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Notícias
04
nov
2011
(GERAL)
Produtores defendem qualidade do açaí
“Todo ano é essa mesma história. As pessoas comem centenas de alimentos, adoecem e põem a culpa no açaí”. A afirmação é de Jamina Pantoja, que há 30 anos trabalha na coleta do fruto e garante: nunca ficou doente por causa dele. “Minha filha e meu esposo só almoçam e jantam se tiver açaí e nenhum dos meus vizinhos pegou o mal de Chagas. Por isso, tenho certeza que aqui não tem nada de errado. Utilizamos água potável, limpamos todos os objetos usados. Tanto que temos nossos compradores fiéis há anos. Se tivesse contaminado nós seríamos os primeiros a adoecer”, comentou.
Jamina é uma dos milhares de habitantes que vivem nas ilhas que circundam a cidade de Belém, onde longas palmeiras de açaí se espalham entre residências e comunidades. São esses espaços ribeirinhos que respondem pela maior parte do abastecimento do açaí no município. Moradora da comunidade Beira Rio, na ilha do Combu, situada na margem esquerda do rio Guamá com área aproximada de 15 mil km², ela descarta a hipótese de que a contaminação do açaí ocorra no manejo da colheita. “A gente já deposita direto no paneiro, tira os frutos verdes e secos, fecha e comercializa no mesmo dia”, explica.
Para comprovar que o açaí feito na casa dela é de qualidade, Jamina fez questão de reproduzir o processo. Pegou um recipiente cheio do fruto, escaldou na água quente, depois na fria, trocou de recipiente, lavou novamente e colocou-o na máquina. Depois serviu aos visitantes.
COMUNIDADES
Adentrando a ilha, outras comunidades também criticam a ideia de que muitos produtores não têm cuidado com o manejo do produto. “É até bom que venham aqui pra perceberem que fazemos tudo com higiene”, afirmou José Ribamar, se referindo ao anúncio de que domingo aproximadamente 160 agentes irão às ilhas de Combu e do Papagaio conversar e instruir os 1.500 moradores do local.
“Todo mundo sabe que o mais arriscado de contaminação é no armazenamento, porque às vezes misturam com outros alimentos ou guardam em local sujo”, opina.
De fato, o próprio secretário de Agricultura do Estado, Hildegardo Nunes, que coordena os trabalhos do Programa de Qualidade do Açaí, afirmou há uma semana que o maior número de casos está nos municípios de maior densidade demográfica e na capital. Ou seja, a contaminação do fruto poderia estar ocorrendo no transporte e no ponto de venda, onde o “vinho” é extraído.
É o que acha também Gilberto Galvão, consumidor fiel de um ponto de açaí no bairro da Pedreira. “Sei que as mortes não foram inventadas e é dever de todo cidadão se prevenir como der, mas eu sempre me pergunto por que só o açaí daqui faz mal e o exportado nunca deixou ninguém doente?”, questiona o professor.
AÇÃO NO COMBU
Segundo a Sespa, a pesquisa no Combu foi agendada antes de Belém apresentar o surto da doença de Chagas. A pesquisa na ilha será desenvolvida em dois subperíodos e com as seguintes atividades: de 6 a 11 de novembro serão realizados inquérito humano em toda população da Ilha do Combu e Ilha do Papagaio, abrangendo georreferenciamento das casas da comunidade; levantamento do substrato vegetal; aplicação de questionário socioeconômico-cultural-étnico e distribuição de hipoclorito.
De 12 a 18 serão acrescidas outras atividades: palestras sobre boas práticas de manipulação de alimentos; inquérito de barbeiros e inquérito ambiental.
Jamina é uma dos milhares de habitantes que vivem nas ilhas que circundam a cidade de Belém, onde longas palmeiras de açaí se espalham entre residências e comunidades. São esses espaços ribeirinhos que respondem pela maior parte do abastecimento do açaí no município. Moradora da comunidade Beira Rio, na ilha do Combu, situada na margem esquerda do rio Guamá com área aproximada de 15 mil km², ela descarta a hipótese de que a contaminação do açaí ocorra no manejo da colheita. “A gente já deposita direto no paneiro, tira os frutos verdes e secos, fecha e comercializa no mesmo dia”, explica.
Para comprovar que o açaí feito na casa dela é de qualidade, Jamina fez questão de reproduzir o processo. Pegou um recipiente cheio do fruto, escaldou na água quente, depois na fria, trocou de recipiente, lavou novamente e colocou-o na máquina. Depois serviu aos visitantes.
COMUNIDADES
Adentrando a ilha, outras comunidades também criticam a ideia de que muitos produtores não têm cuidado com o manejo do produto. “É até bom que venham aqui pra perceberem que fazemos tudo com higiene”, afirmou José Ribamar, se referindo ao anúncio de que domingo aproximadamente 160 agentes irão às ilhas de Combu e do Papagaio conversar e instruir os 1.500 moradores do local.
“Todo mundo sabe que o mais arriscado de contaminação é no armazenamento, porque às vezes misturam com outros alimentos ou guardam em local sujo”, opina.
De fato, o próprio secretário de Agricultura do Estado, Hildegardo Nunes, que coordena os trabalhos do Programa de Qualidade do Açaí, afirmou há uma semana que o maior número de casos está nos municípios de maior densidade demográfica e na capital. Ou seja, a contaminação do fruto poderia estar ocorrendo no transporte e no ponto de venda, onde o “vinho” é extraído.
É o que acha também Gilberto Galvão, consumidor fiel de um ponto de açaí no bairro da Pedreira. “Sei que as mortes não foram inventadas e é dever de todo cidadão se prevenir como der, mas eu sempre me pergunto por que só o açaí daqui faz mal e o exportado nunca deixou ninguém doente?”, questiona o professor.
AÇÃO NO COMBU
Segundo a Sespa, a pesquisa no Combu foi agendada antes de Belém apresentar o surto da doença de Chagas. A pesquisa na ilha será desenvolvida em dois subperíodos e com as seguintes atividades: de 6 a 11 de novembro serão realizados inquérito humano em toda população da Ilha do Combu e Ilha do Papagaio, abrangendo georreferenciamento das casas da comunidade; levantamento do substrato vegetal; aplicação de questionário socioeconômico-cultural-étnico e distribuição de hipoclorito.
De 12 a 18 serão acrescidas outras atividades: palestras sobre boas práticas de manipulação de alimentos; inquérito de barbeiros e inquérito ambiental.
Fonte: Diário do Pará
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