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Notícias
09
nov
2011
(MADEIRA E PRODUTOS)
Serviços Florestais do Brasil e dos EUA buscam cooperação em identificação de madeira
Os laboratórios de produtos florestais do Serviço Florestal Brasileiro (LPF/SFB) e do Serviço Florestal Norte-Americano (FPL/USFS), um dos mais respeitados da área, poderão realizar parcerias em estudos voltados à identificação de madeira, que podem ter aplicação na fiscalização do transporte ilegal do produto.
As pesquisadoras do SFB Vera Coradin e Tereza Pastore visitaram o FPL/USFS para apresentar projetos desenvolvidos no país e conhecer aqueles realizados pela instituição dos EUA para avaliar interesses comuns e possíveis cooperações.
“O intercâmbio entre os dois laboratórios existe desde a criação do LPF. No momento, temos bastante interesse em executar alguns projetos de pesquisas em cooperação com o FPL para tentarmos resolver alguns casos muito difíceis de identificação de madeira como acontece com as espécies do gênero Dalbergia – da qual faz parte o Jacarandá da Bahia, por exemplo –, usando tecnologia de Espectroscopia de Infravermelho Próximo (NIRS)” relata Tereza.
O Laboratório de Produtos Florestais (LPF) do SFB é pioneiro em pesquisas com uso de luz infravermelha para diferenciar espécies de madeira tropicais. Com este método, o LPF realizou pesquisa para distinguir o mogno, que está ameaçado de extinção, de outras três espécies bastante parecidas. O estudo, coordenado por Tereza Pastore, foi o primeiro com madeira tropical a ser publicado em uma revista científica internacional.
O LPF também desenvolveu uma chave eletrônica interativa para identificação de madeiras com informações de 157 espécies comerciais do Brasil, principalmente da Amazônia. O programa, elaborado sob coordenação de Vera Coradin, já foi utilizado em cursos para agentes do Ibama e da Polícia Federal e vem sendo usado como material didático em cursos de graduação do país.
Já o laboratório de Produtos Florestais dos EUA possui expertise em fluorescência de madeiras, propriedade que, somada a outras, aumenta a quantidade de elementos disponíveis para analisar espécies de madeiras. A instituição norte-americana tem ainda a maior coleção de madeiras (xiloteca) do mundo, material que serve de referência para pesquisas na área.
A identificação da madeira é uma das principais ferramentas para coibir o comércio ilegal do produto. Fraudes comuns consistem em transportar uma espécie não autorizada ou proibida de corte como se fosse outra madeira sem qualquer restrição.
Estima-se que 10% das importações norte-americanas de produtos florestais sejam derivadas de material com “alto risco” de origem ilegal. No esforço por combater o comércio ilegal, pesquisadores de várias partes do globo buscam novas formas de identificar madeira que se complementem, inclusive com análises químicas como a espectroscopia de infravermelho próximo e até de DNA.
Jardim Botânico de NY
A agenda da viagem de duas semanas das pesquisadoras do SFB aos EUA inclui também atividades com o Jardim Botânico de Nova York. Nesta visita, as pesquisadoras farão contatos com taxonomistas da instituição.
Contato para a Imprensa
Assessoria de Comunicação do Serviço Florestal Brasileiro
(61) 2028-7130/ 7293/ 7277/ 7125
comunicacao@florestal.gov.br
As pesquisadoras do SFB Vera Coradin e Tereza Pastore visitaram o FPL/USFS para apresentar projetos desenvolvidos no país e conhecer aqueles realizados pela instituição dos EUA para avaliar interesses comuns e possíveis cooperações.
“O intercâmbio entre os dois laboratórios existe desde a criação do LPF. No momento, temos bastante interesse em executar alguns projetos de pesquisas em cooperação com o FPL para tentarmos resolver alguns casos muito difíceis de identificação de madeira como acontece com as espécies do gênero Dalbergia – da qual faz parte o Jacarandá da Bahia, por exemplo –, usando tecnologia de Espectroscopia de Infravermelho Próximo (NIRS)” relata Tereza.
O Laboratório de Produtos Florestais (LPF) do SFB é pioneiro em pesquisas com uso de luz infravermelha para diferenciar espécies de madeira tropicais. Com este método, o LPF realizou pesquisa para distinguir o mogno, que está ameaçado de extinção, de outras três espécies bastante parecidas. O estudo, coordenado por Tereza Pastore, foi o primeiro com madeira tropical a ser publicado em uma revista científica internacional.
O LPF também desenvolveu uma chave eletrônica interativa para identificação de madeiras com informações de 157 espécies comerciais do Brasil, principalmente da Amazônia. O programa, elaborado sob coordenação de Vera Coradin, já foi utilizado em cursos para agentes do Ibama e da Polícia Federal e vem sendo usado como material didático em cursos de graduação do país.
Já o laboratório de Produtos Florestais dos EUA possui expertise em fluorescência de madeiras, propriedade que, somada a outras, aumenta a quantidade de elementos disponíveis para analisar espécies de madeiras. A instituição norte-americana tem ainda a maior coleção de madeiras (xiloteca) do mundo, material que serve de referência para pesquisas na área.
A identificação da madeira é uma das principais ferramentas para coibir o comércio ilegal do produto. Fraudes comuns consistem em transportar uma espécie não autorizada ou proibida de corte como se fosse outra madeira sem qualquer restrição.
Estima-se que 10% das importações norte-americanas de produtos florestais sejam derivadas de material com “alto risco” de origem ilegal. No esforço por combater o comércio ilegal, pesquisadores de várias partes do globo buscam novas formas de identificar madeira que se complementem, inclusive com análises químicas como a espectroscopia de infravermelho próximo e até de DNA.
Jardim Botânico de NY
A agenda da viagem de duas semanas das pesquisadoras do SFB aos EUA inclui também atividades com o Jardim Botânico de Nova York. Nesta visita, as pesquisadoras farão contatos com taxonomistas da instituição.
Contato para a Imprensa
Assessoria de Comunicação do Serviço Florestal Brasileiro
(61) 2028-7130/ 7293/ 7277/ 7125
comunicacao@florestal.gov.br
Fonte: Florestal.gov
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