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Notícias
23
set
2011
(GERAL)
Pequeno produtor entra na busca pelo selo verde
Aumenta o número de pequenos e médios produtores que investem em reflorestamento e se submetem a rígidos critérios ambientais e sociais para ter o selo verde e se diferenciar. A tendência é puxada por multinacionais, que aumentam as exigências sobre a origem da matéria-prima junto à cadeia de suprimento. No Brasil, há 6,5 milhões de hectares de plantios florestais, principalmente com eucalipto, quase o dobro da área do Estado do Rio de Janeiro. Do total, 57% têm certificação socioambiental, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf).
O destaque está no setor de celulose e papel, no qual um terço da produção é abastecida por madeira de produtores independentes com garantia de compra e assistência técnica pelas indústrias. Dos 2,2 milhões de hectares de florestas mantidas pelo setor, 77% têm certificação, segundo a Associação Brasileira de Celulose e Papel.
Na pressão por produtos com menor impacto ambiental e social, é crescente a busca pelos selos, envolvendo áreas de plantio e produção fabril. Das caixas de pizza e outras embalagens aos impressos bancários, livros e compensados para a construção civil, o Brasil deverá atingir até o fim do ano a marca de 800 produtos de origem florestal certificados, segundo projeção do Forest Stewardship Council (FSC), duas vezes e meia a mais do que em 2009. "O crescimento é impulsionado mais pelas políticas corporativas de compra do que pela consciência do consumidor", explica Fabíola Zerbini, secretária-executiva do FSC Brasil.
Multinacionais impõem metas de produção sustentável. A Unilever atingiu no Brasil o objetivo global, fixado para 2015, de ter 75% do papel e papelão das embalagens com selo verde. A Tetra Pak emprega matéria-prima com práticas socioambientais em todas as caixas de suco, leite e outros alimentos comercializados no mercado interno, índice superior ao alcançado no resto do mundo.
"Mesmo empresas que não usam insumo florestal buscam parcerias para difundir o selo e as práticas ambientais a ele atreladas", afirma Fabíola, citando a AkzoNobel, detentora da marca de tintas Coral. A empresa produz verniz para madeira e iniciou um trabalho com o FSC para promover políticas para a compra de materiais com origem sustentável, aumentando a escala da certificação.
Na agricultura, o selo expande-se na produção de café, principalmente para exportação. Cerca de 10% dos cafezais da principal região produtora brasileira, o Cerrado mineiro, têm o emblema Rainforest Alliance Certified, exigido por grandes compradores europeus, americanos e japoneses.
A expectativa é expandir as práticas ambientais e sociais na produção de cacau, que atinge o melhor preço dos últimos 30 anos. Além da certificação de fazendas no Sul da Bahia, a estratégia é promover mudanças junto a pequenos produtores, como acontece em São Felix do Xingu, no Pará, que tem um dos maiores índices de desmatamento da Amazônia. O Imaflora conduz um projeto para o cultivo do cacau com práticas ambientais reunindo 40 associados à Cooperativa Alternativa dos Pequenos Produtores Rurais e Urbanos. Em Gandu, na Bahia, 83 produtores da cooperativa são capacitados para proteger os recursos hídricos e melhorar a condição de segurança dos trabalhadores.
O destaque está no setor de celulose e papel, no qual um terço da produção é abastecida por madeira de produtores independentes com garantia de compra e assistência técnica pelas indústrias. Dos 2,2 milhões de hectares de florestas mantidas pelo setor, 77% têm certificação, segundo a Associação Brasileira de Celulose e Papel.
Na pressão por produtos com menor impacto ambiental e social, é crescente a busca pelos selos, envolvendo áreas de plantio e produção fabril. Das caixas de pizza e outras embalagens aos impressos bancários, livros e compensados para a construção civil, o Brasil deverá atingir até o fim do ano a marca de 800 produtos de origem florestal certificados, segundo projeção do Forest Stewardship Council (FSC), duas vezes e meia a mais do que em 2009. "O crescimento é impulsionado mais pelas políticas corporativas de compra do que pela consciência do consumidor", explica Fabíola Zerbini, secretária-executiva do FSC Brasil.
Multinacionais impõem metas de produção sustentável. A Unilever atingiu no Brasil o objetivo global, fixado para 2015, de ter 75% do papel e papelão das embalagens com selo verde. A Tetra Pak emprega matéria-prima com práticas socioambientais em todas as caixas de suco, leite e outros alimentos comercializados no mercado interno, índice superior ao alcançado no resto do mundo.
"Mesmo empresas que não usam insumo florestal buscam parcerias para difundir o selo e as práticas ambientais a ele atreladas", afirma Fabíola, citando a AkzoNobel, detentora da marca de tintas Coral. A empresa produz verniz para madeira e iniciou um trabalho com o FSC para promover políticas para a compra de materiais com origem sustentável, aumentando a escala da certificação.
Na agricultura, o selo expande-se na produção de café, principalmente para exportação. Cerca de 10% dos cafezais da principal região produtora brasileira, o Cerrado mineiro, têm o emblema Rainforest Alliance Certified, exigido por grandes compradores europeus, americanos e japoneses.
A expectativa é expandir as práticas ambientais e sociais na produção de cacau, que atinge o melhor preço dos últimos 30 anos. Além da certificação de fazendas no Sul da Bahia, a estratégia é promover mudanças junto a pequenos produtores, como acontece em São Felix do Xingu, no Pará, que tem um dos maiores índices de desmatamento da Amazônia. O Imaflora conduz um projeto para o cultivo do cacau com práticas ambientais reunindo 40 associados à Cooperativa Alternativa dos Pequenos Produtores Rurais e Urbanos. Em Gandu, na Bahia, 83 produtores da cooperativa são capacitados para proteger os recursos hídricos e melhorar a condição de segurança dos trabalhadores.
Fonte: Valor Econômico
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