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Notícias
10
out
2011
(GERAL)
Extração do óleo da castanha incrementa renda de agricultores do Mato Grosso
Em alguns meses, os agricultores familiares do assentamento Vale do Amanhecer, em Juruena (MT), poderão incrementar a renda obtida com a atividade de extração da castanha-do-Brasil, uma das principais atividades econômicas do local. Os trabalhadores acompanham a chegada dos equipamentos que possibilitarão a extração do óleo da castanha. O produto será vendido à Natura, empresa de higiene e beleza com a qual eles mantêm contrato para fornecimento do produto.
Quando iniciaram as atividades produtivas no assentamento, há cerca de dez anos, os agricultores não imaginavam que pudessem prosperar tanto. Plantada em áreas de reserva legal, a extração da castanha deve ser feita de forma sustentável para que não haja prejuízos ao meio ambiente. Aliado a isto se somava a falta de conhecimento dos agricultores sobre as técnicas de extração e a carência de infraestrutura para processamento da produção, o que representava um risco para a viabilidade econômica da atividade.
Em 2008, eles se organizaram e formaram a Cooperativa dos Agricultores do Vale do Amanhecer (Coopavam). Com o apoio de iniciativas governamentais, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) – através do Projeto de Conservação e Uso Sustentável das Florestas no Noroeste do Mato Grosso – e de parcerias locais, as famílias conseguiram recursos e capacitação para construir uma fábrica de beneficiamento da castanha.
Assim, passaram a produzir amêndoas e biscoitos que hoje são utilizados na merenda escolar de seis municípios da região e comercializados para empresas do sudeste e sul do país. A fábrica garante a renda de cerca de 80 famílias e gera mais de 300 empregos. “Tem agricultor que ganha até R$ 600 por mês com a atividade”, contabiliza Irineu José Bach, um dos membros da cooperativa.
Elinay Silva Santos, quebradeira de castanha, decidiu começar a trabalhar na fábrica para obter sua independência financeira. “Eu resolvi trabalhar na fábrica porque eu gosto muito de comprar roupa, perfume, essas coisas de mulher, e meu marido, não é sempre que ele pode ficar me dando essas coisas. Então eu entrei na fábrica e comecei a gostar de trabalhar. E vou continuar”, assegura a agricultora.
Com a instalação da micro-usina de extração de óleo, a expectativa de Irineu é que a produção seja triplicada. Quando funcionar em plena capacidade, a usina poderá extrair 40 quilos de óleo por hora, que serão vendidos à Natura para a fabricação de sabonetes e cremes comercializados dentro e fora do Brasil.
O processo de extração do óleo também gera um resíduo que poderá ser transformado em farinha de castanha e outros subprodutos, incrementando a produção dos cooperados.
O assentamento Vale do Amanhecer tem pelo menos 2,5 mil árvores de castanha-do-Brasil. Além da coleta feita no próprio assentamento, para atender à demanda, a cooperativa também compra a produção de várias comunidades de agricultores familiares, extrativistas e povos indígenas das bacias do rio Juruena – como os Rikbaktsa e os Apiacás-Caiabi-Mundurucu-, do Rio Aripuanã – como os Cinta-larga e Suruí -, além dos seringueiros da Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt. Ao todo, em 2010, foram adquiridas pela Coopavam 87 toneladas de castanha in natura, gerando uma renda bruta superior a R$ 500 mil.
Assim, além de garantir o sustento das famílias e fomentar a economia da região, a Coopavam está contribuindo para a preservação ambiental. Um exemplo concreto de desenvolvimento sustentável cada vez mais difundido pelo país.
Quando iniciaram as atividades produtivas no assentamento, há cerca de dez anos, os agricultores não imaginavam que pudessem prosperar tanto. Plantada em áreas de reserva legal, a extração da castanha deve ser feita de forma sustentável para que não haja prejuízos ao meio ambiente. Aliado a isto se somava a falta de conhecimento dos agricultores sobre as técnicas de extração e a carência de infraestrutura para processamento da produção, o que representava um risco para a viabilidade econômica da atividade.
Em 2008, eles se organizaram e formaram a Cooperativa dos Agricultores do Vale do Amanhecer (Coopavam). Com o apoio de iniciativas governamentais, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) – através do Projeto de Conservação e Uso Sustentável das Florestas no Noroeste do Mato Grosso – e de parcerias locais, as famílias conseguiram recursos e capacitação para construir uma fábrica de beneficiamento da castanha.
Assim, passaram a produzir amêndoas e biscoitos que hoje são utilizados na merenda escolar de seis municípios da região e comercializados para empresas do sudeste e sul do país. A fábrica garante a renda de cerca de 80 famílias e gera mais de 300 empregos. “Tem agricultor que ganha até R$ 600 por mês com a atividade”, contabiliza Irineu José Bach, um dos membros da cooperativa.
Elinay Silva Santos, quebradeira de castanha, decidiu começar a trabalhar na fábrica para obter sua independência financeira. “Eu resolvi trabalhar na fábrica porque eu gosto muito de comprar roupa, perfume, essas coisas de mulher, e meu marido, não é sempre que ele pode ficar me dando essas coisas. Então eu entrei na fábrica e comecei a gostar de trabalhar. E vou continuar”, assegura a agricultora.
Com a instalação da micro-usina de extração de óleo, a expectativa de Irineu é que a produção seja triplicada. Quando funcionar em plena capacidade, a usina poderá extrair 40 quilos de óleo por hora, que serão vendidos à Natura para a fabricação de sabonetes e cremes comercializados dentro e fora do Brasil.
O processo de extração do óleo também gera um resíduo que poderá ser transformado em farinha de castanha e outros subprodutos, incrementando a produção dos cooperados.
O assentamento Vale do Amanhecer tem pelo menos 2,5 mil árvores de castanha-do-Brasil. Além da coleta feita no próprio assentamento, para atender à demanda, a cooperativa também compra a produção de várias comunidades de agricultores familiares, extrativistas e povos indígenas das bacias do rio Juruena – como os Rikbaktsa e os Apiacás-Caiabi-Mundurucu-, do Rio Aripuanã – como os Cinta-larga e Suruí -, além dos seringueiros da Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt. Ao todo, em 2010, foram adquiridas pela Coopavam 87 toneladas de castanha in natura, gerando uma renda bruta superior a R$ 500 mil.
Assim, além de garantir o sustento das famílias e fomentar a economia da região, a Coopavam está contribuindo para a preservação ambiental. Um exemplo concreto de desenvolvimento sustentável cada vez mais difundido pelo país.
Fonte: PNUD Brasil
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