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Notícias
20
jul
2011
(CARBONO)
Prejuízo econômico do carbono pode chegar a US$ 893/tCO2
Imagine se um país como os Estados Unidos, que emite cerca de seis bilhões de toneladas de CO2 anualmente, pudesse economizar US$ 5,3 trilhões apenas cortando as emissões de carbono. Parece muito? Pois segundo uma nova pesquisa divulgada pela rede Economia e Equidade pelo Meio Ambiente (E3 em inglês), os gastos do governo norte-americano poderiam ser contidos em um terço do seu rendimento se as emissões de CO2 fossem reduzidas.
O relatório, intitulado Riscos Climáticos e Preços de Carbono: Revisitando o Custo Social do Carbono, sugere que o atual valor de US$21 por tonelada de CO2 utilizado pelo governo dos EUA para calcular o Custo Social do Carbono (CSC), ou seja, os prejuízos econômicos causados pela emissão de carbono na atmosfera, é muito baixo.
De acordo com o documento, lançado na última semana, essa quantia chegou a US$ 893 por tonelada de CO2 em 2010, ou quase 45 vezes mais do que o valor corrente, e pode alcançar US$ 1.550 em 2050, muito acima das estimativas governamentais.
“Agora que sabemos o quanto poderemos acabar pagando para suportar os impactos das mudanças climáticas, investir na redução das nossas emissões é claramente a opção prudente. É a diferença entre revisar o seu carro, ou esperar que ele quebre na estrada”, enfatizou Frank Ackerman, economista do Instituto Ambiental Estocolmo e um dos autores do relatório do E3.
Conforme o estudo, “é inequivocamente menos caro reduzir as emissões de gases do efeito estufa do que sofrer os danos climáticos. [...] Enquanto houver um risco credível de que o CSC, ou os danos de toneladas de emissões, possam estar acima do custo da redução máxima possível, então vale a pena fazer tudo o que podemos para reduzir as emissões”.
Além dessa pesquisa, outro relatório publicado na mesma semana reforça as descobertas da E3. O documento, intitulado Mais do que os olhos podem ver: o Custo Social do Carbono na Política Climática dos EUA, foi desenvolvido pelo Instituto de Direito Ambiental (ELI em inglês) e pelo Instituto de Recursos Mundiais (WRI em inglês).
Embora esse estudo não quantifique os reais custos sociais do carbono, ele aponta que o atual modelo de estimativa do CSC simplifica demasiadamente as suposições sobre as mudanças climáticas e não considera os custos das mitigações futuras, subestimando os verdadeiros custos.
“Nossa preocupação significativa é a falta de transparência inerente aos modelos usados para estimar o custo social do carbono. Alguns dos modelos são opacos, e provavelmente poucos criadores de políticas entendem as simplificações e suposições dramáticas embutidas neles. Há muito espaço para debater se essas ferramentas estão prontas para o uso na formulação de políticas”, declarou Scott Schang, vice-presidente do ELI para o Clima e Sustentabilidade.
A pesquisa afirma, por exemplo, que muitos modelos minimizam ou sequer levam em conta a possibilidade de mudanças climáticas abruptas, catastróficas e irreversíveis, ou processos dinâmicos de realimentação do ciclo de carbono. Outros assumem que as alterações ocorrem uniformemente, desconsiderando as diferenças regionais de temperatura e clima.
“Análises de custo-benefício podem ser uma ferramenta importante para assistir as decisões do governo, mas questões difíceis são levantadas quando você aplica essa abordagem às mudanças climáticas”, lembrou Ruth Greenspan Bell, pesquisadora do WRI e co-autora do relatório.
“Dadas as complexidades e incertezas das mudanças climáticas, os criadores de modelos precisam tomar cuidado para refletir com precisão as mudanças climáticas em suas estimativas. Até que os criadores de modelos possam incorporar melhor essas complexidades e tornar suas suposições mais explícitas, os criadores de políticas devem ser cuidadosos com cada valor para o custo social do carbono”, completou Bell.
Para se ter uma ideia das divergências existentes quando se trata do CSC, o documento compara os valores estabelecidos nos EUA e no Reino Unido. Enquanto o governo norte-americano fixou o valor da tonelada métrica de carbono entre US$ 5 e US$ 65 e chegou a um valor central de US$ 21, o britânico estabeleceu o valor entre US$ 41 e US$ 124 e o valor central de US$ 83. Mesmo assim, ambas as estimativas ficam bem abaixo dos cálculos da E3.
“Baseado no que sabemos hoje, os valores atuais dos custos sociais do governo são provavelmente uma subestimação grave do que pensamos que esses custos serão. Eles não refletem a urgência da crise climática. Poderiam levar a um nível de inação sobre as mudanças climáticas que francamente não é apoiado nem pela economia nem pela ciência neste momento”, ressaltou Kristen Sheeran, diretora executiva da Rede E3.
