Voltar
Notícias
26
set
2011
(GERAL)
Brasil já conhece 41 mil espécies de plantas e fungos, diz pesquisa
O Brasil conhece 41.006 espécies de plantas e fungos, de acordo com um trabalho de pesquisa realizado pelo Jardim Botânico do Rio Janeiro, responsável por catalogar todas as espécies de plantas e fungos do país desde 1906, quando foi lançada a publicação “Flora Brasiliensis”.
A Mata Atlântica é o bioma mais diverso do Brasil, com 19.355 espécies conhecidas. Em seguida, vêm Amazônia (com 13.317 espécies da flora), cerrado (12.669), caatinga (5.218), pampa (1.964) e Pantanal (1.240).
Do total de descrições, 18.932 são endêmicas (existem somente na região onde foi encontrada). É uma das maiores taxas de endemismo (46%) do planeta, informa a publicação. De 1990 a 2006, foram descritas 2.875 novas espécies no Brasil, média de 169 por ano.
“Ainda tem muita planta para ser conhecida. A gente luta contra o tempo e contra a velocidade da destruição”, diz a bióloga Rafaela Forzza, coordenadora da “Lista de Espécies da Flora do Brasil”, primeira atualização em 100 anos do catálogo de plantas e fungos existentes no país. Ela lembra que o trabalho descreve espécies que existem ou já existiram. “Se estão preservadas, é outra pergunta.”
Amazônia desconhecida – Rafaela disse acreditar que, com o aumento das pesquisas, cresça o número de espécies do bioma Amazônia. “Como a Amazônia Legal ocupa quase metade do território, esperávamos que tivesse um número maior. Mas muitas pesquisas estão concentradas em áreas de Mata Atlântica”, diz a bióloga. O objetivo é atualizar a lista a cada ano. “A taxonomia é uma ciência dinâmica.”
A publicação é resultado do trabalho de mais de 400 taxonomistas do Brasil e do exterior, sob a coordenação do Jardim Botânico. “Enquanto Martius e colaboradores levaram 66 anos para produzir a Flora Brasiliensis (de 1840 a 1906), foram necessários menos de dois anos para a publicação da ‘Lista da Flora online’ e de sua versão impressa, o ‘Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil’”, disse.
“A publicação representou o cumprimento de uma das metas estabelecidas pela Estratégia Global para a Conservação de Plantas (GSPC), da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), da qual o Brasil é signatário, com a elaboração uma “lista funcional amplamente acessível das espécies conhecidas de plantas de cada país, como um passo para a elaboração de uma lista completa da flora mundial”.
O trabalho teve o apoio do Ministério do Meio Ambiente, do Centro Nacional de Conservação da Flora e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A lista está disponível na internet. Há imagens e estatísticas como a distribuição das espécies por Estados, regiões e domínios, entre outras informações.
A Mata Atlântica é o bioma mais diverso do Brasil, com 19.355 espécies conhecidas. Em seguida, vêm Amazônia (com 13.317 espécies da flora), cerrado (12.669), caatinga (5.218), pampa (1.964) e Pantanal (1.240).
Do total de descrições, 18.932 são endêmicas (existem somente na região onde foi encontrada). É uma das maiores taxas de endemismo (46%) do planeta, informa a publicação. De 1990 a 2006, foram descritas 2.875 novas espécies no Brasil, média de 169 por ano.
“Ainda tem muita planta para ser conhecida. A gente luta contra o tempo e contra a velocidade da destruição”, diz a bióloga Rafaela Forzza, coordenadora da “Lista de Espécies da Flora do Brasil”, primeira atualização em 100 anos do catálogo de plantas e fungos existentes no país. Ela lembra que o trabalho descreve espécies que existem ou já existiram. “Se estão preservadas, é outra pergunta.”
Amazônia desconhecida – Rafaela disse acreditar que, com o aumento das pesquisas, cresça o número de espécies do bioma Amazônia. “Como a Amazônia Legal ocupa quase metade do território, esperávamos que tivesse um número maior. Mas muitas pesquisas estão concentradas em áreas de Mata Atlântica”, diz a bióloga. O objetivo é atualizar a lista a cada ano. “A taxonomia é uma ciência dinâmica.”
A publicação é resultado do trabalho de mais de 400 taxonomistas do Brasil e do exterior, sob a coordenação do Jardim Botânico. “Enquanto Martius e colaboradores levaram 66 anos para produzir a Flora Brasiliensis (de 1840 a 1906), foram necessários menos de dois anos para a publicação da ‘Lista da Flora online’ e de sua versão impressa, o ‘Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil’”, disse.
“A publicação representou o cumprimento de uma das metas estabelecidas pela Estratégia Global para a Conservação de Plantas (GSPC), da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), da qual o Brasil é signatário, com a elaboração uma “lista funcional amplamente acessível das espécies conhecidas de plantas de cada país, como um passo para a elaboração de uma lista completa da flora mundial”.
O trabalho teve o apoio do Ministério do Meio Ambiente, do Centro Nacional de Conservação da Flora e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A lista está disponível na internet. Há imagens e estatísticas como a distribuição das espécies por Estados, regiões e domínios, entre outras informações.
Fonte: Globo Natureza
Notícias em destaque
Celulose e bioeconomia impulsionam nova fase da industrialização no Nordeste
Polo florestal da Bahia reforça protagonismo da região, enquanto investimentos em biomassa e inovação ampliam...
(GERAL)
Relatório da FAO e da Bauhaus Earth quantifica como o aumento do uso de produtos de madeira na construção civil poderia impulsionar a demanda anual em 50 milhões de m³
Um relatório da FAO e da Bauhaus Earth quantifica como o aumento do uso de produtos de madeira na construção civil poderia...
(INTERNACIONAL)
Aeroporto premiado em madeira maciça concluído
A segunda e última fase da expansão do terminal principal do Aeroporto Internacional de Portland (PDX), aclamada internacionalmente,...
(MADEIRA E PRODUTOS)
BNDES aprova R$ 43,8 milhões para planta de carvão vegetal da Ferbasa na Bahia
Unidade será instalada em Maracás (BA), terá capacidade de 20 mil toneladas por ano e usará madeira de florestas...
(BIOENERGIA)
A construção da sustentabilidade na silvicultura
O mês do meio ambiente é um convite à reflexão sobre como produzir e conservar ao mesmo tempo, um desafio cada vez mais...
(SILVICULTURA)
Brquetes de madeira prensada no inverno: por que superam a lenha tradicional
Quem aposta em madeira para se aquecer no inverno normalmente pensa na lenha tradicional comprada em loja de materiais de construção...
(BIOENERGIA)














