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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Falta de matéria-prima pode afetar sustentação da indústria madeireira
O chamado “apagão florestal” já começou. É o que mostram os números divulgados pela consultoria técnica da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente – ABIMCI, STCP Engenharia de Projetos. Segundo os dados, no ano passado o déficit de toras de pinus no Brasil foi em torno de 11,3 milhões de m³. “A tendência é que esse déficit aumente rapidamente nos próximos anos, uma vez que a expansão da área florestal não está acompanhando o ritmo de crescimento da demanda”, afirma o consultor da ABIMCI, Marco Tuoto.
A perspectiva é que em 2020, a diferença entre oferta e demanda de toras de pinus alcance pouco mais de 27 milhões de m3. Para se ter uma idéia, esse volume representa o consumo anual de toda a indústria brasileira de madeira processada mecanicamente. De acordo com Tuoto, seria possível produzir mais de 150 milhões de portas de madeira com essa quantidade de toras ou mais de 10 milhões de m³ de compensado, o que representa quase sete vezes o volume de compensado de pinus exportado anualmente pelo Brasil.
Apesar do impacto nos preços da tora, a falta de matéria-prima provocou melhorias na competitividade da indústria florestal brasileira. As empresas incorporaram novas tecnologias para o aproveitamento da tora, passaram a aproveitar os resíduos ou sub-produtos (casca, serragem) e ampliaram os canais de comercialização. Mesmo assim, para o presidente da ABIMCI, Odelir Battistella, essas conseqüências relacionadas à competitividade não são significativas se a indústria não tiver como fabricar os produtos e atender os mercados interno e externo. “Será difícil sustentar o crescimento do setor se não pudermos plantar”, declara Battistella.
Os principais motivos para o problema vão desde o rápido crescimento da indústria florestal do país nas últimas décadas até as dificuldades para ampliar a área de reflorestamento. “Nos últimos dez anos, a taxa de crescimento do consumo de tora de pinus no mercado doméstico atingiu patamares da ordem de 7% ao ano. O setor público tem que agir como elemento facilitador para a promoção da ampliação de área de reflorestamento pela iniciativa privada”, diz Tuoto.
Os números mostram a importância do segmento para o país. Além da geração de aproximadamente 6,5 milhões empregos na cadeia produtiva, o setor de base florestal está atrás apenas do complexo soja nas exportações. Entre maio de 2003 e abril de 2004, foram exportados US$ 5,75 bilhões por esse segmento, contra US$ 8,76 bilhões do complexo soja. “Trata-se de um setor que importa pouco, portanto, praticamente tudo que vende para o exterior acaba sendo somado no saldo da balança comercial”, completa Battistella.
Soluções
A medida emergencial apontada pelos especialistas e pela ABIMCI é a ampliação da base florestal por parte dos empresários. Além disso, eles acreditam que o setor público deve conduzir de maneira estratégica a política nacional de florestas. Para debater esse tema e outros relacionados às perspectivas e tendências no fornecimento de matéria-prima, a Associação promove no fim de novembro o 2º Congresso Internacional de Produtos de Madeira Sólida de Reflorestamento, em Curitiba – PR.
O tema central do Congresso será A Competitividade de produtos de madeira cultivada. A partir desse assunto, serão enfocados três pontos: suprimento, tecnologia e mercado. O evento será promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente – ABIMCI, com patrocínio do Programa Nacional de Qualidade da Madeira – PNQM, da Caterpillar Brasil Ltda. e da Associação Brasileira dos Produtores de Formol e Derivados - ABRAF e apoio do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal e da STCP Engenharia de Projetos.
Serviço:
2º Congresso Internacional de Produtos de Madeira Sólida de Reflorestamento
Local: Estação Embratel Convention
Center – Curitiba – PR - Brasil
Data: 29 de Novembro a 01 de Dezembro de 2004
Inscrições: www.abimci.com.br ou www.wrsaopaulo.com.br
Fonte: INTERACT Comunicação Empresarial – 23/07/2004
A perspectiva é que em 2020, a diferença entre oferta e demanda de toras de pinus alcance pouco mais de 27 milhões de m3. Para se ter uma idéia, esse volume representa o consumo anual de toda a indústria brasileira de madeira processada mecanicamente. De acordo com Tuoto, seria possível produzir mais de 150 milhões de portas de madeira com essa quantidade de toras ou mais de 10 milhões de m³ de compensado, o que representa quase sete vezes o volume de compensado de pinus exportado anualmente pelo Brasil.
Apesar do impacto nos preços da tora, a falta de matéria-prima provocou melhorias na competitividade da indústria florestal brasileira. As empresas incorporaram novas tecnologias para o aproveitamento da tora, passaram a aproveitar os resíduos ou sub-produtos (casca, serragem) e ampliaram os canais de comercialização. Mesmo assim, para o presidente da ABIMCI, Odelir Battistella, essas conseqüências relacionadas à competitividade não são significativas se a indústria não tiver como fabricar os produtos e atender os mercados interno e externo. “Será difícil sustentar o crescimento do setor se não pudermos plantar”, declara Battistella.
Os principais motivos para o problema vão desde o rápido crescimento da indústria florestal do país nas últimas décadas até as dificuldades para ampliar a área de reflorestamento. “Nos últimos dez anos, a taxa de crescimento do consumo de tora de pinus no mercado doméstico atingiu patamares da ordem de 7% ao ano. O setor público tem que agir como elemento facilitador para a promoção da ampliação de área de reflorestamento pela iniciativa privada”, diz Tuoto.
Os números mostram a importância do segmento para o país. Além da geração de aproximadamente 6,5 milhões empregos na cadeia produtiva, o setor de base florestal está atrás apenas do complexo soja nas exportações. Entre maio de 2003 e abril de 2004, foram exportados US$ 5,75 bilhões por esse segmento, contra US$ 8,76 bilhões do complexo soja. “Trata-se de um setor que importa pouco, portanto, praticamente tudo que vende para o exterior acaba sendo somado no saldo da balança comercial”, completa Battistella.
Soluções
A medida emergencial apontada pelos especialistas e pela ABIMCI é a ampliação da base florestal por parte dos empresários. Além disso, eles acreditam que o setor público deve conduzir de maneira estratégica a política nacional de florestas. Para debater esse tema e outros relacionados às perspectivas e tendências no fornecimento de matéria-prima, a Associação promove no fim de novembro o 2º Congresso Internacional de Produtos de Madeira Sólida de Reflorestamento, em Curitiba – PR.
O tema central do Congresso será A Competitividade de produtos de madeira cultivada. A partir desse assunto, serão enfocados três pontos: suprimento, tecnologia e mercado. O evento será promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente – ABIMCI, com patrocínio do Programa Nacional de Qualidade da Madeira – PNQM, da Caterpillar Brasil Ltda. e da Associação Brasileira dos Produtores de Formol e Derivados - ABRAF e apoio do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal e da STCP Engenharia de Projetos.
Serviço:
2º Congresso Internacional de Produtos de Madeira Sólida de Reflorestamento
Local: Estação Embratel Convention
Center – Curitiba – PR - Brasil
Data: 29 de Novembro a 01 de Dezembro de 2004
Inscrições: www.abimci.com.br ou www.wrsaopaulo.com.br
Fonte: INTERACT Comunicação Empresarial – 23/07/2004
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