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Notícias
29
set
2011
(QUEIMADAS)
Embrapa realiza queimada no Acre para fins científicos
Qual o impacto das queimadas na atmosfera, na regeneração da floresta e no solo da Amazônia? Para responder estas perguntas, pesquisadores de diversas instituições acompanham, na quinta-feira (29 de setembro), uma queimada controlada em quatro hectares de floresta, no campo experimental da Embrapa Acre (Rio Branco, AC). A atividade faz parte do projeto de pesquisa “Combustão da Biomassa em Florestas Tropicais”, executado desde 2008 no Acre e em Mato Grosso, com o objetivo de definir indicadores sobre o impacto do fogo no ambiente.
Os dados finais da pesquisa permitirão quantificar, entre outros aspectos, os teores de carbono equivalente emitidos durante a queima e avaliar como os nutrientes do solo reagem às altas temperaturas, bem como os níveis de partículas no ar que podem causar danos ao sistema respiratório humano. Segundo o pesquisador da Embrapa Acre, Falberni Costa, as estimativas atuais de emissão de gases de efeito estufa usam fatores de grande variação, indicados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e que precisam ser aferidos em todas as partes do mundo. “É preciso reduzir as incertezas nos fatores de emissão provenientes das diferentes regiões da Amazônia e considerar as características locais. Os resultados do projeto serão de grande importância na elaboração e estruturação de políticas públicas voltadas para o tema”, afirma.
Uma queimada semelhante, realizada em Cruzeiro do Sul em setembro de 2010, apontou que foram emitidos cerca de 305 toneladas de gás carbônico para a atmosfera. “O que significa que metade do estoque de carbono armazenado em um hectare de floresta se transforma, com a queima, em gases de efeito estufa. O teste em Rio Branco servirá para refinarmos ainda mais esses índices, e dessa forma, poderemos obter uma média que possa ser utilizada para calcular as emissões do estado”, declara o professor da Unesp, João Andrade de Carvalho Junior, coordenador do projeto.
Antes, durante e pós-queima
O estudo é realizado em diversas fases e inclui uma série de avaliações antes, durante e depois da queima. Diversos equipamentos instalados em uma torre de 15 metros de altura, na área de pesquisa, ajudam na coleta de informações. Dois meses antes da queima, foi realizado o inventário florestal, para identificação e medicão das árvores e a coleta de amostras de solos. A etapa seguinte foi o corte da floresta. “Os resultados das análises serão comparados e servirão para aferir a quantidade de carbono, nutrientes e microorganismos permanecem no solo após a queima. Além disso, será avaliado o que acontece com a qualidade do ar durante a queima”, diz Costa.
Os pesquisadores também vão acompanhar a dinâmica de regeneração natural da vegetação e dos nutrientes do solo, nos próximos anos. “Teremos uma área de estudo para um longo período, onde poderemos obter dados sobre como o fogo e as altas temperaturas influenciam o crescimento e mortalidade das espécies”, declara o pesquisador da Embrapa Acre, Marcus Vinicio Neves d’Oliveira, que acompanha, há 20 anos, o desenvolvimento de uma floresta manejada para produção de madeira.
Segundo a equipe do projeto, o local escolhido apresenta o mesmo tipo de solo presente em mais de 30% da área do Estado. “O Acre tem suas políticas públicas centradas no uso intensivo das áreas já alteradas, e na conservação dos 87% de floresta, a partir do manejo de uso múltiplo e proteção integral desses recursos. Para a implantação do Sistema Estadual de Incentivos aos Serviços Ambientais, é fundamental saber com precisão o quanto de carbono deixa de ser emitido mantendo-se a floresta em pé”, afirma Eufran Amaral, diretor presidente do Instituto de Mudanças Climáticas do Estado do Acre (IMC), uma das instituições que apóiam o projeto.
A pesquisa conta com a autorização da Justiça Federal e Estadual, dos Ministérios Públicos Federal e Estadual e as ações obedecem a exigências legais estabelecidas pelos órgãos de controle ambiental. “O corte da vegetação foi autorizada pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) e pela Secretaria de Meio Ambiente do Acre. Além disso, foram tomados todos os cuidados necessários para garantir a segurança no entorno das áreas onde acontecem as atividades”, afirma o chefe-geral da Embrapa Acre, Judson Valentim.
