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Notícias
13
out
2011
(GERAL)
Seca na Amazônia emitiu 1,8 bi de toneladas de CO2
Não é novidade que o desmatamento é um dos principais problemas da floresta amazônica e é o maior causador de emissões de gases do efeito estufa (GEEs) do Brasil. Mas um novo estudo da NASA indica que a seca de 2010 na região também liberou grandes quantidades de CO2 para a atmosfera, ultrapassando o total de emissões do desmatamento no mesmo período. E caso haja um aumento na emissão de carbono no local, cientistas prevêem que o ecossistema pode entrar em colapso até o final do século.
A pesquisa, intitulada Changes in the carbon cycle of Amazon ecosystems during the 2010 drought (Mudanças no ciclo de carbono dos ecossistemas amazônicos durante a seca de 2010), analisou os impactos da seca ocorrida na floresta entre julho e setembro de 2010, considerada a mais severa já registrada, através da utilização do sistema de sensoriamento remoto por satélite da NASA e de um modelo de simulação do ciclo de carbono.
Os resultados sugerem que a produção primária líquida em muitas áreas da floresta amazônica foi reduzida em cerca de 7% em 2010 em comparação com os níveis de 2008. Segundo o artigo, isso representa uma perda de sequestro de aproximadamente 0,5 petagramas de carbono (PgC), ou 500 milhões de toneladas de carbono (1,8 bilhões de toneladas de CO2).
Alguns pesquisadores afirmam que essa emissão ultrapassa o total de carbono liberado pelo desmatamento ocorrido na região durante o mesmo período, ou mesmo a quantidade de emissões anuais da Índia. De acordo com a análise, o maior índice de perda de carbono por ecossistema foi registrado nas áreas de floresta fechada da bacia do rio Amazonas.
Na pesquisa, os cientistas só consideraram a perda de absorção de CO2 pela vegetação causada por estresse hídrico, incluindo a decomposição do solo e da madeira morta em áreas de florestas regularmente inundadas que ficaram ressecadas devido à perda de água. Os cálculos do estudo não incluíram emissões de incêndios associados à seca.
No entanto, os autores do artigo declararam que algumas das perdas podem ser compensadas pelo aumento do crescimento das plantas com a recuperação das condições naturais. Alguns estudos mostraram a volta da situação normal após a seca de 2005, que havia sido a mais severa até então.
Outros pesquisadores temem que o aumento na frequência de secas severas, cujas causas acredita-se que sejam o desmatamento, a fragmentação florestal e as mudanças climáticas, podem agravar o panorama, levando a um esgotamento do ecossistema tropical.
O Centro Hadley para Previsão e Pesquisa Climática, por exemplo, estimou que tal cenário levaria a um desaparecimento significante da floresta amazônica até a metade do século, e a um possível colapso do ecossistema até 2100.
Já Dan Nepstad, cientista do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), acredita que cerca de 55% da floresta amazônica pode passar por algum processo de degradação nos próximos 20 anos. Esse prejuízo florestal emitiria entre 15 e 26 bilhões de toneladas de carbono para a atmosfera, o que levaria a um ciclo de piora contínua do aquecimento global e do desmatamento na região.
A pesquisa, intitulada Changes in the carbon cycle of Amazon ecosystems during the 2010 drought (Mudanças no ciclo de carbono dos ecossistemas amazônicos durante a seca de 2010), analisou os impactos da seca ocorrida na floresta entre julho e setembro de 2010, considerada a mais severa já registrada, através da utilização do sistema de sensoriamento remoto por satélite da NASA e de um modelo de simulação do ciclo de carbono.
Os resultados sugerem que a produção primária líquida em muitas áreas da floresta amazônica foi reduzida em cerca de 7% em 2010 em comparação com os níveis de 2008. Segundo o artigo, isso representa uma perda de sequestro de aproximadamente 0,5 petagramas de carbono (PgC), ou 500 milhões de toneladas de carbono (1,8 bilhões de toneladas de CO2).
Alguns pesquisadores afirmam que essa emissão ultrapassa o total de carbono liberado pelo desmatamento ocorrido na região durante o mesmo período, ou mesmo a quantidade de emissões anuais da Índia. De acordo com a análise, o maior índice de perda de carbono por ecossistema foi registrado nas áreas de floresta fechada da bacia do rio Amazonas.
Na pesquisa, os cientistas só consideraram a perda de absorção de CO2 pela vegetação causada por estresse hídrico, incluindo a decomposição do solo e da madeira morta em áreas de florestas regularmente inundadas que ficaram ressecadas devido à perda de água. Os cálculos do estudo não incluíram emissões de incêndios associados à seca.
No entanto, os autores do artigo declararam que algumas das perdas podem ser compensadas pelo aumento do crescimento das plantas com a recuperação das condições naturais. Alguns estudos mostraram a volta da situação normal após a seca de 2005, que havia sido a mais severa até então.
Outros pesquisadores temem que o aumento na frequência de secas severas, cujas causas acredita-se que sejam o desmatamento, a fragmentação florestal e as mudanças climáticas, podem agravar o panorama, levando a um esgotamento do ecossistema tropical.
O Centro Hadley para Previsão e Pesquisa Climática, por exemplo, estimou que tal cenário levaria a um desaparecimento significante da floresta amazônica até a metade do século, e a um possível colapso do ecossistema até 2100.
Já Dan Nepstad, cientista do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), acredita que cerca de 55% da floresta amazônica pode passar por algum processo de degradação nos próximos 20 anos. Esse prejuízo florestal emitiria entre 15 e 26 bilhões de toneladas de carbono para a atmosfera, o que levaria a um ciclo de piora contínua do aquecimento global e do desmatamento na região.
Fonte: Instituto CarbonoBrasil
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