Voltar
Notícias
06
out
2011
(MEIO AMBIENTE)
EUA trocam dívida por preservação florestal na Indonésia
Os EUA estão perdoando US$ 28,5 milhões em dívidas da Indonésia por esforços de preservação florestal em Kalimantan, na Bornéu indonésia. O programa de dívida para a natureza é parte do Ato de Conservação de Florestas Tropicais dos EUA (TFCA).
“Estamos todos cientes de que as florestas da Indonésia estão enfrentando grandes pressões internas e globais, devido tanto ao crescimento econômico no país quanto à crise econômica no exterior”, disse o vice-chefe de missão da embaixada dos EUA James Carouso.
O acordo focará em três áreas em Kalimantan: os distritos de Berau e Kutai Barat no leste de Kalimantan e Kapuas Hulu no oeste de Kalimantan. As florestas tropicais de Kalimantan são lar do Orangotango-de-Bornéu (Pongo pygmaeus), do leopardo-nebuloso-de-Bornéu (Neofelis diardi), do macaco-narigudo (Nasalis larvatus), do urso-malaio (Helarctos malayanus euryspilus), e dos elefante-pigmeu-de-Bornéu (Elephas maximus borneensis), entre outras milhares de espécies, muitas não encontradas em nenhum outro lugar e muitas ameaçadas de extinção.
A Indonésia tem a segunda maior taxa de desmatamento depois do Brasil. Nas últimas décadas foi observada a destruição de vastas áreas de floresta e turfeira na Indonésia pela produção de celulose e papel, óleo de palma, madeira e minérios, entre outras indústrias. Hoje, apenas metade das florestas de Kalimantan se mantém.
“Esse é uma passo importante nos esforços para salvar um dos ecossistemas de floresta mais ricos do mundo e para fornecer segurança econômica para milhões que dependem dessas florestas.
Por qualquer ângulo que você olhe, essa é uma situação de ganho para a Indonésia – permitindo que o país use esses fundos para proteger essa biodiversidade espetacular em nível mundial do coração de Bornéu e para combater as mudanças climáticas”, afirmou Tom Dillon, do WWF EUA, em um comunicado à imprensa. O WWF, assim como a Nature Conservancy, apoiou o acordo, com a doação de US$ 2 milhões por instituição.
O acordo ocorre após um pacto similar com os EUA em 2009, que perdoou US$ 30 milhões em dívidas para proteger as florestas da Sumatra. Os EUA não são o único país que trabalham para conter o alarmante desmatamento da Indonésia. No último ano, a Noruega anunciou que forneceria à Indonésia US$ 1 bilhão para reduzir a perda florestal.
O governo indonésio se comprometeu a diminuir suas emissões de gases do efeito estufa em 41% – mais de 60% das emissões da Indonésia vêm do desmatamento e da destruição de turfeiras ricas em carbono.
Traduzido por Jéssica Lipinski
“Estamos todos cientes de que as florestas da Indonésia estão enfrentando grandes pressões internas e globais, devido tanto ao crescimento econômico no país quanto à crise econômica no exterior”, disse o vice-chefe de missão da embaixada dos EUA James Carouso.
O acordo focará em três áreas em Kalimantan: os distritos de Berau e Kutai Barat no leste de Kalimantan e Kapuas Hulu no oeste de Kalimantan. As florestas tropicais de Kalimantan são lar do Orangotango-de-Bornéu (Pongo pygmaeus), do leopardo-nebuloso-de-Bornéu (Neofelis diardi), do macaco-narigudo (Nasalis larvatus), do urso-malaio (Helarctos malayanus euryspilus), e dos elefante-pigmeu-de-Bornéu (Elephas maximus borneensis), entre outras milhares de espécies, muitas não encontradas em nenhum outro lugar e muitas ameaçadas de extinção.
A Indonésia tem a segunda maior taxa de desmatamento depois do Brasil. Nas últimas décadas foi observada a destruição de vastas áreas de floresta e turfeira na Indonésia pela produção de celulose e papel, óleo de palma, madeira e minérios, entre outras indústrias. Hoje, apenas metade das florestas de Kalimantan se mantém.
“Esse é uma passo importante nos esforços para salvar um dos ecossistemas de floresta mais ricos do mundo e para fornecer segurança econômica para milhões que dependem dessas florestas.
Por qualquer ângulo que você olhe, essa é uma situação de ganho para a Indonésia – permitindo que o país use esses fundos para proteger essa biodiversidade espetacular em nível mundial do coração de Bornéu e para combater as mudanças climáticas”, afirmou Tom Dillon, do WWF EUA, em um comunicado à imprensa. O WWF, assim como a Nature Conservancy, apoiou o acordo, com a doação de US$ 2 milhões por instituição.
O acordo ocorre após um pacto similar com os EUA em 2009, que perdoou US$ 30 milhões em dívidas para proteger as florestas da Sumatra. Os EUA não são o único país que trabalham para conter o alarmante desmatamento da Indonésia. No último ano, a Noruega anunciou que forneceria à Indonésia US$ 1 bilhão para reduzir a perda florestal.
O governo indonésio se comprometeu a diminuir suas emissões de gases do efeito estufa em 41% – mais de 60% das emissões da Indonésia vêm do desmatamento e da destruição de turfeiras ricas em carbono.
Traduzido por Jéssica Lipinski
Fonte: Instituto CarbonoBrasil
Notícias em destaque
Celulose e bioeconomia impulsionam nova fase da industrialização no Nordeste
Polo florestal da Bahia reforça protagonismo da região, enquanto investimentos em biomassa e inovação ampliam...
(GERAL)
Relatório da FAO e da Bauhaus Earth quantifica como o aumento do uso de produtos de madeira na construção civil poderia impulsionar a demanda anual em 50 milhões de m³
Um relatório da FAO e da Bauhaus Earth quantifica como o aumento do uso de produtos de madeira na construção civil poderia...
(INTERNACIONAL)
Aeroporto premiado em madeira maciça concluído
A segunda e última fase da expansão do terminal principal do Aeroporto Internacional de Portland (PDX), aclamada internacionalmente,...
(MADEIRA E PRODUTOS)
BNDES aprova R$ 43,8 milhões para planta de carvão vegetal da Ferbasa na Bahia
Unidade será instalada em Maracás (BA), terá capacidade de 20 mil toneladas por ano e usará madeira de florestas...
(BIOENERGIA)
A construção da sustentabilidade na silvicultura
O mês do meio ambiente é um convite à reflexão sobre como produzir e conservar ao mesmo tempo, um desafio cada vez mais...
(SILVICULTURA)
Brquetes de madeira prensada no inverno: por que superam a lenha tradicional
Quem aposta em madeira para se aquecer no inverno normalmente pensa na lenha tradicional comprada em loja de materiais de construção...
(BIOENERGIA)