Coordenado pela Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual Paulista (Unesp/Campus de Guaratinguetá), o projeto tem a parceria do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Embrapa Acre, Universidade Federal do Acre (Ufac), Universidade de Brasília (UnB), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade de Washington entre outras instituições. Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), contempla os Estados do Acre e Mato Grosso, com investimentos de mais de dois milhões de reais.
Os dados finais da pesquisa permitirão quantificar, entre outros aspectos, os teores de carbono equivalente emitidos durante a queima e avaliar como os nutrientes do solo reagem às altas temperaturas, bem como os níveis de partículas no ar que podem causar danos ao sistema respiratório humano. Segundo o pesquisador da Embrapa Acre, Falberni Costa, as estimativas atuais de emissão de gases de efeito estufa usam fatores de grande variação, indicados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e que precisam ser aferidos em todas as partes do mundo. “É preciso reduzir as incertezas nos fatores de emissão provenientes das diferentes regiões da Amazônia e considerar as características locais. Os resultados do projeto serão de grande importância na elaboração e estruturação de políticas públicas voltadas para o tema”, afirma.
Uma queimada semelhante, realizada em Cruzeiro do Sul em setembro de 2010, apontou que foram emitidos cerca de 305 toneladas de gás carbônico para a atmosfera. “O que significa que metade do estoque de carbono armazenado em um hectare de floresta se transforma, com a queima, em gases de efeito estufa. O teste em Rio Branco servirá para refinarmos ainda mais esses índices, e dessa forma, poderemos obter uma média que possa ser utilizada para calcular as emissões do estado”, declara o professor da Unesp, João Andrade de Carvalho Junior, coordenador do projeto.
Antes, durante e pós-queima
O estudo é realizado em diversas fases e inclui uma série de avaliações antes, durante e depois da queima. Diversos equipamentos instalados em uma torre de 15 metros de altura, na área de pesquisa, ajudam na coleta de informações. Dois meses antes da queima, foi realizado o inventário florestal, para identificação e medicão das árvores e a coleta de amostras de solos. A etapa seguinte foi o corte da floresta. “Os resultados das análises serão comparados e servirão para aferir a quantidade de carbono, nutrientes e microorganismos permanecem no solo após a queima. Além disso, será avaliado o que acontece com a qualidade do ar durante a queima”, diz Costa.
Os pesquisadores também vão acompanhar a dinâmica de regeneração natural da vegetação e dos nutrientes do solo, nos próximos anos. “Teremos uma área de estudo para um longo período, onde poderemos obter dados sobre como o fogo e as altas temperaturas influenciam o crescimento e mortalidade das espécies”, declara o pesquisador da Embrapa Acre, Marcus Vinicio Neves d’Oliveira, que acompanha, há 20 anos, o desenvolvimento de uma floresta manejada para produção de madeira.
Segundo a equipe do projeto, o local escolhido apresenta o mesmo tipo de solo presente em mais de 30% da área do Estado. “O Acre tem suas políticas públicas centradas no uso intensivo das áreas já alteradas, e na conservação dos 87% de floresta, a partir do manejo de uso múltiplo e proteção integral desses recursos. Para a implantação do Sistema Estadual de Incentivos aos Serviços Ambientais, é fundamental saber com precisão o quanto de carbono deixa de ser emitido mantendo-se a floresta em pé”, afirma Eufran Amaral, diretor presidente do Instituto de Mudanças Climáticas do Estado do Acre (IMC), uma das instituições que apóiam o projeto.
A pesquisa conta com a autorização da Justiça Federal e Estadual, dos Ministérios Públicos Federal e Estadual e as ações obedecem a exigências legais estabelecidas pelos órgãos de controle ambiental. “O corte da vegetação foi autorizada pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) e pela Secretaria de Meio Ambiente do Acre. Além disso, foram tomados todos os cuidados necessários para garantir a segurança no entorno das áreas onde acontecem as atividades”, afirma o chefe-geral da Embrapa Acre, Judson Valentim.
Coordenado pela Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual Paulista (Unesp/Campus de Guaratinguetá), o projeto tem a parceria do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Embrapa Acre, Universidade Federal do Acre (Ufac), Universidade de Brasília (UnB), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade de Washington entre outras instituições. Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), contempla os Estados do Acre e Mato Grosso, com investimentos de mais de dois milhões de reais.
Fonte: Embrapa
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