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Notícias
22
set
2011
(MANEJO)
Embrapa é pioneira no bom manejo florestal
A Embrapa Amazônia Oriental é pioneira nas pesquisas com manejo florestal na Amazônia. Os estudos começaram há 36 anos na Floresta Nacional (Flona) do Tapajós, localizada em Belterra, município próximo de Santarém. Foi em 1979 que a primeira colheita com fins científicos ocorreu e, após 30 anos, já se aproxima o momento de fazer a segunda.
Como resultado desse pioneirismo, as pesquisas da Embrapa serviram - e servem - de base à definição das diretrizes técnicas para o manejo florestal na região amazônica, tendo sido fundamentais também para a construção da atual legislação brasileira sobre o tema. Além disso, a Embrapa Amazônia Oriental é a única instituição de pesquisa que mantém 335 parcelas de monitoramento florestal (a última recém-instalada) para estudos do manejo em seus diversos aspectos.
Ao longo dessas três décadas, diversas ferramentas e práticas florestais, a exemplo da Exploração de Impacto Reduzido, foram geradas a partir do Bom Manejo - projeto realizado por dez anos, até 2009, pela Embrapa Amazônia Oriental em parceria com o Centro para Pesquisa Florestal Internacional (Cifor), o Instituto Floresta Tropical e as empresas Juruá Florestal e Cikel Brasil Verde, com a colaboração da IBL (Izabel Madeiras do Brasil) e financiamento da Organização Internacional de Madeiras Tropicais.
As diretrizes da Exploração de Impacto Reduzido para florestas de terra firme na Amazônia brasileira, aprimoradas pela Embrapa e parceiros, começaram a ser testadas em 1999 por meio do projeto Bom Manejo. Dois anos depois do início dos testes em suas áreas, as madeireiras Juruá e Cikel conseguiram obter a certificação FSC (Conselho de Manejo Florestal), mundialmente reconhecida.
Um dos atuais desafios nesse campo é encontrar o equilíbrio das relações entre comunidades e empresas nas atividades de manejo florestal comunitário e familiar na Amazônia, tendo sido inclusive tema do simpósio de encerramento em junho último do projeto Floresta em Pé (fruto de cooperação franco-brasileira, executado desde 2007), do qual a Embrapa participou colaborando na elaboração dos planos de manejo e na capacitação em técnicas de EIR.
DIRETRIZES E SOFTWARES
Considerado um marco na história da silvicultura brasileira, o livro “Diretrizes técnicas de manejo para produção madeireira mecanizada em florestas de terra firme na Amazônia brasileira” é um dos produtos que resultaram do projeto Bom Manejo.
A obra é um guia para a aplicação de boas práticas nas concessões florestais, de acordo com os padrões requeridos pelos órgãos ambientais e pelas certificadoras.
As ferramentas desenvolvidas pelo Bom Manejo são softwares silviculturais (relacionados às operações nas florestas) e gerenciais (relacionados à administração da floresta), num total de cinco e todos disponíveis no sítio eletrônico da Embrapa Amazônia Oriental (http://bommanejo.Cpatu.embrapa.br/ferramentas.htm).
Dois softwares são silviculturais: o Monitoramento de Florestas Tropicais (para avaliação do crescimento e dinâmica florestal) e o Smalian (para avaliação do volume real). Os outros três são ferramentas gerenciais: Planejo (planejamento e monitoramento da colheita florestal), MOP (monitoramento operacional) e MEOF (monitoramento econômico).
Como resultado desse pioneirismo, as pesquisas da Embrapa serviram - e servem - de base à definição das diretrizes técnicas para o manejo florestal na região amazônica, tendo sido fundamentais também para a construção da atual legislação brasileira sobre o tema. Além disso, a Embrapa Amazônia Oriental é a única instituição de pesquisa que mantém 335 parcelas de monitoramento florestal (a última recém-instalada) para estudos do manejo em seus diversos aspectos.
Ao longo dessas três décadas, diversas ferramentas e práticas florestais, a exemplo da Exploração de Impacto Reduzido, foram geradas a partir do Bom Manejo - projeto realizado por dez anos, até 2009, pela Embrapa Amazônia Oriental em parceria com o Centro para Pesquisa Florestal Internacional (Cifor), o Instituto Floresta Tropical e as empresas Juruá Florestal e Cikel Brasil Verde, com a colaboração da IBL (Izabel Madeiras do Brasil) e financiamento da Organização Internacional de Madeiras Tropicais.
As diretrizes da Exploração de Impacto Reduzido para florestas de terra firme na Amazônia brasileira, aprimoradas pela Embrapa e parceiros, começaram a ser testadas em 1999 por meio do projeto Bom Manejo. Dois anos depois do início dos testes em suas áreas, as madeireiras Juruá e Cikel conseguiram obter a certificação FSC (Conselho de Manejo Florestal), mundialmente reconhecida.
Um dos atuais desafios nesse campo é encontrar o equilíbrio das relações entre comunidades e empresas nas atividades de manejo florestal comunitário e familiar na Amazônia, tendo sido inclusive tema do simpósio de encerramento em junho último do projeto Floresta em Pé (fruto de cooperação franco-brasileira, executado desde 2007), do qual a Embrapa participou colaborando na elaboração dos planos de manejo e na capacitação em técnicas de EIR.
DIRETRIZES E SOFTWARES
Considerado um marco na história da silvicultura brasileira, o livro “Diretrizes técnicas de manejo para produção madeireira mecanizada em florestas de terra firme na Amazônia brasileira” é um dos produtos que resultaram do projeto Bom Manejo.
A obra é um guia para a aplicação de boas práticas nas concessões florestais, de acordo com os padrões requeridos pelos órgãos ambientais e pelas certificadoras.
As ferramentas desenvolvidas pelo Bom Manejo são softwares silviculturais (relacionados às operações nas florestas) e gerenciais (relacionados à administração da floresta), num total de cinco e todos disponíveis no sítio eletrônico da Embrapa Amazônia Oriental (http://bommanejo.Cpatu.embrapa.br/ferramentas.htm).
Dois softwares são silviculturais: o Monitoramento de Florestas Tropicais (para avaliação do crescimento e dinâmica florestal) e o Smalian (para avaliação do volume real). Os outros três são ferramentas gerenciais: Planejo (planejamento e monitoramento da colheita florestal), MOP (monitoramento operacional) e MEOF (monitoramento econômico).
Fonte: Embrapa
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