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Notícias
10
ago
2011
(MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS)
Vendas à Argentina de máquinas seguem paradas após 8 meses de impasse
As vendas de máquinas e tratores do Brasil para a Argentina continuam praticamente paradas neste ano e não há expectativa de retomada dessas exportações, de acordo com executivos do setor. Liberações pontuais de importações têm sido praticadas pelo país vizinho, mas em um número muito baixo.
Orlando Capelossa Silva, vice-presidente de Vendas e Marketing para América do Sul da AGCO, afirmou que a Argentina importava cerca de seis mil tratores por ano do Brasil. Deste total, 2.500 eram fornecidos pela empresa. Em 2011, as vendas da AGCO para aquele mercado devem cair para 600 tratores.
A Argentina importa cerca de 80% das máquinas de que precisa e a maior parte é fornecida pelo Brasil. Entre 30% e 40% das exportações brasileiras de máquinas e tratores (que correspondem a 22% da produção nacional) vão para o país.
Desde o final de dezembro, quando adotou medidas para reduzir o déficit da balança comercial, o governo argentino tem aprovado poucas licenças para a importação de máquinas e tratores agrícolas brasileiros. Em 15 de fevereiro deste ano, o Ministério de Indústria local anunciou a ampliação da lista de produtos atingidos pelo sistema de Licenças Não Automáticas (LNA), de 400 para 600 itens. Antes disso, porém, vários setores industriais brasileiros já reclamavam da dificuldade de vender produtos ao país.
O governo local bloqueou as importações no momento mais importante da safra de grãos, entre dezembro e março, meses que concentram as vendas (70% do total) de colheitadeiras para o mercado argentino. Desde então, as autorizações não foram retomadas de forma regular. Embora o sistema de licenças automáticas para a importação de máquinas esteja em vigor há mais de dois anos, o setor brasileiro nunca enfrentou situação como a atual.
"Não estamos vendendo nada para o país", disse Alfredo Miguel Neto, diretor de assuntos corporativos da John Deere na América Latina. A empresa exporta para 50 países a partir do Brasil, mas a Argentina respondia por 50% das exportações de colheitadeiras e 45% das de tratores.
Crise
Milton Rego, diretor de Comunicações e Relações Externas da CNH Latin America, lembrou que a Argentina implementou as licenças automáticas durante a crise de 2008 e que, apesar de atrasos recorrentes, as autorizações de importação eram liberadas. Em janeiro deste ano as liberações foram interrompidas. "O país tem solicitado investimentos das empresas. A CNH anunciou uma fábrica de colheitadeiras em março e o governo argentino passou a liberar algumas máquinas, mas esta é uma situação excepcional, que não reflete o que está acontecendo no setor", afirmou.
Os três executivos disseram que o setor tem conversado com o governo brasileiro e, este, tem negociado com o país vizinho, mas não há perspectivas de solução no curto prazo. Apesar dos problemas com o vizinho, a indústria brasileira elevou as exportações de máquinas e tratores agrícolas em 2011.
No acumulado de janeiro a julho, foram vendidas 10.359 unidades, aumento de 7,2% sobre as 9.667 unidades embarcadas no mesmo período de 2010. As vendas de colheitadeiras aumentaram 40,3%, para 1.423 unidades. As de tratores de rodas recuaram 1,8%, para 7.169 unidades, mas as de tratores de esteira subiram 73,7%, para 1.353. O restante é composto de cultivadores e retroescavadeiras. Em receita, as exportações do período renderam US$ 1,768 bilhão, aumento de 54,6% sobre os US$ 1,143 bilhão apurado de janeiro e a julho de 2010.
Orlando Capelossa Silva, vice-presidente de Vendas e Marketing para América do Sul da AGCO, afirmou que a Argentina importava cerca de seis mil tratores por ano do Brasil. Deste total, 2.500 eram fornecidos pela empresa. Em 2011, as vendas da AGCO para aquele mercado devem cair para 600 tratores.
A Argentina importa cerca de 80% das máquinas de que precisa e a maior parte é fornecida pelo Brasil. Entre 30% e 40% das exportações brasileiras de máquinas e tratores (que correspondem a 22% da produção nacional) vão para o país.
Desde o final de dezembro, quando adotou medidas para reduzir o déficit da balança comercial, o governo argentino tem aprovado poucas licenças para a importação de máquinas e tratores agrícolas brasileiros. Em 15 de fevereiro deste ano, o Ministério de Indústria local anunciou a ampliação da lista de produtos atingidos pelo sistema de Licenças Não Automáticas (LNA), de 400 para 600 itens. Antes disso, porém, vários setores industriais brasileiros já reclamavam da dificuldade de vender produtos ao país.
O governo local bloqueou as importações no momento mais importante da safra de grãos, entre dezembro e março, meses que concentram as vendas (70% do total) de colheitadeiras para o mercado argentino. Desde então, as autorizações não foram retomadas de forma regular. Embora o sistema de licenças automáticas para a importação de máquinas esteja em vigor há mais de dois anos, o setor brasileiro nunca enfrentou situação como a atual.
"Não estamos vendendo nada para o país", disse Alfredo Miguel Neto, diretor de assuntos corporativos da John Deere na América Latina. A empresa exporta para 50 países a partir do Brasil, mas a Argentina respondia por 50% das exportações de colheitadeiras e 45% das de tratores.
Crise
Milton Rego, diretor de Comunicações e Relações Externas da CNH Latin America, lembrou que a Argentina implementou as licenças automáticas durante a crise de 2008 e que, apesar de atrasos recorrentes, as autorizações de importação eram liberadas. Em janeiro deste ano as liberações foram interrompidas. "O país tem solicitado investimentos das empresas. A CNH anunciou uma fábrica de colheitadeiras em março e o governo argentino passou a liberar algumas máquinas, mas esta é uma situação excepcional, que não reflete o que está acontecendo no setor", afirmou.
Os três executivos disseram que o setor tem conversado com o governo brasileiro e, este, tem negociado com o país vizinho, mas não há perspectivas de solução no curto prazo. Apesar dos problemas com o vizinho, a indústria brasileira elevou as exportações de máquinas e tratores agrícolas em 2011.
No acumulado de janeiro a julho, foram vendidas 10.359 unidades, aumento de 7,2% sobre as 9.667 unidades embarcadas no mesmo período de 2010. As vendas de colheitadeiras aumentaram 40,3%, para 1.423 unidades. As de tratores de rodas recuaram 1,8%, para 7.169 unidades, mas as de tratores de esteira subiram 73,7%, para 1.353. O restante é composto de cultivadores e retroescavadeiras. Em receita, as exportações do período renderam US$ 1,768 bilhão, aumento de 54,6% sobre os US$ 1,143 bilhão apurado de janeiro e a julho de 2010.
Fonte: Por Agência Estado (AE)
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