionadas para a estocagem de resíduos florestais como galhos e copas de árvores na floresta ou na indústria, como obtidos nos processos silviculturais, ou na forma de cavacos.
A estocagem e o pré-tratamento da biomassa florestal vêm surgindo, no país, como alternativa para controlar a qualidade desta fonte energética. "É possível, através da análise das propriedades físicas e químicas da biomassa determinar o nível de influência da estocagem sobre sua qualidade energética em diferentes tempos de armazenamento, épocas de colheita e de estocagem e tamanho e forma do material submetido a este pré-tratamento, aumentando assim suas vantagens competitivas e minimizando suas desvantagens frente às outras fontes", disse.
O Fórum Brasileiro de Biomassa Florestal terminou com os temas Produção de Combustíveis Verdes de Biomassa, Custos de Geração de Energia e Vapor, Alternativas para Colheita Florestal, com foco na produção de Biomassa e Concepção e Gerenciamento de Projeto de Bioenergia.
Fonte: CeluloseOnline
Notícias em destaque
Esse homem uniu 4 contêineres marítimos para construir uma linda casa de 43 metros quadrados com terraço
Esse projeto impressionante prova que é possível erguer uma residência de alto padrão utilizando apenas quatro...
(GERAL)
Webinar da WMCO explorará mercados e recursos alternativos para exportação de produtos de madeira.
O Cluster de Fabricação de Madeira de Ontário apresentará um webinar intitulado “Mercados e Recursos...
(EVENTOS)
Só marretadas e encaixes “macho e fêmea”, nada de pregos ou fixadores metálicos
Só marretadas e encaixes “macho e fêmea”, nada de pregos ou fixadores metálicos: como são feitas as casas...
(CONSTRUÇÃO CIVIL)
Pará pode aumentar exportações em até 50 por cento com novas rotas para o Pacífico, indicam economistas
Infraestrutura logística inédita deve reduzir custos, acelerar o acesso ao mercado asiático e impulsionar setores como...
(MERCADO)
Pinheiro-americano ameaça biodiversidade e recursos hídricos na Serra do Cipó
Pesquisadores da UFMG alertam para o avanço de espécie invasora que aumenta risco de incêndios e prejudica a...
(GERAL)
Com estrutura totalmente de madeira encaixada, ponte histórica atravessa um rio sem usar aço, concreto, pregos ou qualquer argamassa
Com estrutura totalmente de madeira encaixada, cinco arcos consecutivos e quase 200 metros de extensão, esta ponte histórica...
(MADEIRA E PRODUTOS)














