Voltar
Notícias
13
set
2011
(GERAL)
Código Florestal recebe emenda que permite construção de estádios em áreas protegidas
Com a previsão de ser votada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal na próxima quarta-feira, 14 de setembro, a reforma do Código Florestal ainda gera controvérsia entre vários setores da sociedade. O polêmico texto já aprovado pela Câmara dos Deputados poderá receber uma emenda, proposta pelo relator do projeto, senador Luiz Henrique (PMDB-SC), que inclui como hipóteses de utilidade pública a construção de estádios e outras instalações para a realização de “competições esportivas municipais, estaduais, nacionais e internacionais”.
Isso significa, na prática, que áreas de preservação permanente, protegidas pela legislação atual, poderão ser desmatadas para a realização de obras para a Copa do Mundo de Futebol e para as Olimpíadas. Para a procuradora regional da República Eliana Torelly, “a emenda revela uma absurda inversão de valores, já que o poder público, que deveria defender o meio ambiente e preservá-lo para as futuras gerações, abre exceção à proteção de APPs para realizar obras destinadas a eventos esportivos, que poderiam perfeitamente ser alocadas para outros espaços não protegidos”.
Uma das medidas estudadas pelo MPF, caso a proposta seja aprovada, é recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), pois o projeto conteria inconstitucionalidades. A solução foi debatida por membros do Ministério Público no IX Encontro Nacional de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural, realizado em Belém entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro.
Durante o evento, procuradores discutiram a proposta aprovada pela Câmara dos Deputados dando ênfase, principalmente, em questões abordadas pela nota técnica redigida pela 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal (4ª CCR), que trata das áreas de meio ambiente e patrimônio cultural. O texto faz uma análise dos temas mais polêmicos do projeto e rebate as propostas atuais de modificação da legislação.
Um dos argumentos defendidos é que o novo código fragiliza a proteção do meio ambiente ao reduzir drasticamente o padrão de proteção ambiental proporcionado pela legislação em vigor. Para o MPF, isso acontece porque o projeto de lei exclui categorias de áreas de preservação permanente (APPs), permite a redução das reservas legais, diminui as faixas de proteção e retira penalidades para supressões ilegais de vegetação. “O projeto concede uma anistia para todos os produtores rurais que suprimiram vegetação em APP até 22 de julho de 2008”, explica a representante da 4ª CCR na Procuradoria Regional da República da 1ª Região Eliana Torelly.
A nota ainda conclui que as modificações propostas pelo novo projeto ferem a Constituição Federal no que diz respeito à obrigação do Poder Público de proporcionar um meio ambiente ecologicamente equilibrado. De acordo com o estudo, se aprovadas pelo Congresso, as mudanças colocarão em risco não somente o equilíbrio ambiental, mas o bem estar da população.
Mudanças da nova legislação – Dentre os fatores negativos destacados pela 4ª Câmara encontram-se os novos conceitos de área rural consolidada e leito regular. O primeiro, permite a intervenção ou desmatamento de vegetação em APP e a manutenção de atividades consolidadas até 22 de julho de 2008 nas hipóteses de utilidade pública, interesse social ou de baixo impacto previstas em Lei. Já o segundo, reduzirá a extensão da área protegida, pois o referencial para demarcação da faixa de APP será alterado para leito regular, e não mais leito maior, como é atualmente. Isso significa, na prática, a possibilidade de ocupação do leito maior de cursos d’água, sujeito a inundações no período de cheias.
Outro aspecto criticado foi a alteração do regime de uso das áreas de preservação permanente, que permite aos donos manterem as propriedades “conservadas” ao invés de “preservadas”. A mudança significa que áreas antes totalmente protegidas poderão ser utilizadas.
A questão da reserva legal também não ficou imune às análises da 4ª CCR. Com o novo código, a área de mata que os agricultores, por lei, precisam deixar preservada em suas propriedades, poderá ser reduzida. “O projeto flexibiliza muito em termos de proteção ao meio ambiente”, explica a procuradora regional Eliana Torelly.
Para a representante do MPF, quanto mais informada a população estiver sobre as alterações propostas pela nova lei, melhor. “Nossa intenção é, daqui até o processo de votação, estar sempre mantendo esse assunto aceso”, disse.
Isso significa, na prática, que áreas de preservação permanente, protegidas pela legislação atual, poderão ser desmatadas para a realização de obras para a Copa do Mundo de Futebol e para as Olimpíadas. Para a procuradora regional da República Eliana Torelly, “a emenda revela uma absurda inversão de valores, já que o poder público, que deveria defender o meio ambiente e preservá-lo para as futuras gerações, abre exceção à proteção de APPs para realizar obras destinadas a eventos esportivos, que poderiam perfeitamente ser alocadas para outros espaços não protegidos”.
