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Notícias
25
ago
2011
(IBAMA)
Ibama fecha serrarias irregulares no entorno da reserva dos kayapós no Pará
Pela segunda vez em menos de um ano, o Ibama fechou um pólo madeireiro irregular nas imediações da Terra Indígena Kayapó em Cumaru do Norte, no sudeste do Pará. Desta vez, o instituto desmontou três serrarias clandestinas e bloqueou uma legalizada, que operava mediante fraude no Sisflora, o sistema que controla o comércio de produtos florestais no estado. Na ação, que aconteceu entre 15 e 19 de agosto, durante a operação Ocara II, foram apreendidos 729 m³ de madeira armazenada nos pátios das empresas (cerca de 40 caminhões cheios) e aplicados R$ 315 mil em multas.
Com apoio da Funai e do Batalhão de Polícia Ambiental de Belém, o Ibama desmontou e removeu todo o maquinário das três serrarias clandestinas. Paralelamente à fiscalização nas madeireiras, os agentes ainda apreenderam um caminhão carregado com 26 m³ de toras, destruíram sete fornos de carvão ilegal e vistoriaram dois planos de manejo florestal sustentáveis (PMFS) aprovados no município. A suspensão de um deles será requerida à Secretaria de Meio Ambiente do Pará (Sema), responsável pela liberação dos PMFS no estado, porque após um incêndio não restou madeira para ser explorada na floresta.
“Além de interromper o dano ao meio ambiente provocado pelas madeireiras ilegais, queremos descapitalizar esse infrator, retirando o maquinário usado para o crime ambiental, assim como a madeira obtida ilegalmente”, explica o coordenador da operação, o analista ambiental Lucivaldo Serrão. Para desmontar as serrarias e retirar a madeira apreendida, a operação Ocara II utilizou dois caminhões munk do Ibama, além de dois caminhões truck e quatro carretas cedidas pela Funai. A madeira ficou depositada aos cuidados da prefeitura de Cumaru do Norte, que deverá utilizá-la em obras sociais na região, após a conclusão do processo de doação.
Reincidência e fraude
A primeira investida contra a exploração de madeira na reserva dos Kayapós aconteceu em novembro de 2010, durante a Operação Ocara I. Com apoio da Funai e da Polícia Federal, o Ibama desmontou e embargou cinco serrarias em Cumaru do Norte e duas em Bannach. Um sobrevôo na região, durante a operação Disparada, em maio de 2011, no entanto, revelou que três das serrarias embargadas haviam voltado a operar ilegalmente.
Além destas, uma nova serraria havia se instalado recentemente no entorno da área protegida. O empreendimento operava com licença ambiental da Sema. Mas, ao fiscalizar a empresa, os agentes encontraram no pátio 253 m³ de produto florestal sem documentação de origem. Ou seja, madeira retirada ilegalmente da floresta. A serraria acabou bloqueada no sistema DOF, que controla o comércio de produtos florestais no nível federal, e, consequentemente, no Sisflora, e não poderá mais comercializar madeira até se regularizar junto ao Ibama.
Com apoio da Funai e do Batalhão de Polícia Ambiental de Belém, o Ibama desmontou e removeu todo o maquinário das três serrarias clandestinas. Paralelamente à fiscalização nas madeireiras, os agentes ainda apreenderam um caminhão carregado com 26 m³ de toras, destruíram sete fornos de carvão ilegal e vistoriaram dois planos de manejo florestal sustentáveis (PMFS) aprovados no município. A suspensão de um deles será requerida à Secretaria de Meio Ambiente do Pará (Sema), responsável pela liberação dos PMFS no estado, porque após um incêndio não restou madeira para ser explorada na floresta.
“Além de interromper o dano ao meio ambiente provocado pelas madeireiras ilegais, queremos descapitalizar esse infrator, retirando o maquinário usado para o crime ambiental, assim como a madeira obtida ilegalmente”, explica o coordenador da operação, o analista ambiental Lucivaldo Serrão. Para desmontar as serrarias e retirar a madeira apreendida, a operação Ocara II utilizou dois caminhões munk do Ibama, além de dois caminhões truck e quatro carretas cedidas pela Funai. A madeira ficou depositada aos cuidados da prefeitura de Cumaru do Norte, que deverá utilizá-la em obras sociais na região, após a conclusão do processo de doação.
Reincidência e fraude
A primeira investida contra a exploração de madeira na reserva dos Kayapós aconteceu em novembro de 2010, durante a Operação Ocara I. Com apoio da Funai e da Polícia Federal, o Ibama desmontou e embargou cinco serrarias em Cumaru do Norte e duas em Bannach. Um sobrevôo na região, durante a operação Disparada, em maio de 2011, no entanto, revelou que três das serrarias embargadas haviam voltado a operar ilegalmente.
Além destas, uma nova serraria havia se instalado recentemente no entorno da área protegida. O empreendimento operava com licença ambiental da Sema. Mas, ao fiscalizar a empresa, os agentes encontraram no pátio 253 m³ de produto florestal sem documentação de origem. Ou seja, madeira retirada ilegalmente da floresta. A serraria acabou bloqueada no sistema DOF, que controla o comércio de produtos florestais no nível federal, e, consequentemente, no Sisflora, e não poderá mais comercializar madeira até se regularizar junto ao Ibama.
Fonte: Nelson Feitosa - Ascom – Ibama/PA
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