No entanto, para alguns especialistas, a divulgação dos dois relatórios pode ter conseqüências positivas para mudar as estimativas do CSC. “Estamos literalmente reescrevendo a história econômica e financeira dos desastres em uma escala global”, sustentou Robert Hartwig, economista-chefe e presidente do Instituto de Informações sobre Seguros.
O relatório, intitulado Riscos Climáticos e Preços de Carbono: Revisitando o Custo Social do Carbono, sugere que o atual valor de US$21 por tonelada de CO2 utilizado pelo governo dos EUA para calcular o Custo Social do Carbono (CSC), ou seja, os prejuízos econômicos causados pela emissão de carbono na atmosfera, é muito baixo.
De acordo com o documento, lançado na última semana, essa quantia chegou a US$ 893 por tonelada de CO2 em 2010, ou quase 45 vezes mais do que o valor corrente, e pode alcançar US$ 1.550 em 2050, muito acima das estimativas governamentais.
“Agora que sabemos o quanto poderemos acabar pagando para suportar os impactos das mudanças climáticas, investir na redução das nossas emissões é claramente a opção prudente. É a diferença entre revisar o seu carro, ou esperar que ele quebre na estrada”, enfatizou Frank Ackerman, economista do Instituto Ambiental Estocolmo e um dos autores do relatório do E3.
Conforme o estudo, “é inequivocamente menos caro reduzir as emissões de gases do efeito estufa do que sofrer os danos climáticos. [...] Enquanto houver um risco credível de que o CSC, ou os danos de toneladas de emissões, possam estar acima do custo da redução máxima possível, então vale a pena fazer tudo o que podemos para reduzir as emissões”.
Além dessa pesquisa, outro relatório publicado na mesma semana reforça as descobertas da E3. O documento, intitulado Mais do que os olhos podem ver: o Custo Social do Carbono na Política Climática dos EUA, foi desenvolvido pelo Instituto de Direito Ambiental (ELI em inglês) e pelo Instituto de Recursos Mundiais (WRI em inglês).
Embora esse estudo não quantifique os reais custos sociais do carbono, ele aponta que o atual modelo de estimativa do CSC simplifica demasiadamente as suposições sobre as mudanças climáticas e não considera os custos das mitigações futuras, subestimando os verdadeiros custos.
“Nossa preocupação significativa é a falta de transparência inerente aos modelos usados para estimar o custo social do carbono. Alguns dos modelos são opacos, e provavelmente poucos criadores de políticas entendem as simplificações e suposições dramáticas embutidas neles. Há muito espaço para debater se essas ferramentas estão prontas para o uso na formulação de políticas”, declarou Scott Schang, vice-presidente do ELI para o Clima e Sustentabilidade.
A pesquisa afirma, por exemplo, que muitos modelos minimizam ou sequer levam em conta a possibilidade de mudanças climáticas abruptas, catastróficas e irreversíveis, ou processos dinâmicos de realimentação do ciclo de carbono. Outros assumem que as alterações ocorrem uniformemente, desconsiderando as diferenças regionais de temperatura e clima.
“Análises de custo-benefício podem ser uma ferramenta importante para assistir as decisões do governo, mas questões difíceis são levantadas quando você aplica essa abordagem às mudanças climáticas”, lembrou Ruth Greenspan Bell, pesquisadora do WRI e co-autora do relatório.
“Dadas as complexidades e incertezas das mudanças climáticas, os criadores de modelos precisam tomar cuidado para refletir com precisão as mudanças climáticas em suas estimativas. Até que os criadores de modelos possam incorporar melhor essas complexidades e tornar suas suposições mais explícitas, os criadores de políticas devem ser cuidadosos com cada valor para o custo social do carbono”, completou Bell.
Para se ter uma ideia das divergências existentes quando se trata do CSC, o documento compara os valores estabelecidos nos EUA e no Reino Unido. Enquanto o governo norte-americano fixou o valor da tonelada métrica de carbono entre US$ 5 e US$ 65 e chegou a um valor central de US$ 21, o britânico estabeleceu o valor entre US$ 41 e US$ 124 e o valor central de US$ 83. Mesmo assim, ambas as estimativas ficam bem abaixo dos cálculos da E3.
“Baseado no que sabemos hoje, os valores atuais dos custos sociais do governo são provavelmente uma subestimação grave do que pensamos que esses custos serão. Eles não refletem a urgência da crise climática. Poderiam levar a um nível de inação sobre as mudanças climáticas que francamente não é apoiado nem pela economia nem pela ciência neste momento”, ressaltou Kristen Sheeran, diretora executiva da Rede E3.
No entanto, para alguns especialistas, a divulgação dos dois relatórios pode ter conseqüências positivas para mudar as estimativas do CSC. “Estamos literalmente reescrevendo a história econômica e financeira dos desastres em uma escala global”, sustentou Robert Hartwig, economista-chefe e presidente do Instituto de Informações sobre Seguros.
Fonte: Instituto CarbonoBrasil
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