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Notícias
18
out
2011
(COMÉRCIO EXTERIOR)
Exportação de madeira reduzem 27% em Mato Grosso
Extração de madeira em Mato Grosso rendeu 1,045 milhão de toneladas até agosto, segundo levantamento do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Mato Grosso (Cipem). Deste volume foram exportadas 65,191 mil toneladas (6,23%), no período entre janeiro e setembro deste ano. Quantidade é 27% inferior ao volume de embarques do último ano, quando foram comercializadas 89,190 mil toneladas no mesmo período, com o mercado internacional.
Além da redução das exportações, alguns setores da indústria mato-grossense têm importado madeira - principalmente modulados - dos estados do Sul e Sudeste. Apesar da quantidade adquirida não ser contabilizada com exatidão, representantes do setor garantem que o volume trazido de outros estados brasileiros tem aumentado a cada ano. Presidente do Cipem, João Carlos Baldasso, afirma que as indústrias locais estão “fazendo o caminho inverso” e, ao invés de usar madeira do próprio Estado, têm importado madeira de reflorestamento do Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.
Aquisição de produtos da base florestal têm aumentado, complementa diretor-executivo do Cipem, Álvaro Fernando Cícero Leite, para aplicação na indústria moveleira e na construção civil. “São muito utilizados o MDF e OSB (painéis de fibra de madeira), sendo que as placas de compensado e lâminas retraíram muito”. Tendência é que o consumo desses produtos continue evoluindo, comprometendo ainda mais a indústria madeireira local, avalia o diretor.
Presidente do Sindicato das Indústrias Moveleiras de Mato Grosso (Sindimóvel), Gilmar Milan, explica que a aquisição de matéria-prima de outros estados para fabricação de móveis começou diante da dificuldade do setor madeireiro em subsidiar regularmente a demanda do setor, agravada nos últimos 5 anos, após a deflagração da Operação Curupira, em 2005. “A inoperância de algumas serrarias e demora para regularizar manejos florestais atrapalham”.
Por isso, diz Milan, muitos empresários da indústria moveleira sentem mais segurança em comprar de outros estados. Problema é que essa opção encarece o custo de produção em média 15%, reduzindo a competitividade da indústria local. “Atrapalha nas vendas das empresas locais, porque não temos como equiparar com os preços de uma grande indústria de móveis”.
Em todo Estado, segmento moveleiro agrega 880 indústrias. Dos produtos da base florestal, o menor volume neste ano foi reservado para suprir demanda estadual (16,66%). O restante se divide entre vendas para outros estados brasileiros (62,66%) e países (20,73%), segundo o Cipem. Produto é vendido, majoritariamente, na forma de madeira serrada e beneficiada, sendo as 5 espécies mais procuradas o cambará, cedrinho, garapeira, amescla e itaúba.
Além da redução das exportações, alguns setores da indústria mato-grossense têm importado madeira - principalmente modulados - dos estados do Sul e Sudeste. Apesar da quantidade adquirida não ser contabilizada com exatidão, representantes do setor garantem que o volume trazido de outros estados brasileiros tem aumentado a cada ano. Presidente do Cipem, João Carlos Baldasso, afirma que as indústrias locais estão “fazendo o caminho inverso” e, ao invés de usar madeira do próprio Estado, têm importado madeira de reflorestamento do Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.
Aquisição de produtos da base florestal têm aumentado, complementa diretor-executivo do Cipem, Álvaro Fernando Cícero Leite, para aplicação na indústria moveleira e na construção civil. “São muito utilizados o MDF e OSB (painéis de fibra de madeira), sendo que as placas de compensado e lâminas retraíram muito”. Tendência é que o consumo desses produtos continue evoluindo, comprometendo ainda mais a indústria madeireira local, avalia o diretor.
Presidente do Sindicato das Indústrias Moveleiras de Mato Grosso (Sindimóvel), Gilmar Milan, explica que a aquisição de matéria-prima de outros estados para fabricação de móveis começou diante da dificuldade do setor madeireiro em subsidiar regularmente a demanda do setor, agravada nos últimos 5 anos, após a deflagração da Operação Curupira, em 2005. “A inoperância de algumas serrarias e demora para regularizar manejos florestais atrapalham”.
Por isso, diz Milan, muitos empresários da indústria moveleira sentem mais segurança em comprar de outros estados. Problema é que essa opção encarece o custo de produção em média 15%, reduzindo a competitividade da indústria local. “Atrapalha nas vendas das empresas locais, porque não temos como equiparar com os preços de uma grande indústria de móveis”.
Em todo Estado, segmento moveleiro agrega 880 indústrias. Dos produtos da base florestal, o menor volume neste ano foi reservado para suprir demanda estadual (16,66%). O restante se divide entre vendas para outros estados brasileiros (62,66%) e países (20,73%), segundo o Cipem. Produto é vendido, majoritariamente, na forma de madeira serrada e beneficiada, sendo as 5 espécies mais procuradas o cambará, cedrinho, garapeira, amescla e itaúba.
Fonte: A Gazeta
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