Uma das medidas estudadas pelo MPF, caso a proposta seja aprovada, é recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), pois o projeto conteria inconstitucionalidades. A solução foi debatida por membros do Ministério Público no IX Encontro Nacional de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural, realizado em Belém entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro.
Durante o evento, procuradores discutiram a proposta aprovada pela Câmara dos Deputados dando ênfase, principalmente, em questões abordadas pela nota técnica redigida pela 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal (4ª CCR), que trata das áreas de meio ambiente e patrimônio cultural. O texto faz uma análise dos temas mais polêmicos do projeto e rebate as propostas atuais de modificação da legislação.
Um dos argumentos defendidos é que o novo código fragiliza a proteção do meio ambiente ao reduzir drasticamente o padrão de proteção ambiental proporcionado pela legislação em vigor. Para o MPF, isso acontece porque o projeto de lei exclui categorias de áreas de preservação permanente (APPs), permite a redução das reservas legais, diminui as faixas de proteção e retira penalidades para supressões ilegais de vegetação. “O projeto concede uma anistia para todos os produtores rurais que suprimiram vegetação em APP até 22 de julho de 2008”, explica a representante da 4ª CCR na Procuradoria Regional da República da 1ª Região Eliana Torelly.
A nota ainda conclui que as modificações propostas pelo novo projeto ferem a Constituição Federal no que diz respeito à obrigação do Poder Público de proporcionar um meio ambiente ecologicamente equilibrado. De acordo com o estudo, se aprovadas pelo Congresso, as mudanças colocarão em risco não somente o equilíbrio ambiental, mas o bem estar da população.
Mudanças da nova legislação – Dentre os fatores negativos destacados pela 4ª Câmara encontram-se os novos conceitos de área rural consolidada e leito regular. O primeiro, permite a intervenção ou desmatamento de vegetação em APP e a manutenção de atividades consolidadas até 22 de julho de 2008 nas hipóteses de utilidade pública, interesse social ou de baixo impacto previstas em Lei. Já o segundo, reduzirá a extensão da área protegida, pois o referencial para demarcação da faixa de APP será alterado para leito regular, e não mais leito maior, como é atualmente. Isso significa, na prática, a possibilidade de ocupação do leito maior de cursos d’água, sujeito a inundações no período de cheias.
Outro aspecto criticado foi a alteração do regime de uso das áreas de preservação permanente, que permite aos donos manterem as propriedades “conservadas” ao invés de “preservadas”. A mudança significa que áreas antes totalmente protegidas poderão ser utilizadas.
A questão da reserva legal também não ficou imune às análises da 4ª CCR. Com o novo código, a área de mata que os agricultores, por lei, precisam deixar preservada em suas propriedades, poderá ser reduzida. “O projeto flexibiliza muito em termos de proteção ao meio ambiente”, explica a procuradora regional Eliana Torelly.
Para a representante do MPF, quanto mais informada a população estiver sobre as alterações propostas pela nova lei, melhor. “Nossa intenção é, daqui até o processo de votação, estar sempre mantendo esse assunto aceso”, disse.
Fonte: MPF
Notícias em destaque
Webinar da WMCO explorará mercados e recursos alternativos para exportação de produtos de madeira.
O Cluster de Fabricação de Madeira de Ontário apresentará um webinar intitulado “Mercados e Recursos...
(EVENTOS)
Só marretadas e encaixes “macho e fêmea”, nada de pregos ou fixadores metálicos
Só marretadas e encaixes “macho e fêmea”, nada de pregos ou fixadores metálicos: como são feitas as casas...
(CONSTRUÇÃO CIVIL)
Pará pode aumentar exportações em até 50 por cento com novas rotas para o Pacífico, indicam economistas
Infraestrutura logística inédita deve reduzir custos, acelerar o acesso ao mercado asiático e impulsionar setores como...
(MERCADO)
Pinheiro-americano ameaça biodiversidade e recursos hídricos na Serra do Cipó
Pesquisadores da UFMG alertam para o avanço de espécie invasora que aumenta risco de incêndios e prejudica a...
(GERAL)
Com estrutura totalmente de madeira encaixada, ponte histórica atravessa um rio sem usar aço, concreto, pregos ou qualquer argamassa
Com estrutura totalmente de madeira encaixada, cinco arcos consecutivos e quase 200 metros de extensão, esta ponte histórica...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Erva-mate fatura mais de R$ 1 bi e pode ter novo ciclo de crescimento no Paraná
Estado pretende implantar ações voltadas à rastreabilidade e ao padrão de qualidade do produto
A erva-mate...
(AGRO)














