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Notícias
29
ago
2011
(PAPEL E CELULOSE)
Vendas de embalagens e papel tissue podem alavancar crescimento do setor
O mercado brasileiro indica que o setor de embalagens deve acompanhar o desempenho da produção industrial entre 3% e 3,5% para 2011. A ABPO (Associação Brasileira de Papelão Ondulado) divulgou recentemente prévia do setor que confirma as expectativas.
Especialistas analisam que o índice de crescimeto deve estar ligado principalmente aos produtos alimentícios, químicos, hortifrutigranjeiros e pelo segmetno de avicultura. Outro fator, segundo a entidade, deve ser a demanda de papelão na área de alimentos, que pode aumentar em torno de 5% acima de 2010.
De acordo com números divulgados pela Bracelpa (Associação Brasileira de Papel e Celulose), nos últimos dois anos o papelão ondulado, na base de disponibilidade no mercado interno nacional, tem participação de 47,5% entre todos os tipos de papel e 89% dentro do segmento de embalagens.
Investir mais fortemente na renovação de equipamentos e no desenvolvimento de novos produtos, além de inovar seu modelo de negócios, é o desafio da indústria brasileira de papel para manter o ritmo de crescimento esperado para 2011, alerta Carlos Farinha e Silva, vice-presidente da Pöyry, multinacional finlandesa de consultoria e serviços de engenharia.
Na visão da companhia Pöyry, o crescimento econômico do País, em boa parte impulsionado pela melhoria de renda das classes emergentes, tem assegurado um bom desempenho nos segmentos de papel tissue (utilizado para fins sanitários) e de papel para embalagens.
No segmento off-set, o produto vem sofrendo em função da concorrência do importado – principalmente o ingresso ilegal. Outra questão é o desvio do papel imune, que se beneficia do incentivo fiscal previsto para livros didáticos, sendo destinados para outro uso comercial. “Falta para o setor investir em mão-de-obra especializada. O pátio industrial precisa se modernizar para poder suportar a concorrência internacional. Hoje, a China possui um forte crescimento na infraestrutura, industrial e exportação. Com isso há uma grande capacidade na produção de papel”, ressalta Farinha.
A longo prazo, o executivo ainda prevê que o setor deverá passar por uma consolidação e renovação de máquinas e equipamentos, inovar no modelo de negócios e buscar soluções próprias para os produtos. “É preciso redobrar os esforços para ter tecnologia de ponta na área industrial. Ter projetos sólidos, investir em pesquisa, desenvolvimento, contar com a ajuda da taxa cambial e ficar atento à parte financeira”, explica Farinha.
Para acompanhar o ritmo da competitividade nacional, o executivo diz que algumas empresas já retomaram os investimentos, como a Rigesa, mas na opinião dele, outras ainda precisam avançar para melhorar sua competitividade.
Ele anuncia ainda que a MWV Rigesa iniciou um projeto para duplicação a capacidade da sua fábrica até 2012, com a implantação de novo maquinário que irá produzir 300 mil ton/ano de papel kraftliner para uso em embalagens. O projeto, cujo gerenciamento está sob a responsabilidade da Pöyry, “visa promover o crescimento do negócio de embalagens de papelão ondulado da empresa, conclui Farinha e Silva.
Especialistas analisam que o índice de crescimeto deve estar ligado principalmente aos produtos alimentícios, químicos, hortifrutigranjeiros e pelo segmetno de avicultura. Outro fator, segundo a entidade, deve ser a demanda de papelão na área de alimentos, que pode aumentar em torno de 5% acima de 2010.
De acordo com números divulgados pela Bracelpa (Associação Brasileira de Papel e Celulose), nos últimos dois anos o papelão ondulado, na base de disponibilidade no mercado interno nacional, tem participação de 47,5% entre todos os tipos de papel e 89% dentro do segmento de embalagens.
Investir mais fortemente na renovação de equipamentos e no desenvolvimento de novos produtos, além de inovar seu modelo de negócios, é o desafio da indústria brasileira de papel para manter o ritmo de crescimento esperado para 2011, alerta Carlos Farinha e Silva, vice-presidente da Pöyry, multinacional finlandesa de consultoria e serviços de engenharia.
Na visão da companhia Pöyry, o crescimento econômico do País, em boa parte impulsionado pela melhoria de renda das classes emergentes, tem assegurado um bom desempenho nos segmentos de papel tissue (utilizado para fins sanitários) e de papel para embalagens.
No segmento off-set, o produto vem sofrendo em função da concorrência do importado – principalmente o ingresso ilegal. Outra questão é o desvio do papel imune, que se beneficia do incentivo fiscal previsto para livros didáticos, sendo destinados para outro uso comercial. “Falta para o setor investir em mão-de-obra especializada. O pátio industrial precisa se modernizar para poder suportar a concorrência internacional. Hoje, a China possui um forte crescimento na infraestrutura, industrial e exportação. Com isso há uma grande capacidade na produção de papel”, ressalta Farinha.
A longo prazo, o executivo ainda prevê que o setor deverá passar por uma consolidação e renovação de máquinas e equipamentos, inovar no modelo de negócios e buscar soluções próprias para os produtos. “É preciso redobrar os esforços para ter tecnologia de ponta na área industrial. Ter projetos sólidos, investir em pesquisa, desenvolvimento, contar com a ajuda da taxa cambial e ficar atento à parte financeira”, explica Farinha.
Para acompanhar o ritmo da competitividade nacional, o executivo diz que algumas empresas já retomaram os investimentos, como a Rigesa, mas na opinião dele, outras ainda precisam avançar para melhorar sua competitividade.
Ele anuncia ainda que a MWV Rigesa iniciou um projeto para duplicação a capacidade da sua fábrica até 2012, com a implantação de novo maquinário que irá produzir 300 mil ton/ano de papel kraftliner para uso em embalagens. O projeto, cujo gerenciamento está sob a responsabilidade da Pöyry, “visa promover o crescimento do negócio de embalagens de papelão ondulado da empresa, conclui Farinha e Silva.
Fonte: Colaboração: Victor Prates/ CeluloseOnline
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