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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Estudo mostra que floresta absorve gás carbônico das queimadas
As queimadas que se darão na floresta Amazônica, a partir de agosto, podem promover um cenário mais crítico do que em outros anos. A previsão é do pesquisador da USP - Universidade de São Paulo e coordenador da III Conferência Científica do LBA, Paulo Artaxo.
O evento teve início nesta terça-feira (27) em Brasília (DF) e vai até quinta-feira (29). Nele, 800 dos 1.500 pesquisadores do programa LBA apresentam seus trabalhos sobre mudanças no uso do solo, ciclo de carbono, hidrologia, mudanças climáticas, desmatamento e queimadas. Sigla para Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia, o LBA é desenvolvido há seis anos por cientistas brasileiros e estrangeiros.
O ar está mais seco na Amazônia devido à falta de chuvas, e isso poderá potencializar o efeito das queimadas. E a queima da floresta resulta na emissão de gás carbônico. Segundo Artaxo, as queimadas na Amazônia são responsáveis pela emissão de 800 milhões de toneladas de gás carbônico a cada ano.
Estudos conduzidos no âmbito do LBA provam, no entanto, que a floresta mais absorve carbono do que emite. O carbono está presente nos principais gases responsáveis pelo efeito estufa e, conseqüentemente, pelo aquecimento global. O dióxido de carbono é liberado não só em queimadas, mas também na queima de combustíveis fósseis (como a gasolina, por exemplo) e na atividade industrial. "A absorção de carbono pelo restante da floresta contrabalança esta emissão", afirmou Artaxo. O pesquisador alertou para o fato de que ainda assim é necessário conduzir políticas públicas de controle das queimadas.
Agricultores e pecuaristas iniciam o processo de queimada, a partir de agosto até outubro, época de seca na região amazônica. A atividade se concentra ao longo do chamado Arco do Desmatamento, que inclui de leste a oeste os estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia. Queimadas e desmatamento são eventos associados. A floresta sofre o corte em maio e, depois que a umidade dos restos vegetais evapora, é que os produtores promovem a queima. "É necessário controlar essas atividades porque há outros efeitos péssimos como a perda da biodiversidade e a erosão", observou o pesquisador.
Artaxo lembrou ainda que nos últimos cinco anos, o desmatamento tem atingido cerca de 20 mil km² anualmente. Para ele, o desmatamento tem que ser reduzido drasticamente se ainda se pretende manter a importância da Amazônia como sorvedouro de gás carbônico, juntamente com toda sua diversidade biológica. "Há casos em que a queimada não é tão prejudicial, como para plantar pastagem. O pasto cresce no ano seguinte e também ajuda a absorver carbono. Mas não é possível continuar com os atuais níveis de desmatamento e com as queimadas evitáveis", disse.
Fonte: Agência Brasil – 28/07/2004
O evento teve início nesta terça-feira (27) em Brasília (DF) e vai até quinta-feira (29). Nele, 800 dos 1.500 pesquisadores do programa LBA apresentam seus trabalhos sobre mudanças no uso do solo, ciclo de carbono, hidrologia, mudanças climáticas, desmatamento e queimadas. Sigla para Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia, o LBA é desenvolvido há seis anos por cientistas brasileiros e estrangeiros.
O ar está mais seco na Amazônia devido à falta de chuvas, e isso poderá potencializar o efeito das queimadas. E a queima da floresta resulta na emissão de gás carbônico. Segundo Artaxo, as queimadas na Amazônia são responsáveis pela emissão de 800 milhões de toneladas de gás carbônico a cada ano.
Estudos conduzidos no âmbito do LBA provam, no entanto, que a floresta mais absorve carbono do que emite. O carbono está presente nos principais gases responsáveis pelo efeito estufa e, conseqüentemente, pelo aquecimento global. O dióxido de carbono é liberado não só em queimadas, mas também na queima de combustíveis fósseis (como a gasolina, por exemplo) e na atividade industrial. "A absorção de carbono pelo restante da floresta contrabalança esta emissão", afirmou Artaxo. O pesquisador alertou para o fato de que ainda assim é necessário conduzir políticas públicas de controle das queimadas.
Agricultores e pecuaristas iniciam o processo de queimada, a partir de agosto até outubro, época de seca na região amazônica. A atividade se concentra ao longo do chamado Arco do Desmatamento, que inclui de leste a oeste os estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia. Queimadas e desmatamento são eventos associados. A floresta sofre o corte em maio e, depois que a umidade dos restos vegetais evapora, é que os produtores promovem a queima. "É necessário controlar essas atividades porque há outros efeitos péssimos como a perda da biodiversidade e a erosão", observou o pesquisador.
Artaxo lembrou ainda que nos últimos cinco anos, o desmatamento tem atingido cerca de 20 mil km² anualmente. Para ele, o desmatamento tem que ser reduzido drasticamente se ainda se pretende manter a importância da Amazônia como sorvedouro de gás carbônico, juntamente com toda sua diversidade biológica. "Há casos em que a queimada não é tão prejudicial, como para plantar pastagem. O pasto cresce no ano seguinte e também ajuda a absorver carbono. Mas não é possível continuar com os atuais níveis de desmatamento e com as queimadas evitáveis", disse.
Fonte: Agência Brasil – 28/07/2004
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