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Notícias
18
set
2011
(GERAL)
Minhocas invasoras prejudicam florestas
Um estudo de uma equipe de cientistas de Nova Iorque (EUA) descobriu que minhocas provenientes de um ambiente externo provocam danos a florestas de um habitat onde são invasoras. O problema, na verdade, ocorre até mesmo em áreas não muito distantes umas das outras. Geralmente, as minhocas migram de um lugar a outro por mãos humanas, através de seu uso na horticultura ou simplesmente pegando carona nos pneus dos carros, ou quando há alguma alteração no solo nativo dos anelídeos.
As consequências desse distúrbio são desproporcionais ao tamanho da minhoca. A presença delas degrada, pouco a pouco, a cobertura vegetal do chão da floresta, o chamado sub bosque. Além disso, elas alteram as quantidades de carbono e nitrogênio do solo, devido ao seu próprio ciclo de vida.
Estes dois fatores, em conjunto, aceleram a erosão de florestas e prejudicam sua fauna nativa. Insetos e pequenos mamíferos que habitam o solo sofrem facilmente com qualquer alteração em seu habitat. A redução média do carbono, devido a esse fator, foi medida em nada menos que 28%, o que influencia inclusive na temperatura da mata nativa em questão.
Isso é um problema muito antigo. A “diáspora” das minhocas pelos EUA, por exemplo (onde a minhoca comum – Lumbricus terrestris – sequer é considerada nativa, já que é originária da Europa), começou há cerca de dez mil anos, de quando datam os vestígios mais antigos de agricultura na região, segundo os pesquisadores.
Esses anos todos foram suficientes para que as minhocas migrassem apenas algumas centenas de quilômetros, mas sua presença em áreas novas foi notável. Como foi comprovado, em estudos anteriores, o meio mais “eficiente” de espalhar minhocas é através de pneus de carros, e o processo acelerou nas últimas décadas.
Um estudo paralelo, no entanto, traz um contraponto a essa situação. Pesquisas em florestas do Vietnã comprovaram que o aumento de carbono no solo, proporcionado pelas minhocas, tornou o húmus mais resistente a chuvas fortes e facilitou a transição de matéria orgânica, o que é um antídoto contra a erosão.
As consequências desse distúrbio são desproporcionais ao tamanho da minhoca. A presença delas degrada, pouco a pouco, a cobertura vegetal do chão da floresta, o chamado sub bosque. Além disso, elas alteram as quantidades de carbono e nitrogênio do solo, devido ao seu próprio ciclo de vida.
Estes dois fatores, em conjunto, aceleram a erosão de florestas e prejudicam sua fauna nativa. Insetos e pequenos mamíferos que habitam o solo sofrem facilmente com qualquer alteração em seu habitat. A redução média do carbono, devido a esse fator, foi medida em nada menos que 28%, o que influencia inclusive na temperatura da mata nativa em questão.
Isso é um problema muito antigo. A “diáspora” das minhocas pelos EUA, por exemplo (onde a minhoca comum – Lumbricus terrestris – sequer é considerada nativa, já que é originária da Europa), começou há cerca de dez mil anos, de quando datam os vestígios mais antigos de agricultura na região, segundo os pesquisadores.
Esses anos todos foram suficientes para que as minhocas migrassem apenas algumas centenas de quilômetros, mas sua presença em áreas novas foi notável. Como foi comprovado, em estudos anteriores, o meio mais “eficiente” de espalhar minhocas é através de pneus de carros, e o processo acelerou nas últimas décadas.
Um estudo paralelo, no entanto, traz um contraponto a essa situação. Pesquisas em florestas do Vietnã comprovaram que o aumento de carbono no solo, proporcionado pelas minhocas, tornou o húmus mais resistente a chuvas fortes e facilitou a transição de matéria orgânica, o que é um antídoto contra a erosão.
Fonte: Painel Florestal
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